Plano de Desenvolvimento Institucional da UFAL 2026 - 2032
PDI UFAL 2026 - 2032.pdf
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PDI
PLANO DE DESENVOLVIMENTO
INSTITUCIONAL
2026-2032
CORPO DE DIRIGENTE
Josealdo Tonholo
Cézar Nonato Bezerra Candeias
Reitor
Pró-reitor de Extensão e Cultura
Eliane Aparecida Holanda
Vice Reitora
Wellington da Silva Pereira
Pró-reitora de Gestão de Pessoas e do Trabalho
Jarman da Silva Aderico
Pró-reitor de Gestão Institucional
Alexandre Lima Marques da Silva
Até 09 de junho de 2026
Pró-reitor Estudantil
José Edson Ferreira Lima
Felipe da Rocha Paes
Pró-reitor de Gestão Institucional
Pró-Reitor de Infraestrutura
A partir de 10 de junho de 2026
Eliane Barbosa da Silva
Pró-reitora de Graduação
Iraildes Pereira Assunção
Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação
Ialdo Bezerra Pereira
Procurador Geral
João Paulo Fonseca de Almeida
Chefe de Gabinete
COMISSÃO CENTRAL DO PDI
Josealdo Tonholo - Reitor
Cláudia Maria Milito - Presidente da Comissão de
Eliane Aparecida Holanda - Vice reitora
Sistematização
Jarman Aderico - Pró-reitor de Gestão Institucional
Reinaldo Cabral Silva Filho - Núcleo de Tecnologia da
Até 09 de junho de 2026
Eliane Barbosa da Silva - Pró-reitora de Graduação
Iraildes Pereira Assunção - Pró-reitora de Pesquisa e
Pós-Graduação
Cézar Nonato Bezerra Candeias - Pró-reitor de
Extensão e Cultura
Wellington da Silva Pereira - Pró-reitor de Gestão de
Pessoas e do Trabalho
Alexandre Lima Marques da Silva - Pró-reitor Estudantil
Felipe da Rocha Paes - Pró-reitor de Infraestrutura
Informação
Arnaldo Tenório da Cunha Júnior - Campus Arapiraca
Thiago Trindade Matias - Campus Sertão
Gaus Silvestre de Andrade Lima - Campus de
Engenharias e Ciências Agrária (Ceca)
Daiane Pias Machado - Comissão Própria de Avaliação
Rogério de Alencar Gouveia - Conselho de Curadores
(Cura)
Mateus Vasconcelos Maia - DCE
COMISSÃO DE SISTEMATIZAÇÃO DO PDI
Cláudia Maria Milito - Presidente
COMISSÕES TEMÁTICAS
Comissão Temática do Ensino
Jouber de Lima Lessa
Eliane Barbosa da Silva
José Clebson Guilherme da Silva
Vanessa Leite Cervantes
Fábio José Juvino
Vinícius Manzoni Vieira
Abel Aurélio Duarte Filho
Willamys Cristiano Soares Silva
José Edson Ferreira Lima
José Fábio Boia Porto
Luisa Nascimento Oliveira
Tainá Medeiros dos Santos
Juliene Barros
Rosana Sarita de Araujo
Brunno Gomes Voronkoff Carnaúba
Reinaldo Cabral Silva Filho
Simoneide Araújo Batista da Silva
Comissão Temática da Governança
Jarman da Silva Aderico
Jouber de Lima Lessa
João Paulo Fonseca de Almeida
José Edson Ferreira Lima
Luisa Nascimento Oliveira
Juliene Barros
Comissão Temática da Pesquisa, Pós-graduação
e Inovação
Comissão temática da Assistência
Alexandre Lima Marques da Silva
Iraildes Pereira Assunção
Adriana Guimarães Duarte
Carolina Conde e Sá
Alex Renner Silva Santos
Jaqueline Leite Vaz de Barros
Carlos Henrique Calixto dos Santos
Juliete de Oliveira Santos
Thayse dos Santos Fonseca Pinheiro
Erika Cavalcante de Almeida Buarque
Débora Raquel Hettwer Massmann
Monique Silvia de Godoi Martins
Laís Camila Pereira Alves
Comissão de Extensão e Cultura
Cezar Nonato Bezerra Candeias
Giselle Silva do Nascimento Amado
Jorge Eduardo Oliveira
Quitéria Nascimento dos Santos
Comissão Temática da Gestão de Pessoas
Wellington da Silva Pereira
Isabella Maria Lyra Pinto Soares
Mariana Melo Gomes da Silva
Laís Costa dos Anjos
Thayse Justino Montenegro Falcão
Viviane Regina Costa Sá
Comissão Temática da Gestão de Pessoas
Leandro dos Santos Gonçalves
José Clebson Silva de Farias
Elma Fabiane da Silva Santos
Laila Leandro Vieira da Silva
José Benício Alves dos Santos
Ana Maria Félix da Silva
Ângela Maria Aquino de Oliveira
Comissão Temática da Infraestrutura
Felipe da Rocha Paes
Selene Maíra Morales
Valter Quirino Santos
Evandro Diego Alves Pinheiro
Robson Carlos Damião
Leonardo Duarte da Silva
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Assinatura do presidente Juscelino Kubitschek na criação da Ufal
Figura 2 - Acesso ao Campus AC Simões
Figura 3 - Acesso ao Campus Arapiraca
Figura 4 - Acesso ao Campus do Sertão
Figura 5 - Sede do Campus Ceca
Figura 6 - Área de atuação da Ufal
Figura 7 - Organograma da Ufal
Figura 8 - Imagem de apresentação do PNE
Figura 9 - Certificação do selo ODS 2024
Figura 10: Certificação do selo ODS 2025
Figura 11: Logotipo ETA
Figura 12: Centro de Interesse Comunitário
Figura 13 : Práticas relacionadas aos mecanismos de governança
Figura 14: Relação entre governança e gestão.
Figura 15 : Forplad regional realizado na Ufal em 2025
Figura 16 : III Fórum de compras e licitações
Figura 17 : Evento nacional sobre governança de dados públicos
Figura 18: Webinar sobre elaboração e atualização de Carta de Serviços
Figura 19: Sistema de governança da Ufal
Figura 20: Matriz OCC
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Evolução de vagas, ingressantes e matrículas (2020-2025)
Gráfico 2 - Discentes diplomados entre 2020 e 2025
Gráfico 3 - Evolução dos cursos/matrículas lato sensu (2021 a 2025)
Gráfico 4 - Panorama da pós-graduação (Stricto Sensu)
Gráfico 5: Alunos em Programas Stricto Sensu exclusivo ou associação
Gráfico 6: Quantitativo de grupos de pesquisa da Ufal (2020-2025)
Gráfico 7: Evolução das Ações de Extensão e Cultura
Gráficos 8: Participação docente em ações de extensão e cultura
Gráfico 9: Discentes por Campus ou Unidade de ensino
Gráfico 10: Investimento em materiais de manutenção em 2024
Gráfico 11: Evolução Orçamentária 2017-2032
Gráfico 12: Evolução Orçamentária 2026-2032
Gráfico 13: Série histórica orçamentária
LISTA DE INFOGRÁFICOS
Infográfico 1 - Elaboração dos objetivos e prioridades
Infográfico 2: Missão e Visão da Universidade
Infográfico 3 - Princípios da Universidade
Infográfico 4 - Relação dos objetivos estratégicos do eixo ensino com os ODS
Infográfico 5 - Relação dos objetivos estratégicos do eixo pesquisa, pós-graduação e inovação com os ODS
Infográfico 6 - Relação dos objetivos estratégicos do eixo extensão e cultura com os ODS
Infográfico 7 - Mapa estratégico
Infográfico 8 - Prioridade estratégica da governança
Infográfico 9 - Prioridades estratégicas do eixo assistência estudantil
Infográfico 10 - Prioridades estratégicas da infraestrutura
Infográfico 11 - Prioridades estratégicas da gestão de pessoas
Infográfico 12 - Oferta de cursos na Ufal
Infográfico 13: Pilares do eixo Sustentabilidade
Infográfico 14: Números NTI
Infográfico 15: Eixos da avaliação institucional do INEP
Infográfico 16: Funções da CPA e CAA
Infográfico 17: Processo de elaboração do PDP Ufal
Infográfico 18: Elementos centrais da TIC
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Análise SWOT
Quadro 2: Dimensão ensino - objetivos, metas e indicadores
Quadro 3: Dimensão Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação - objetivos, metas e indicadores
Quadro 4: Dimensão Extensão e Cultura - objetivos, metas e indicadores
Quadro 5: Síntese do PLS
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Índices Institucionais de Avaliação Educacional
Tabela 10: Cursos a serem ofertados pelo Campus de
Tabela 2: Cursos de graduação Ufal (Grau, modalidade,
Engenharias e de Ciências Agrárias para a região do
curso, campus/Unidade de ensino, vagas anuais)
Tabuleiro Sul
Tabela 3: Quantitativo de matrícula por curso técnico em
Tabela 11: Projeção de novos cursos para o Campus do
2024
Sertão
Tabela 4: Quantitativo de matrículas na educação infantil
Tabela 5: Programas, nome dos cursos, modalidades e
conceitos e unidades vinculadas
Tabela 6: Números produção científica
Tabela 7: Quantitativo de Docentes por Cargo
Tabela 8: Quantitativo de ativos - Técnicos
Administrativos em Educação
Tabela 9: Série histórica despesas e investimentos (2016
- 2024)
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ACE - Atividade Curricular de Extensão
CCC - Casas de Cultura no campus
ADUFAL - Associação dos Docentes da Universidade Federal
CCEC- Casas de Cultura no Espaço Cultural
de Alagoas
CEAB - Centro de Estudos Afro-brasileiros
AEDHESP - Assessoria de Educação em Direitos Humanos e
CECA - Centro de Ciências Agrárias
Segurança Pública
CEDU - Centro de Educação
ANDIFES -
Associação
Nacional
dos
Dirigentes
das
CENSUP - Censo da Educação Superior
Instituições Federais de Ensino Superior
CEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão
ASCOM - Assessoria de Comunicação
CGD - Comitê de Governança Digital
ASI - Assessoria Internacional
CGU - Controladoria Geral da União
AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem
CI - Conceito Institucional
BC - Biblioteca Central
CIC - Centro de Interesse Comunitário
BIOCEN - Biotério Central
CIED - Coordenadoria Institucional de Educação a Distância
BVU - Biblioteca Virtual Universitária
CISSP - Comissão Interna de Saúde do Servidor Público
CA - Centro Acadêmico
CMEA - Curso de Mestrado Em Economia Aplicada
CAA - Coordenação de Ações Acadêmicas
CNE - Conselho Nacional de Educação
CAPTV - Colégio de aplicação Telma Vitória
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
CAC - Coordenadoria de Assuntos Culturais
Tecnológico
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de
CONAES - Comissão Nacional de Avaliação da Educação
Nível Superior
Superior
CC - Conceito de Curso
CONDETUF - Conselho Nacional de Dirigentes das Escolas
CS - Corregedoria Setorial
Técnicas Vinculadas às Universidades Federais
CONSUNI - Conselho Universitário
DE - Dedicação Exclusiva
COPEVE - Comissão Permanente do Vestibular
DINTER - Doutorado Institucional
COS - Comunicação Social
DRCA - Departamento de Registro e Controle Acadêmico
CPA - Comissão Própria de Avaliação
DSU - Divisão de Serviço ao Usuário
CPAI
-
Coordenação
de
Planejamento,
Avaliação
e
DTT - Divisão de Tratamento Técnico
Informação
EAD - Educação a Distância
CPC - Conceito Preliminar de Curso
EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
CPE - Coordenação de Política Estudantil
EBTT - Ensino Básico, Técnico e Tecnológico
CPG - Coordenação de Pós-Graduação
EFEM - Escola de Enfermagem
CPO - Coordenadoria de Programação Orçamentária
E-MEC - Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de
CQVT - Coordenação de Qualidade de Vida no Trabalho
Educação Superior
CSAU - Centro de Saúde CT&I Ciência, Tecnologia &
ENADE - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes
Inovação CTEC - Centro de Tecnologia
ENAP - Escola Nacional de Administração Pública
CTIC - Coordenação de Tecnologia da Informação e
ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio
Comunicação
ERER - Educação para as Relações Étnico-raciais
CURA - Conselho de Curadores
ESAF - Escola de Administração Fazendária
DAES - Documento de Arrecadação do Simples Documento
ETA - Escola Técnica de Artes
DAP - Departamento de Administração de Pessoal
ETV - Escola Técnica Vinculada a Universidade Federal
DCE - Diretório Central dos Estudantes
FALE - Faculdade de Letras FAMED Faculdade de Medicina
DDC - Divisão de Desenvolvimento de Coleções
FANUT - Faculdade de Nutrição
Tecnologia IC Instituto de Computação
FAPEAL - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
ICAT - Instituto de Ciências Atmosféricas
Alagoas
ICBS - Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde
FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
ICHCA - Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Arte
FDA - Faculdade de Direito
IEFE - Instituto de Educação Física e Esporte
FEAC - Faculdade de Economia, Administração e Ciências
Contábeis
FIC - Formação Inicial e Continuada
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos
FONAPRACE - Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos
Comunitários e Estudantis
IES - Instituições de Ensino Superior
ICF - Instituto de Ciências Farmacêuticas
IFES - Instituições Federais de Ensino Superior
IGC - Índice Geral de Cursos
IGDEMA - Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio
FORPLAD - Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento
Ambiente
e Administração
IM - Instituto de Matemática
FORPROEX - Fórum de Extensão das Instituições Públicas de
INCUBAL - Incubadora de Empresas de Alagoas
Educação Superior do Brasil
INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
FOUFAL - Faculdade de Odontologia
Anísio Teixeira
FSSO - Faculdade de Serviço Social
IP - Instituto de Psicologia
FUNDEPES - Fundação Universitária de Desenvolvimento de
IPCA - Índice de Preços ao Consumidor
Extensão e Pesquisa
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
GBPS - Gigabits por Segundo
IQB - Instituto de Química e Biotecnologia
GR - Gabinete do Reitor
HUPAA - Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
IBEU - Indicadores Brasileiros de Extensão Universitária
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA - Lei Orçamentária Anual
PAA - Políticas de Ações Afirmativas
MEC - Ministério da Educação
PAAC - Plano Anual de Aquisições e Contratações
MHN - Museu de História Natural
PAAF - Programa Ações Afirmativas para Afrodescendentes
MINTER - Mestrado Interinstitucional
PAAPE - Programa de Apoio e Acompanhamento Pedagógico ao
MNPEF - Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física
Estudante
MOODLE - Modular Object-Oriented Dynamic Learning
PAC - Plano Anual de Capacitação
Environment
PAEL - Programa de Atividade Física, Esporte e Lazer
MTB - Museu Théo Brandão
PASS - Política de Atenção à Saúde do Servidor
NAC- Núcleo de Acessibilidade
PCD - Pessoas com Deficiência
NAE - Núcleo de Assistência Estudantil
PDTI - Plano Diretor de Tecnologia da Informação
NBR - Normas Brasileiras
PDU - Plano de Desenvolvimento de Unidade
NDE -Núcleo Docente Estruturante
PEC-G - Programa de Estudantes-Convênio de Graduação
NEA - Núcleo de Educação Ambiental
PEI - Procuradoria Educacional Institucional
NEAB - Núcleo de Estudos Afro-brasileiros
PAAC- Plano Anual de Aquisições e Contratações
NIT - Núcleo de Inovação Tecnológica
PAAF - Programa Ações Afirmativas para Afrodescendentes
NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação
PAAPE - Programa de Apoio e Acompanhamento Pedagógico
OCC - Recursos de Outros Custeios e Capital
ao Estudante
OMS - Organização Mundial de Saúde
PAC - Plano Anual de Capacitação
PAEL - Programa de Atividade Física, Esporte e Lazer
PASS - Política de Atenção à Saúde do Servidor
PLOA - Projeto de Lei Orçamentária Anual
PCD - Pessoas com Deficiência
PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
PDTI - Plano Diretor de Tecnologia da Informação
PNAES - Programa Nacional de Assistência Estudantil
PDU - Plano de Desenvolvimento de Unidade
PNE - Plano Nacional de Educação
PEC-G - Programa de Estudantes-Convênio de Graduação
PNEU - Plano Nacional de Extensão Universitária
PET - Programa de Educação Tutorial
PNPG - Plano Nacional de Pós-Graduação
PET-SAÚDE - Programa de Educação pelo Trabalho para a
PPA - Plano Plurianual PPC Projeto Pedagógico de Curso
Saúde
PPG - Programa de Pós-Graduação PPG Projeto Pedagógico
PEXPG - Programa de Qualidade e Excelência da Pós-
Global
graduação
PPGA - Programa de Pós-Graduação em Agronomia
PI - Propriedade Intelectual
PPGAA - Programa de Pós-Graduação em Agricultura e
PIASE - Programa Integrado de Atenção à Saúde do
Ambiente
Estudante
PPGAS - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
PIB - Produto Interno Bruto
PPGAV - Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
PIBIC - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
PPGBQBM - Programa de Pós-Graduação Multicêntrico na área
Científica
de Bioquímica e Biologia Molecular
PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
PPGCF
Docência
Farmacêuticas
PIBITI - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em
PPGCS - Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas e
Desenvolvimento Tecnológico e Inovação
Saúde
PINS - Programa de Inserção do Novo Servidor
-
Programa
de
Pós-Graduação
em
Ciências
PPGD - Programa de Pós-Graduação em Direito
PPGMAT - Programa de Pós-Graduação em Matemática
PPGDIBICT - Programa de Pós-Graduação em Diversidade
PPGMCC - Programa de Pós-Graduação em Modelagem
Biológica e Conservação nos Trópicos
Computacional de Conhecimento
PPGE - Programa de Pós-Graduação em Educação
PPGMET - Programa de Pós-Graduação em Meteorologia
PPGEC - Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil
PPGMV - Projeto de Pós-Graduação em medicina veterinária
PPGECIM - Programa de Pós-Graduação em Ensino de
PPGNUT - Projeto de Pós-Graduação em nutrição
Ciências e Matemática
PPGP - Projeto de Pós-Graduação em psicologia
PPGENF - Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
PPGPP - Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas
PPGEQ - Programa de Pós-Graduação em Engenharia
PPGQB - Programa de Pós-Graduação em Química e
Química
Biotecnologia
PPGES - Programa de Pós-Graduação Profissional em Ensino
PPGRHS - Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e
na Saúde
Saneamento
PPGF - Programa de Pós-Graduação em Física
PPGS - Programa de Pós-Graduação em Sociologia
PPGG - Programa de Pós-Graduação em Geografia
PPGSS - Programa de Pós-Graduação em Serviço Social
PPGH - Programa de Pós-Graduação em História
PPI - Projeto Pedagógico Institucional
PPGI - Programa de Pós-Graduação em Informática
PROEST - Pró-Reitoria Estudantil
PPGLL - Programa de Pós-Graduação em Linguística e Letras
PROEX - Pró-Reitoria de Extensão
PPGM - Programa de Pós-Graduação em Materiais
PROFBIO - Programa de Mestrado Profissional em Ensino de
Biologia em Rede Nacional
PROFIAP - Programa de Mestrado Profissional Em
RED - Revista Extensão em Debate
Administração Pública
REDECOMEP - Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa
PROFLETRAS - Programa de Mestrado Profissional em Letras
RENORBIO - Programa de Pós-Graduação da Rede Nordeste de
PROFMAT - Programa de Mestrado Profissional em
Biotecnologia
Matemática em Rede Nacional
REUNI - Programa de Expansão e Reestruturação das
PROFNIT - Programa de Mestrado Profissional em
Universidades Federais
Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para
RI/UFAL - Repositório Institucional da Universidade Federal de
Inovação
Alagoas
PROFORD - Programa de Formação Continuada em Docência
RITUR - Revista Iberoamericana de Turismo RNP Rede Nacional
do Ensino Superior
de Ensino e Pesquisa
PROFQUI - Programa de Mestrado Profissional em Química
RREO - Relatório Resumido da Execução Orçamentária
em Rede Nacional
RSC - Reconhecimento de Saberes e Competências
PROGEP - Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho
RU - Restaurante Universitário
PROGINST - Pró-Reitoria de Gestão Institucional
RUA - Residência Universitária Alagoana
PRONATEC - Programa Nacional de Acesso ao Ensino
SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Técnico e Emprego
SEDUC - Secretaria de Estado da Educação
PRONERA - Programa Nacional de Educação na Reforma
SEER - Serviço de Editoração Eletrônica de Revistas
Agrária
SEPLAG - Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e
PROPEP - Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Patrimônio
PSS - Processo Seletivo Seriado RAAVE Rede Alagoana de
SETEC - Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
Alta Velocidade
SIASS - Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do
SISU - Sistema de Seleção Unificada
Servidor
SLTI - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação
SIBI - Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de
SNPG - Sistema Nacional de Pós-Graduação SOF Secretaria de
Alagoas
Orçamento Federal
SIG - Sistema Integrado de Gestão
SUS - Sistema Único de Saúde
SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades
TCC - Trabalho de conclusão de curso
Acadêmicas
TCU - Tribunal de Contas da União
SIGPP - Sistema Integrado de Gestão de Planejamentos e
TED - Termos de Execução Descentralizada
Projetos
TI - Tecnologia da Informação
SIGRH - Sistema Integrado de Gestão e Recursos Humanos
TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação
SIM - Seminário Institucional de Monitoria
TSG - Taxa de Sucesso na Graduação
SINAES - Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior
UA - Unidade Acadêmica
SINTUFAL - Sindicato dos Trabalhadores da Universidade
UAB - Universidade Aberta do Brasil
Federal de Alagoas
UDA - Unidade Docente Assistencial
SIOP - Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento
UFAL - Universidade Federal de Alagoas
SIPAC - Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e
UGI - Unidade de Gestão de Integridade
Contratos
UO - Unidade Orçamentário
SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO
2.METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO E ALINHAMENTO
INSTITUCIONAL DO PDI
3.PERFIL INSTITUCIONAL
3.1 Breve histórico e caracterização
3.2 Estrutura organizacional
3.3 Organograma
4.PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
4.1 Diretrizes estratégicas
4.2 Análise do ambiente
4.3 Mapa estratégico
4.4 Objetivos, indicadores e metas
4.5 Prioridades estratégicas
5.DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
5.1. Ensino
5.2. Pesquisa e Pós-graduação
5.3. Extensão e Cultura
6.VETORES ESTRUTURANTES
6.1. Vetor Estruturante da Assistência Estudantil
6.2 Vetor estruturante da infraestrutura física e tecnológica
6.3 Vetor Estruturante de Gestão de Pessoas
6.4 Vetor Estruturante Governança
7. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
7.1. Breve apresentação do PPI
7.2. Inserção regional
7.3. Princípios filosóficos e técnico-metodológicos gerais
7.4. Políticas acadêmicas
7.5. Organização Didática-Pedagógica
8.AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO INSTITUCIONAL
8.1 Avaliação e monitoramento institucional
8.2 Método e instrumento da CPA
9.PERSPECTIVA DE EXPANSÃO NA GRADUAÇÃO E PÓSGRADUAÇÃO
10.PLANOS E POLÍTICAS COMPLEMENTARES
10.1 Plano de Desenvolvimento de Pessoas
10.2 Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação
10.3 Plano de Comunicação
10.4 Política de acessibilidade e de atendimento diferenciado a
pessoas com necessidades específicas
10.5 Plano de Logística Sustentável
10.6 Política para Gestão de Riscos
10.7 Plano de Integridade
10.8 Plano Anual de Atividades de Auditoria (PAINT)
10.9 Plano ou política de Ações Afirmativas
10.10 Política Ambiental da Ufal
10.11 Plano Institucional de Internacionalização da Ufal
10.12 Política Cultural
1. INTRODUÇÃO
1. INTRODUÇÃO
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade Federal
Isso considerando o cenário de restrição orçamentária por que passam as
de Alagoas é um documento construído coletivamente, para orientar os
Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) na última década.
rumos da instituição, de forma estratégica, nos próximos sete anos, de
2026 a 2032. Ele traz as diretrizes pedagógicas e organizacionais, com
Por isso, o PDI vem ao encontro das diretrizes estratégicas da Ufal, que
objetivos e metas definidos, destacando ações que vão amparar o
tem por missão produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as
ensino, a pesquisa e a extensão, atrelando a esses eixos-base a
áreas do conhecimento de forma comprometida com a ética, a justiça social,
inovação e a sustentabilidade. Esse PDI é um compromisso firmado por
o desenvolvimento humano e o bem comum. Esse documento aqui
toda comunidade acadêmica e pela sociedade alagoana com a Ufal de
apresentado está seguindo o objetivo da Universidade que é ser referência
hoje e de amanhã.
nacional nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, firmando-se como
suporte de excelência para as demandas da sociedade.
Criada em 1961, a Ufal é uma universidade pública e gratuita,
responsável pela formação de profissionais, de pesquisadores e de
Para a construção desse documento foram instituídas nove comissões:
produção de conhecimento. Essa instituição é o maior vetor de
Comissão Central; Comissão de Sistematização e comissões temáticas
desenvolvimento de Alagoas e está presente em cada canto do estado,
temáticas dos eixos finalísticos - Ensino; Pesquisa, Pós-graduação e
seja presencialmente, em oito municípios, ou nos polos a distância.
Inovação; Extensão e Cultura; Governança; Assistência; Gestão de Pessoas
e Infraestrutura; formadas por integrantes da gestão superior da Ufal e da
A Universidade também está ciente do seu papel na defesa de um
comunidade acadêmica e participação de representantes da sociedade civil.
mundo mais sustentável, por isso, está comprometida com a Agenda
2030 e trouxe para esse PDI ações institucionais atreladas aos 18
O documento está estruturado em dez capítulos que apresentam a
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com responsabilidade
metodologia usada para construção deste PDI; o perfil institucional; as áreas
social e pensando nos próximos sete anos, mas, principalmente, criando
finalísticas de atuação; os vetores estruturantes, como assistência estudantil
o alicerce para a atual e as gerações futuras.
infraestrutura física e tecnológica gestão de pessoas gestão administrativa,
orçamentária e financeira; planejamento estratégico institucional; o projeto
Todo o processo de construção deste PDI é conduzido pelos princípios
pedagógico institucional; a avaliação e o monitoramento institucional; a
da transparência, da participação e do planejamento integrado, mas,
perspectiva de expansão na graduação e na pós-graduação; e, para fechar,
sobretudo, é um documento de uma Ufal real, que busca atingir os
os planos e as políticas complementares.
objetivos definidos com metas e ações possíveis.
22
2. METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO
E ALINHAMENTO INSTITUCIONAL
DO PDI
2. METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO E ALINHAMENTO INSTITUCIONAL DO PDI
A construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) teve
início em março de 2025, com a designação da comissão central
responsável por sua elaboração, instituída por meio da Portaria GR/UFAL
nº 179/2025, de 17 de março de 2025. A Comissão Central é composta
por representantes da Administração Central, dos campi e das unidades
fora de sede.
Para subsidiar o processo de elaboração, foram instituídas sete
comissões temáticas, vinculadas às pró-reitorias, bem como uma
comissão de sistematização, responsável pela consolidação das
informações e pela articulação do processo participativo junto à
comunidade acadêmica.
No âmbito da universidade, o planejamento institucional articula áreas
finalísticas e vetores estruturantes como elementos essenciais para o
desenvolvimento da universidade. Enquanto as áreas finalísticas
contemplam as atividades centrais de ensino, pesquisa e extensão, os
vetores estruturantes fortalecem a gestão e o suporte necessário para o
alcance
dos
objetivos
institucionais
previstos
no
Plano
de
Desenvolvimento Institucional.
24
METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO E ALINHAMENTO INSTITUCIONAL DO PDI
Infográfico 1: Elaboração dos objetivos e prioridades
25
METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO E ALINHAMENTO INSTITUCIONAL DO PDI
diagnóstico,
No âmbito das áreas finalísticas, foram constituídas as comissões de
houve
a
participação
das
comissões
vinculadas
à
Ensino, Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, além da Comissão de
Administração Superior e às áreas de apoio estratégico. Na fase de
Extensão e Cultura. No que se refere às áreas estruturantes, foram
planejamento,
instituídas
coordenações acadêmicas e os órgãos suplementares, ampliando o caráter
as
comissões
de
Gestão
de
Pessoas,
Governança,
além
dessas
instâncias,
participaram
também
as
participativo e integrador do processo.
Infraestrutura e Assistência Estudantil.
A metodologia adotada fundamentou-se em referenciais de outras
Na fase de preparação, foram definidos os elementos essenciais para a
Instituições de Ensino Superior (IES) e nos PDIs anteriores da
construção do Plano, incluindo a elaboração do cronograma de atividades,
universidade, contemplando etapas estruturadas com vistas à garantia
formas de transparência e a definição da identidade institucional,
da participação das partes interessadas. O processo foi orientado pelos
compreendendo missão, visão e valores.
princípios da transparência, participação e planejamento integrado, de
Na fase de diagnóstico, procedeu-se à validação da identidade
modo a assegurar a legitimidade, a exequibilidade e o monitoramento
institucional, bem como à análise do PDI 2019–2025 e dos resultados dos
contínuo do documento.
processos de autoavaliação institucional. Para tanto, foram utilizadas
Inicialmente, procedeu-se à revisão da legislação e das normas
diversas ferramentas de análise, com o objetivo de compreender a situação
vigentes que orientam o planejamento nas Instituições Federais de
atual da universidade e subsidiar a construção do mapa estratégico e o
Ensino Superior (IFES), bem como à avaliação do PDI anterior, com foco
planejamento das ações futuras.
na análise dos objetivos e metas estabelecidos para o período de 2019 a
Por fim, a fase de planejamento consolidou o processo de elaboração do
2025, de modo a identificar os principais avanços alcançados e as
Plano, resultando na definição dos objetivos estratégicos, indicadores e
dificuldades enfrentadas no ciclo precedente.
metas institucionais que orientarão a execução, o acompanhamento e a
avaliação do PDI ao longo de sua vigência.
A abordagem adotada seguiu as diretrizes estabelecidas no guia do
Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento e Administração das
IFES (ForPlad), intitulado “PDI: um guia de conhecimento para as
As equipes responsáveis pela condução, coordenação e assessoramento
instituições federais de ensino”, bem como, de forma complementar, as
do processo de elaboração do PDI foram estruturadas de forma a assegurar
orientações da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente
a integração entre as diferentes áreas institucionais e a efetiva participação
no documento “Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o
da comunidade acadêmica.
Desenvolvimento Sustentávelˮ (Resolução A/RES/70/1).
A Comissão de Sistematização, composta por servidores de distintos
O processo de elaboração do PDI foi estruturado em três fases:
setores e com expertise em diversas áreas, foi responsável pela
preparação, diagnóstico e planejamento. Nas fases de preparação e
coordenação do processo, pela consolidação do documento e pela
orientação,
26
acompanhamento
e
monitoramento
das
atividades
desenvolvidas pelas demais comissões. Compete, ainda, a essa comis-
METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO E ALINHAMENTO INSTITUCIONAL DO PDI
são a identificação e o atendimento aos requisitos legais e normativos
Após a consolidação e análise das contribuições recebidas, as comissões
do PDI, com atuação transversal em todas as fases de sua elaboração.
temáticas procederam à revisão e ao aprimoramento dos objetivos
estratégicos, os quais foram validados a partir do processo consultivo,
As comissões temáticas das áreas finalísticas foram incumbidas da
reforçando o caráter participativo e democrático da construção do PDI. As
definição dos objetivos estratégicos, indicadores e metas institucionais.
contribuições foram analisadas e incorporadas, quando pertinentes,
Por sua vez, as comissões das áreas estruturantes atuaram na
promovendo o aprimoramento do conteúdo e o alinhamento dos objetivos e
identificação de prioridades institucionais e na proposição de diretrizes e
metas às demandas apresentadas pela comunidade acadêmica.
ações de suporte, essenciais ao alcance dos objetivos estabelecidos.
Além disso, foram realizadas quatro audiências públicas presenciais nos
A Comissão de Sistematização realizou visitas técnicas aos campi e às
campi da Universidade, ampliando o debate e a participação da comunidade
unidades fora de sede, com o objetivo de promover o compartilhamento
na construção dos objetivos e metas do PDI. Após o ciclo de audiências
de informações, bem como estimular o engajamento da comunidade nas
públicas,
ações relacionadas ao PDI.
(CONSUNI), conforme os trâmites institucionais.
A formulação da estratégia institucional teve início ainda em 2025 e foi
desenvolvida a partir de sucessivas reuniões envolvendo as comissões
temáticas, aliadas à análise dos resultados institucionais. Esse processo
resultou na definição de sete objetivos estratégicos, estruturados como
eixos orientadores do PDI, articulados às três áreas finalísticas de
atuação da Universidade (ensino, pesquisa e extensão e cultura) , de
modo a assegurar a coerência e a integração das ações institucionais.
Com o objetivo de ampliar a participação da comunidade universitária,
foi realizada uma consulta pública, por meio de formulário eletrônico, na
qual os respondentes foram convidados a avaliar e opinar sobre os
objetivos estratégicos propostos. A consulta contou com a participação
de 272 membros da comunidade acadêmica.
27
o
documento
foi
apreciado
pelo
Conselho
Universitário
3. PERFIL INSTITUCIONAL
lidou-se como a maior e mais importante instituição de ensino superior de
3. PERFIL INSTITUCIONAL
Alagoas, exercendo papel central no desenvolvimento científico e
acadêmico do estado.
3.1. BREVE HISTÓRICO E CARACTERIZAÇÃO
Durante a gestão do Reitor Aristóteles Calazans Simões (1961-1971), foi
criado o Campus Universitário em Maceió, capital do estado, marco
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, a lei federal nº 3.867, de
fundamental para a expansão da universidade. Nessa perspectiva, a Ufal,
25 de janeiro de 1961, criou a Universidade de Alagoas, reunindo as
instituição
Faculdades de Direito, Medicina, Odontologia, Ciências Econômicas,
educacional de regime especial e vinculada ao Ministério da Educação, vem
Engenharia e Filosofia, Ciências e Letras. Assim, foi instituída a primeira
formando
universidade pública do estado de Alagoas.
conhecimento, além de preservar e promover valores éticos, científicos,
federal
de
profissionais
ensino
de
superior
excelência,
organizada
produzindo
como
e
autarquia
disseminando
artísticos e culturais, em consonância com sua missão institucional.
Figura 1: Assinatura do presidente Juscelino Kubitschek na criação da Ufal
Figura 2: Acesso ao Campus AC Simões
Fonte: Ascom/Ufal
O decreto-lei nº 53, de 18 de novembro de 1966, que estabeleceu
Fonte: Ascom/Ufal
princípios e normas de organização para as universidades federais, a
instituição passou a adotar oficialmente a denominação Universidade
Federal de Alagoas (Ufal). Desde então, a Ufal conso29
PERFIL INSTITUCIONAL
Em 2010, foi inaugurado o Campus do Sertão da Universidade Federal de
Dentro do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades
Alagoas, com sede no município de Delmiro Gouveia e uma Unidade
Federais – REUNI, que visou ao aumento de vagas e também à expansão
Educacional em Santana do Ipanema. A criação do campus representou um
da rede universitária, sobretudo na perspectiva de atender o interior do
importante avanço no processo de interiorização do ensino superior público
país, dado que a maioria das universidades federais se encontrava nas
em Alagoas.
capitais e em cidades de maior porte, a Ufal adotou a estratégia de
descentralizar a oferta de cursos e possibilitar que um maior número de
Figura 4: Acesso ao Campus do Sertão
municípios fossem atendidos, especialmente, aqueles localizados no
interior, onde o acesso à educação superior era limitado. A expansão da
Ufal, promovida pelo REUNI, implicou a criação de novos campi. Assim,
foi criado, em 2006, o Campus Arapiraca, no agreste alagoano, que se
estende de sua sede, em Arapiraca, às Unidades Educacionais em
Palmeira dos Índios e Penedo.
Figura 3: Acesso ao Campus Arapiraca
Fonte: Ascom/Ufal
No mesmo ano, também foi implantado o Campus CECA da Universidade
Federal de Alagoas, com sede em Rio Largo e uma Unidade Educacional em
Viçosa.
Fonte: Ascom/Ufal
30
PERFIL INSTITUCIONAL
Atualmente, a Ufal está presente nos seguintes municípios:
Figura 5: Sede do Campus Ceca
Figura 6: Área de atuação da UFAL
Fonte: Ascom/Ufal
A presença da Ufal no território alagoano, por meio de suas atividades
de ensino, pesquisa, extensão e assistência, representa um importante
vetor de desenvolvimento para o estado, especialmente por se tratar de
um dos estados com os mais elevados indicadores de desigualdade do
Fonte: PROGRAD
Brasil. Isso significa enfrentar um enorme desafio para exercer
plenamente sua missão social neste contexto periférico, de grandes
3.2. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
limitações e precariedades.
A estrutura organizacional da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é
regulamentada pelo Estatuto, pelo Regimento Geral e pelos Regimentos
Internos das Unidades Acadêmicas e o regimento interno de seus órgãos
de apoio
Os Conselhos superiores são:
31
PERFIL INSTITUCIONAL
Compete ao Reitor administrar, coordenar e supervisionar todas as
atividades da universidade, garantindo o cumprimento das resoluções do
CONSUNI
Conselho Universitário e expedindo atos administrativos, por meio de
portarias, nos limites estabelecidos pelo Estatuto. Além disso, o Reitor
O Conselho Superior Universitário é a instância de discussão e de
representa ativa e passivamente a UFAL perante pessoas físicas e jurídicas
deliberação da política geral que norteia os rumos da Ufal. É composto
de direito público e privado, em juízo e fora dele, exercendo poderes gerais
por 61 membros titulares que representam toda a comunidade
de administração em todos os atos jurídicos da instituição.
universitária, desde a Reitoria com suas Pró-reitorias, passando pelas
direções de Unidades Acadêmicas, Campi Fora de Sede, até as
Junto a gestão da Ufal, funcionam sete Pró-Reitorias, responsáveis por
representações dos segmentos docente, técnico-administrativo e
diferentes áreas da gestão universitária, sendo elas: Pró-Reitoria Estudantil
estudantil. É dividido em duas Câmaras Temáticas: a Acadêmica, que
(PROEST); Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC); Pró-Reitoria de
trata dos assuntos referentes ao ensino, pesquisa e extensão e cultura, e
Graduação (PROGRAD); Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
a Administrativa, que trata da política de administração da instituição.
(PROPEP); Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (PROGEP); PróReitoria de Gestão Institucional (PROGINST); e Pró-Reitoria de Infraestrutura
(PROINFRA).
CURA
Para mais informações sobre as Pró-Reitorias e suas respectivas
O Conselho de Curadores é o órgão colegiado superior, composto por
coordenadorias, acesse o site institucional.
12 membros, sendo 6 titulares e 6 suplentes, com representantes do
CRA/AL, CRC/AL, CORECON/AL e das categorias docente, técnicoadministrativa
e
discente
da
Ufal.
Compete
ao
Conselho
o
3.2.2 Órgãos de assessoramento
acompanhamento e a fiscalização econômico-financeira, contábil e
patrimonial da Universidade.
Os órgãos de assessoramento são instâncias que atuam diretamente no
apoio técnico, administrativo e estratégico à Reitoria, contribuindo para a
3.2.1 Execução administrativa e acadêmica
tomada de decisões e o bom funcionamento institucional. Sua principal
função é oferecer subsídios e orientações especializadas em diferentes
A Reitoria constitui o órgão máximo de execução administrativa e
áreas, garantindo a eficiência, a transparência e a conformidade das ações
acadêmica da instituição, sendo dirigida pelo/a Reitor/a, que possui
com as normas e diretrizes da universidade.
como substituto/a auxiliar o/a Vice-Reitor/a. Ambos integram o corpo
docente da universidade e são eleitos conforme a legislação vigente, o
Estatuto e o Regimento Geral da Ufal, para mandato de quatro anos.
Consulte a relação dos órgãos de assessoramento.
32
PERFIL INSTITUCIONAL
A Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) tem como atribuição
3.2.3 Órgãos de apoio administrativo
avaliar e emitir parecer sobre processos relativos à progressão e promoção
na carreira docente.
Os órgãos de apoio administrativo têm a função de garantir o
Já a Comissão Interna de Supervisão (CIS) é responsável por analisar
funcionamento eficiente das atividades internas da Reitoria, oferecendo
demandas relacionadas à gestão de pessoal técnico-administrativo.
suporte operacional e técnico às diversas áreas. Eles atuam na
execução e coordenação de processos essenciais, como registro
Para mais informações sobre as Comissões e Comitês instituídos na
acadêmico, financeiro, de pessoal, tecnológica e de processos seletivos,
Universidade, acesse o link indicado.
assegurando o cumprimento das normas e o bom andamento das
rotinas institucionais.
3.2.5 Outras estruturas de apoio
Consulte a relação de órgãos de apoio administrativo.
Além dos órgãos já mencionados, a Universidade conta com instrumentos,
mecanismos e estruturas de apoio que fortalecem suas atividades
acadêmicas e institucionais:
3.2.4 Órgãos de apoio acadêmico
Os órgãos de apoio acadêmico vinculados à Ufal desempenham papel
A Coordenação de Direitos Humanos e Segurança Pública objetiva
fundamental no fortalecimento das atividades de ensino, pesquisa e
promover a democratização, a cidadania e a cultura dos direitos
extensão. Esses setores oferecem suporte técnico, científico e cultural,
humanos, fortalecendo ações educacionais que respeitem as
garantindo condições adequadas para o desenvolvimento acadêmico e
diferenças e enfrentem as desigualdades;
a formação integral da comunidade universitária.
O NEPS-COPEVE (Núcleo Executivo de Processos Seletivos) é
responsável por organizar e executar processos seletivos, como
Consulte a relação de órgãos de apoio acadêmico.
vestibulares, concursos públicos e provas.;
Os equipamentos culturais — Museu Théo Brandão (MTB),
A Administração Universitária conta também com comissões especiais
Pinacoteca – Museu de Arte Contemporânea e Museu de História
de assessoramento, entre as quais se destacam a Comissão Própria de
Natural (MHN) — têm papel essencial na preservação e difusão do
Avaliação (CPA), de natureza autônoma em relação à gestão institucional.
patrimônio cultural, artístico e científico de Alagoas, promovendo
pesquisa, ensino e extensão junto à comunidade;
33
PERFIL INSTITUCIONAL
O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa
O Espaço Cultural da Ufal, localizado no centro de Maceió, abriga as
EBSERH – HU BRASIL) é um órgão de apoio acadêmico da Ufal
Casas de Cultura e promove o ensino de línguas e expressões
que foi vinculado ao contrato de gestão com a empresa
culturais, ampliando o acesso à educação e à cultura.
brasileira de serviços hospitalares (Ebserh) que atua no ensino,
pesquisa e assistência em saúde, sendo referência regional e
O Complexo Esportivo da Ufal, inaugurado em 2019, ocupa 48 mil
vinculado ao SUS.
m² e conta com infraestrutura de padrão internacional para
atividades esportivas, acadêmicas e de extensão, atendendo
milhares de pessoas anualmente.
O Hospital Veterinário Universitário oferece atendimentos
gratuitos e cirurgias básicas para animais de toda a região.
Os Laboratórios Multiusuários, distribuídos em diversas unidades,
O Gabinete Odontológico oferece atendimento gratuito e ações
oferecem infraestrutura moderna para ensino, pesquisa e extensão,
de saúde bucal a estudantes e comunidade universitária,
atuando em áreas como saúde, biotecnologia, química, biologia e
realizando procedimentos básicos.
tecnologia, e fortalecendo a inovação científica e tecnológica.
O Escritório Modelo de Assistência Jurídica, vinculado à
Faculdade de Direito, presta assistência jurídica gratuita à
população de baixa renda, sendo também espaço de formação
prática para os estudantes;
O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF),vinculado à
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade ,
proporciona vivência prática na aplicação de conhecimentos
contábeis e tributários e oferece orientação fiscal e contábil
gratuita a pessoas de baixa renda, microempreendedores
individuais, pequenos produtores rurais e entidades sem fins
lucrativos.
As Casas de Cultura, ligadas à Faculdade de Letras, ofertam
cursos de idiomas e Libras (Língua Brasileira de Sinais),
contribuindo para a difusão linguística e cultural e para a
integração entre universidade e sociedade.
34
PERFIL INSTITUCIONAL
3.3. ORGANOGRAMA
Figura 7: Organograma da Ufal
Fonte: elaboração própria (2026)
35
4. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
INSTITUCIONAL
4. 4. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
VISÃO
INSTITUCIONAL
Ser referência local, regional e internacional em ensino, pesquisa e
extensão, de forma ética, inclusiva, transparente, democrática,
sustentável e socialmente referenciada, de modo a impactar
positivamente a realidade social.
4.1. DIRETRIZES ESTRATÉGICAS
A diretriz estratégica da universidade encontra-se em consonância com
Fonte: elaboração própria (2026)
sua identidade institucional, cuja missão consiste em produzir, difundir e
recriar o conhecimento em todas as áreas, orientada pelos princípios da
4.1.2. Princípios (valores)
ética, da justiça social, do desenvolvimento humano e da promoção do
bem comum.
De acordo com o Estatuto da Ufal, no seu artigo 1º, parágrafo único, a
Universidade observa os seguintes princípios e finalidades decorrentes de
Nesse contexto, reafirma-se o compromisso institucional de consolidar-
sua natureza de instituição pública e gratuita:
se como referência nacional nas atividades de ensino, pesquisa e
extensão, atuando como suporte qualificado às demandas da sociedade.
Tal propósito vem sendo progressivamente materializado ao longo de
sua trajetória histórica, marcada por processos contínuos de expansão,
qualificação e fortalecimento institucional.
4.1.1. Missão e visão
Infográfico 2: Missão e Visão da Universidade
MISSÃO
A Universidade Federal de Alagoas tem por missão produzir e
socializar conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais, a
partir do ensino, da pesquisa e da extensão, de modo a formar
acadêmica e profissionalmente sujeitos capazes de atuar de
forma ética, inclusiva e democrática e sustentável na sociedade.
37
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
4.2. ANÁLISE DO AMBIENTE
Infográfico 3: Princípios da Universidade
A análise ambiental que fundamenta o Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI) da Universidade Federal de Alagoas para o período de
2026 a 2032 teve como base os Planos de Desenvolvimento das Unidades
(PDUs) elaborados entre 2023 e 2025. Esse processo possibilitou um
diagnóstico amplo da realidade institucional, identificando potencialidades,
fragilidades, oportunidades e desafios que orientaram a revisão dos
referenciais estratégicos. A partir desse trabalho coletivo, tornou-se possível
estruturar um planejamento que dialoga com a identidade da universidade e
responde de forma propositiva às demandas acadêmicas, administrativas e
sociais.
a) da gestão democrática e descentralizada;
b) da legalidade, da moralidade,
da impessoalidade, da eficiência e eficácia,
da publicidade de seus atos;
PRINCÍPIOS
c) da ética, como norteadora de toda a prática
institucional, em todas as suas relações internas
e com a sociedade;
A construção do PDI considerou fatores políticos, econômicos, sociais,
tecnológicos, ambientais e legais que podem influenciar a (geração de valor
público para a sociedade).
d) da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão;
e) da liberdade de expressão do pensamento, de
criação, de difusão e socialização do saber;
Esse movimento permitiu integrar a leitura dos cenários interno e externo,
fornecendo elementos para a atualização da missão, da visão de futuro da
Ufal. Dessa forma, o planejamento não apenas consolida os avanços
alcançados nos últimos anos, mas também projeta caminhos estratégicos
para a universidade no horizonte de oito anos.
f) da universalidade do conhecimento e do
fomento à interdisciplinaridade;
g) do desenvolvimento científico, político,
cultural, artístico e sócio-econômico do Estado
de Alagoas;
h) da regular prestação de contas;
i) da articulação sistemática com as diversas
instituições e organizações da sociedade.
Fonte: elaboração própria (2026)
38
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
FRAQUEZAS:
Quadro 1: Análise SWOT
FORÇAS:
Possui uma trajetória consolidada no ensino superior, com histórico
de atuação reconhecido no estado de Alagoas e na região
Nordeste;
Conta com um corpo de servidores altamente qualificado,
composto por docentes e técnicos com sólida formação acadêmica
e experiência profissional;
É uma instituição com ampla experiência na formação acadêmica,
apresentando elevado potencial de aprimoramento contínuo em
suas práticas de ensino, pesquisa, extensão e gestão;
Oferece ensino de qualidade, refletido na expressiva atuação de
seus egressos em instituições públicas, empresas privadas e
organizações da sociedade civil, em âmbito local, regional e
nacional;
Possui presença multicampi estratégica, com unidades na capital e
no interior do estado, contribuindo para a descentralização e
democratização do acesso ao ensino superior;
É uma instituição pública, gratuita e socialmente referenciada,
comprometida com a inclusão, a equidade e a excelência
acadêmica;
Desempenha papel fundamental na interiorização do ensino
superior, promovendo o desenvolvimento regional e a redução das
desigualdades socioespaciais em Alagoas.
S
W O
39
Apresenta limitações no quadro técnico-administrativo, o que pode
gerar sobrecarga de trabalho e impactar a eficiência dos processos
organizacionais;
Enfrenta demandas por expansão e adequação de espaços físicos
para melhor atendimento das atividades acadêmicas e administrativas;
Necessita de constante atualização e ampliação da infraestrutura e de
equipamentos didáticos, especialmente em cursos que demandam
laboratórios e estruturas específicas;
Apresenta desafios relacionados à segurança em todos os campi,
demandando ações contínuas de melhoria;
Identifica-se a necessidade de ampliação e qualificação de espaços
de convivência acadêmica e estudantil;
Ainda há limitações em termos de acessibilidade plena, exigindo
investimentos para garantir inclusão e equidade;
Enfrenta desafios na consolidação de práticas organizacionais e de
gestão integradas entre os diferentes campi;
Registra índices de retenção e evasão que impactam indicadores
acadêmicos e a eficiência institucional;
Carece de aprimoramento contínuo dos sistemas de gestão
acadêmica, administrativa e processual, visando maior integração e
eficiência;
Demanda o fortalecimento de políticas institucionais voltadas ao
acolhimento e à promoção da saúde mental e física de servidores e
discentes;
Requer o aprimoramento de políticas de valorização e
desenvolvimento dos servidores;
Apresenta necessidade de constante aperfeiçoamento dos processos
organizacionais e de gestão, especialmente no que se refere à
transparência, publicidade e atendimento às exigências dos órgãos de
controle.
Fonte: Comissão de sistematização
T
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
AMEAÇAS:
OPORTUNIDADES:
Restrição e instabilidade de recursos orçamentários, impactando a
capacidade de investimento e expansão institucional;
Elevada vulnerabilidade socioeconômica de parcela significativa do
corpo discente, com reflexos também em aspectos emocionais e na
permanência estudantil;
Crescente concorrência com instituições privadas de ensino superior,
especialmente no que se refere à oferta de cursos e modalidades
flexíveis;
Fragilidades na formação básica de parte dos estudantes
ingressantes, decorrentes de desigualdades estruturais na educação
básica, o que pode impactar o desempenho acadêmico e os índices
de permanência e conclusão.
A infraestrutura deficitária constitui um dos principais desafios para o
desenvolvimento institucional, demandando investimentos contínuos
em espaços físicos, equipamentos e condições adequadas de
funcionamento.
Aproveitamento e fortalecimento das relações institucionais já
consolidadas ao longo de sua trajetória acadêmica e
administrativa;
Localização geográfica estratégica, com presença na capital e no
interior do estado, favorecendo a integração regional e o acesso
ao ensino superior;
Possibilidade de ampliação do uso de tecnologias educacionais
inovadoras, incluindo ensino híbrido e recursos digitais;
Potencial para captação de recursos em âmbito nacional e
internacional, por meio de editais, convênios e agências de
fomento;
Possibilidade de ampliação de parcerias com universidades
estrangeiras nas áreas de ensino, pesquisa e extensão,
fortalecendo a inserção internacional da instituição;
Oportunidade de formação e capacitação contínua de servidores
para atuação em processos de internacionalização e cooperação
acadêmica;
Potencial para estabelecimento e ampliação de parcerias com
organizações públicas, privadas e do terceiro setor;
Possibilidade de atração de estudantes por meio de mobilidade
acadêmica, transferências e políticas de acesso e permanência;
Ampliação da participação em redes de pesquisa e inovação,
fortalecendo a produção científica e tecnológica da instituição.
S
W O
40
Fonte: Comissão de sistematização
T
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
na graduação e à redução da evasão, reforçando o compromisso com a
4.2.1. Alinhamento estratégico com o Plano Nacional de Educação
democratização do ensino superior e com a permanência qualificada dos
(PNE 2026–2036) e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
estudantes.
(ODS)
Em relação ao Objetivo 15, destacam-se ações como a atualização dos
A Universidade, ao estruturar seus objetivos estratégicos nas
Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), a ampliação da titulação do corpo
dimensões de Ensino, Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação, Extensão e
docente e a melhoria dos indicadores de qualidade, como o Conceito
Cultura, evidencia forte alinhamento com o Plano Nacional de Educação
Preliminar de Curso (CPC) e o Conceito de Curso (CC), evidenciando o
(PNE) 2026–2036, especialmente no que se refere aos Objetivos 14, 15 e
esforço contínuo pela excelência acadêmica e pela consolidação de
16, que tratam da graduação e da pós-graduação em perspectiva de
padrões elevados de qualidade.
qualidade, inclusão e redução de desigualdades.
No que concerne ao Objetivo 16, a Universidade desenvolve estratégias
para expandir a oferta de vagas na pós-graduação, elevar o desempenho
Figura 8: Imagem de apresentação do PNE
dos programas nas avaliações da CAPES e fortalecer a produção científica
qualificada, articulando ensino, pesquisa e inovação com as demandas
sociais e contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico,
cultural, econômico, social e ambiental do País.
De forma complementar, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) tem
consolidado uma trajetória institucional alinhada aos princípios da Agenda
2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), evidenciada
pela participação ativa no processo de certificação do Selo ODS Educação.
Em 2025, a instituição alcançou reconhecimento nacional ao lado de
diversas instituições de ensino, o que reafirma seu papel como agente de
transformação social e promotora de práticas sustentáveis.
Fonte: MEC
No âmbito do Objetivo 14 do PNE, que visa ampliar o acesso, a
permanência e a conclusão na graduação com qualidade e equidade, a
instituição estabelece metas voltadas ao aumento do número de
estudantes diplomados, à elevação da taxa de sucesso
41
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
Figura 10: Certificação do selo ODS 2025
Figura 9: Certificação do selo ODS 2024
Fonte: Assessoria do GR
Fonte: Assessoria do GR
42
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
DIMENSÃO ENSINO
Internamente, observa-se crescimento significativo no número de
projetos certificados, passando de 16 iniciativas em 2024 para 27 em
Infográfico 4: Relação dos objetivos estratégicos do eixo ensino com os ODS
2025, demonstrando o fortalecimento de uma cultura institucional
orientada à sustentabilidade. Essas ações abrangem ensino, pesquisa,
extensão e gestão, promovendo impactos nas dimensões social,
econômica e ambiental.
Dimensão
Ensino
1- Ampliar a capacidade de formação visando à
responsabilidade social
Nesse contexto, a incorporação dos ODS ao Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI) fortalece a coerência entre o planejamento estratégico
e as demandas contemporâneas, permitindo estruturar ações de forma
integrada, mensurável e socialmente relevante. Essa integração contribui
para o aprimoramento da governança institucional, amplia a articulação
entre unidades acadêmicas e administrativas e estimula o engajamento
da comunidade universitária na construção de soluções inovadoras para
2 - Aprimorar a qualidade da formação com vistas à excelência
desafios locais e globais. Assim, a certificação no âmbito do Selo ODS
Educação configura-se não apenas como reconhecimento externo, mas
como instrumento estratégico de gestão, reafirmando o compromisso da
Universidade com a formação cidadã, a produção de conhecimento
socialmente referenciado e a promoção de um desenvolvimento mais
justo, inclusivo e sustentável.
Fonte: Elaboração própria, 2026
43
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
DIMENSÃO EXTENSÃO E CULTURA
DIMENSÃO PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E
INOVAÇÃO
Infográfico 6: Relação dos objetivos estratégicos do eixo extensão e cultura com os
ODS
Infográfico 5: Relação dos objetivos estratégicos do eixo pesquisa, pós-graduação e
inovação com os ODS
Dimensão
Extensão e
Cultura
Dimensão
Pesquisa, PósGraduação e
Inovação
1 - Ampliar e consolidar a extensão e a cultura
desenvolvida pela Universidade
1- Ampliar a capacidade de formação, em
nível de pós-graduação, visando a
responsabilidade e inclusão social
2- Aprimorar a qualidade da formação com vistas à
excelência
Fonte: Elaboração própria, 2026
3 - Elevar a qualidade da pesquisa visando a
responsabilidade social
4 - Aumentar a capacidade de inovação
Fonte: Elaboração própria, 2026
44
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
4.3 MAPA ESTRATÉGICO
Dimensão
Extensão e
Cultura
Infográfico 7: Mapa estratégico
1 - Ampliar e consolidar a extensão e a cultura
desenvolvida pela Universidade
MISSÃO
Produzir e socializar conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais a
partir do ensino, da pesquisa e da extensão, de modo a formar sujeitos
capazes de atuar de forma ética, inclusiva, democrática e sustentável na
sociedade;
1- Ampliar a capacidade de formação, em nível de
pós-graduação, visando a responsabilidade e
inclusão social
VISÃO
Ser referência local, regional e internacional em ensino, pesquisa e
Dimensão
Pesquisa, PósGraduação e
Inovação
2- Aprimorar a qualidade da formação com vistas à
excelência
extensão de forma ética, inclusiva, transparente, democrática, sustentável
e socialmente referenciada, de modo a impactar positivamente a realidade
social.
3 - Elevar a qualidade da pesquisa visando a
responsabilidade social
PRINCIPIOS
4 - Aumentar a capacidade de inovação
Respeito à dignidade, à igualdade, à liberdade de expressão e à diversidade
da pessoa humana; Compromisso com a universidade pública,
democrática, gratuita, laica e socialmente referenciada; Compromisso com
Fonte: Elaboração própria, 2026
a inclusão e a acessibilidade; Compromisso com a sustentabilidade em
suas dimensões ambiental, social e econômica; Compromisso com ética e
a transparência.
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS:
Dimensão
Ensino
1- Ampliar a capacidade de formação visando à
responsabilidade social
2 - Aprimorar a qualidade da formação com
vistas à excelência
45
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
4.4. OBJETIVOS, INDICADORES E METAS
A estrutura do PDI 2026-2032 traz o entrelaçamento entre os objetivos
estratégicos, definidos pelas áreas finalísticas de ensino, pesquisa e
extensão, e as prioridades das áreas estruturantes, responsáveis por
governança, gestão de pessoas, assistência estudantil e infraestrutura.
Essa integração fortalece a coerência entre os compromissos
acadêmicos e administrativos, garantindo que o desenvolvimento
institucional ocorra de maneira articulada, sustentável e alinhada às
necessidades da comunidade universitária e da sociedade alagoana.
O resultado é um plano que orienta a Ufal para o futuro, reafirmando
seu compromisso com a excelência, a inclusão e a transformação social.
46
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
Quadro 2: Dimensão ensino - objetivos, metas e indicadores
DIMENSÃO ENSINO
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Objetivo 1
Ampliar a capacidade de formação
visando à responsabilidade social
METAS
Aumentar em 10% o número de estudantes
diplomados na graduação.
INDICADORES
Nº de Estudantes Diplomados na Graduação e
Índice de Evasão Anual e geral da instituição
Aumentar em 10% a taxa de sucesso
na graduação.
Índice de Sucesso na Graduação – ISG
Atualizar até 2032 100% dos Projetos
Pedagógicos de Curso de Graduação
(PPCs).
Percentual de PPCs de graduação atualizados e
aprovados pelo CONSUNI nos últimos 8 anos
Ampliar a proporção de doutores do corpo
docente em efetivo exercício nos cursos
de graduação para 90%.
Percentual de docentes do quadro efetivo com
titulação de Doutorado.
Aumentar em 10% o CPC (Conceito
Preliminar de Curso) de 47 cursos em
ciclos trienais do Enade.
Percentual de cursos com CPC contínuo igual ou
superior a 3.
Aumentar em 18% o Conceito de Curso
(CC) dos 18 cursos não enquadrados no
Enade, considerando os CC 3, 4 e 5.
Percentual de cursos avaliados in loco com
Conceito de Curso (CC) igual ou superior a 3.
Objetivo 2
Aprimorar a qualidade da formação com
vistas à excelência
47
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
Quadro 3: Dimensão Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação - objetivos, metas e indicadores
DIMENSÃO PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
Objetivo 1
Ampliar a capacidade de
formação, em nível de pósgraduação, visando a
responsabilidade e inclusão social
Objetivo 2
Aprimorar a qualidade da formação
com vistas à excelência
METAS
INDICADORES
Elevar a nota CAPES de, no mínimo, 50% dos
programas de pós-graduação da Ufal nas
avaliações quadrienais previstas para 2025 e 2028
Percentual de Programas de Pós-graduação da
Ufal que tiveram aumento de nota na última
avaliação quadrienal da CAPES (2021-2024).
Expandir em 30% o número de vagas nos
programas de pós-graduação
Percentual de aumento do número total de vagas
ofertadas nos programas de pós-graduação da Ufal
Realizar 3 ações de sensibilização voltadas para
temas sociais prioritários (como inclusão,
diversidade, direitos humanos, educação básica,
saúde pública ou sustentabilidade) com a
participação de, no mínimo, 60% dos Programas de
Pós-Graduação da Ufal.
Total de ações realizadas com foco em temas sociais
prioritários no ano e número de PPGs participantes.
Aumentar o número de titulações conjuntas em 20%
(duplo diploma, cotutela, doutorados e/ou
mestrados internacionais)
Percentual de aumento no número de titulações
conjuntas realizadas por PPGs da Ufal em comparação
com o ano base.
Ampliar em 10%, o número de docentes
permanentes nos programas de pós-graduação da
Ufal
Percentual de docentes da Ufal que atuam como
permanentes, colaboradores ou visitantes em
PPGs
Elevar em 30% a participação de discentes e
docentes em redes de cooperação acadêmica
nacionais e internacionais
Número de participações em redes, consórcios,
projetos multicêntricos e intercâmbios
Garantir que 90% das vagas ofertadas na
pós-graduação stricto sensu da Ufal sejam
efetivamente ocupadas.
Taxa de ocupação das vagas ofertadas nos
Programas de Pós-Graduação.
Garantir a permanência de, no mínimo, 90%
dos estudantes matriculados nos Programas
de Pós-Graduação stricto sensu da Ufal até a
conclusão do curso.
48
Taxa de permanência discente na pósgraduação.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
DIMENSÃO PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
METAS
Aumentar em 22%a produção científica
qualificada, condicionada à captação de
financiamento externo.
Índice h da Universidade, com base no banco de dados
do Scopus.
Elevar em 20% o número de PQs e DTs
Número total de bolsistas de produtividade e
desenvolvimento tecnológico.
Objetivo 3
Elevar a qualidade da pesquisa
visando a responsabilidade social
Manter o número de projetos de pesquisa
vinculados a editais PIBIC e PIBITI igual ou
superior a 500 por ciclo
Objetivo 4
Aumentar a capacidade de
inovação
INDICADORES
Quantidade de projetos de iniciação científica e
tecnológica (PIBIC/PIBITI) executados por ciclo. Será
monitorado pelo cadastro de projetos no SIGAA.
Exemplo: 2024 (ciclo 2023-2024), 2025 (ciclo 20242025).
Realizar 32 ações de disseminação e
formação sobre propriedade intelectual,
empreendedorismo e inovação
Número de eventos/capacitações direcionados
para disseminação e formação sobre
empreendedorismo e inovação.
Aprovar 32 empresas em editais de
incubação de empresas
Número de projetos/empreendimentos incubados.
Realizar 16 premiações por ano voltadas a
pesquisas inovadoras
Número de pesquisadores habilitados em premiação
voltada à inovação (p. ex. inserção no Prêmio Meninas
e Mulheres na Ciência e Prêmio de Excelência
Acadêmica / PIBITI).
Realizar no mínimo 40 atendimentos a
pesquisadores voltados a parcerias de
Pesquisa e Desenvolvimento com empresas
e outras instituições
Número de atendimentos a pesquisadores realizados
pelo NIT/Ufal
Disponibilizar 2 instrumentos legais vinculados
ao Marco Legal de C,T&I e 2 cartilhas
informativas sobre o tema até 2026 (COM
PROGINST)
Instrumentos legais vinculados ao Marco Legal de
C,T&I disponibilizados no site da Ufal
49
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
DIMENSÃO PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
METAS
INDICADORES
Realizar 640 atendimentos a inventores da
comunidade acadêmica e externos.
Realizar 160 proteções da propriedade
intelectual por ano.
Realizar 12 ofertas públicas de tecnologias
por ano
Número de atendimentos a inventores
registrados pelo NIT/Ufal.
Número de proteções de Propriedade
Intelectual realizadas pelo NIT/Ufal.
Número de ofertas de transferências de
tecnologia publicadas pela Ufal
Melhorar a redação das patentes e
respostas a pareceres, aumentando o
número de patentes em 10%
Número de patentes concedidas (* número
acumulada)
Objetivo 4
Aumentar a capacidade de
inovação
Aumentar em 3% o número de inventores
internos e externos à Ufal
50
Número de técnicos, discentes e docentes
autores/inventores da Ufal
Número de técnicos e docentes
autores/inventores Externos
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
Quadro 4: Dimensão Extensão e Cultura - objetivos, metas e indicadores
DIMENSÃO EXTENSÃO E CULTURA
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
METAS
Ampliar em 10% a cada ano, a partir de 2026
até 2032, o número de ações extensionistas e
culturais desenvolvidas pela Ufal
Ampliar em média 15%, a cada ano, até 2032, o
número de ações extensionistas e culturais
desenvolvidas pela Ufal voltadas para formação
docente a educadores de escola básica.
Objetivo 1
Ampliar e consolidar a extensão e a
cultura desenvolvida pela Universidade
INDICADORES
Número total de ações de extensão e cultura
desenvolvidas pela Ufal
Número total de ações de extensão e cultura para
formação docente em educação básica
Ampliar em 3% a cada ano, a partir de 2026 até
2032, o número de ações extensionistas
relacionadas à Cultura, desenvolvidas com apoio
da Ufal
Número total de ações de extensão vinculadas à
Cultura desenvolvidas pela Ufal
Ampliar em média 5%, a cada ano, a partir de
2026 até 2032, o número total de docentes
envolvidos em ações de extensão e cultura
desenvolvidas pela Ufal
Número total de docentes envolvidos em ações de
extensão e cultura desenvolvidas pela Ufal
Ampliar em 3%, a cada ano, até 2032, o número
total de técnicos envolvidos em ações de
extensão e cultura desenvolvidas pela Ufal
Número total de técnicos envolvidos em ações de
extensão e cultura desenvolvidas pela Ufal
Ampliar em 12% , a cada ano, até 2032, o número
total de estudantes em ações de extensão e
cultura desenvolvidas pela Ufal
Número total de estudantes envolvidos em ações de
extensão e cultura desenvolvidas pela Ufal
51
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
4.5 PRIORIDADES ESTRATÉGICAS
Infográfico 8: Prioridade estratégica da Governança
PRIORIDADES DE
Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação
GOVERNANÇA
Extensão e Cultura
Objetivo 1: Ampliar e consolidar a extensão e a cultura
desenvolvida pela Universidade
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação, em nível
de pós-graduação, visando a responsabilidade e
inclusão social
Inserir a extensão e a cultura como eixos estruturantes dos
PPCs.
Garantir recursos orçamentários estáveis.
Promover territorialização e Inclusão Social.
Fortalecer articulação com governos, ONGs, coletivos culturais
e setor produtivo.
Prestar contas dos resultados à comunidade.
Apoiar a formação de programas em rede interinstitucionais,
multicampi.
Vincular expansão dos PPGs à capacidade real de financiamento
e infraestrutura, de forma a garantir sustentabilidade dos
programas.
Promover cooperação internacional junto aos países em
desenvolvimento, com foco em equidade.
Consolidar políticas de Acesso e Ações Afirmativas garantindo
processos seletivos mais inclusivos
com avaliação
contextualizada e redução de barreiras.
Ensino
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação visando à
responsabilidade social
Objetivo 3: Elevar a qualidade da pesquisa visando
a responsabilidade social
Incluir diretrizes orçamentárias para os ambientes de práticas formativas.
Garantir os procedimentos de accountability sobre os processos de execução
orçamentária centralizada e descentralizada.
Definir indicadores de impacto social sobre grupos sub-representados.
Fomentar projetos interdisciplinares e parcerias externas.
Objetivo 4: Aumentar a capacidade de inovação
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com
vistas à excelência
Fortalecimento do Ecossistema de Inovação.
Atualizar o marco normativo em vista de maior segurança jurídica
e redução de entraves burocráticos em convênios e contratos.
Promover melhor transparência e Governança Colaborativa.
Fomentar infraestruturas para formação de parcerias interinstitucionais
(governos, organizações sociais e setor produtivo) que favoreçam a interação
docente /discente.
Integrar a autoavaliação da CPA /CAs e a avaliação externa a mecanismos de
melhoria contínua.
Garantir direcionamento institucional entre PDI e os Planos Anuais para
melhoria dos indicadores de qualidade do INEP.
Utilizar tecnologias educacionais de forma estratégica em vista de inovação e
transformação digital.
52
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
Infográfico 9: Prioridades estratégicas da Assistência Estudantil
PRIORIDADES DE
Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação
ASSISTÊNCIA
ESTUDANTIL
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação, em nível de
pós-graduação, visando à responsabilidade e inclusão
social
Ensino
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação visando à
responsabilidade social
Ampliar programas de assistência estudantil voltados
especificamente a discentes da pós-graduação em situação de
vulnerabilidade socioeconômica
Desenvolver programas de acolhimento e integração acadêmica
para ingressantes da pós-graduação
Ampliar políticas de acessibilidade acadêmica e tecnológica
para estudantes com deficiência
Ofertar auxílios financeiros e espaços de assistência e convivência
para estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, a fim de
incentivar a permanência e o êxito acadêmico destes estudantes
Apoiar atividades culturais, esportivas e de promoção da cidadania
integradas à formação universitária
Ampliar políticas de acessibilidade e inclusão para estudantes com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades.
Implantar mecanismos permanentes de escuta e avaliação das
políticas de assistência estudantil, em atenção a evasão, e com
participação discente.
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com
vistas à excelência
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com
vistas à excelência
A depender da dotação orçamentária do PNAES, publicar
cadastramento socioeconômico destinado para os estudantes
da pós-graduação stricto sensu presencial.
Ampliar ações de apoio psicossocial e saúde mental voltadas à
permanência qualificada e ao desempenho acadêmico
Desenvolver programas de acolhimento e integração acadêmica para
ingressantes, com foco na adaptação universitária
Expandir políticas de inclusão digital, assegurando acesso a
equipamentos, conectividade e recursos tecnológicos.
Objetivo 3: Elevar a qualidade da pesquisa visando a
responsabilidade social
Prever apoio na disseminação de resultados de pesquisas para
a sociedade.
Estabelecer fomento a editais internos que combinem mérito
científico e impacto social.
53
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
PRIORIDADES DE
Infográfico 10: Prioridades estratégicas da infraestrutura
INFRAESTRUTURA
Extensão e Cultura
Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação, em nível de
pós-graduação, visando a responsabilidade e inclusão social
Objetivo 1: Ampliar e consolidar a extensão e a cultura
desenvolvida pela Universidade
Desenvolver projetos arquitetônicos e de engenharia para a criação ou
readequação de novos espaços físicos destinados aos Programas de
Pós-Graduação (PPGs) com foco em salas de estudo, salas de
professores, laboratórios específicos, etc.
Planejar e coordenar a execução da manutenção preventiva e corretiva
de espaços físicos destinados à programas de pós-graduação.
Desenvolver projetos arquitetônicos e de engenharia para reforma,
criação e ampliação de espaços culturais, como teatros e auditório
para garantir que as instalações suportem o fluxo crescente de
público.
Executar manutenção preventiva e corretiva especializada em
edificações e equipamentos culturais (como teatros, galerias e
espaços multiuso), assegurando a funcionalidade e a segurança dos
equipamentos culturais sob tutela da Universidade
Fornecer apoio logístico de transporte de pessoas e materiais
priorizando as atividades coordenadas pelas equipes de extensão e
cultura para facilitar o deslocamento e a interiorização das ações junto
à comunidade alagoana.
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com vistas à
excelência
Planejar e coordenar a logística de transporte de pessoas e materiais:
Promover o suporte necessário a discentes, docentes e pesquisadores
para participação em redes de cooperação acadêmica nacionais e
internacionais, e para o deslocamento a locais de pesquisa e eventos
(cursos, ações de sensibilização).
Planejar e executar a manutenção preventiva e corretiva de espaços
físicos destinados à programas de pós-graduação como salas de aula,
laboratórios, espaços de inovação, áreas de convivência, etc.
Ensino
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação visando à
responsabilidade social
Objetivo 3: Elevar a qualidade da pesquisa visando a
responsabilidade social
Desenvolver projetos arquitetônicos e de engenharia para a ampliação
das instalações, para garantir às condições para o aumento do número
de estudantes diplomados.
Planejar e coordenar a execução da manutenção preventiva e corretiva
de salas de aula, laboratórios didáticos e espaços de convivência,
crucial para aumentar a taxa de sucesso na graduação.
Planejar e coordenar a logística de transporte de pessoas e materiais
para os campi fora de Sede, garantindo a eficiência da estrutura multicampi da Ufal, que contribui para a democratização do acesso e a
interiorização da Universidade.
Planejar e coordenar a execução da manutenção predial e de sistemas
especializados (elétricos, hidráulicos e de segurança) em laboratórios
de pesquisa visando garantir a infraestrutura necessária para a
operação de equipamentos e o avanço do conhecimento.
Viabilizar a presença de docentes e gestores em processos de
avaliação externa (CAPES), e em atividades de campo necessárias para
a pesquisa qualificada.
Objetivo 4: Aumentar a capacidade de inovação
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com vistas à
excelência
Desenvolver e implementar medidas de segurança patrimonial e
controle de acesso em áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D),
visando proteger o patrimônio e a propriedade intelectual gerada em
Núcleos de Inovação, Incubadoras de Empresas, laboratórios, etc.
Planejar, coordenar e executar os processos licitatórios de obras e
serviços de engenharia e acompanhar/fiscalizar a execução de todas as
obras e serviços contratados
Desenvolver projetos de reforma e adequação de instalações
universitárias para integrar a inovação aos métodos de ensino e à
qualificação permanentemente do corpo docente.
Planejar e coordenar a execução da manutenção preventiva e corretiva
de salas de aula, laboratórios didáticos e espaços de convivência,
crucial para aumentar o conceito dos cursos de graduação.
54
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
PRIORIDADES DE
Infográfico 11 : Prioridades estratégicas da gestão de pessoas
GESTÃO DE
PESSOAS
Extensão e Cultura
Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação, em nível de pósgraduação, visando a responsabilidade e inclusão social
Objetivo 1: Ampliar e consolidar a extensão e a cultura
desenvolvida pela Universidade
Desenvolvimento e Capacitação;
Fortalecer programas de capacitação e qualificação dos servidores técnicoAdministrativos e docentes, com foco em pesquisa, inovação e gestão da pósgraduação;
Oferecer cursos, oficinas e treinamentos voltados à gestão de projetos de pesquisa,
captação de recursos, internacionalização e uso de plataformas da CAPES e CNPq;
Qualidade de vida e saúde do trabalhador;
Promover ações de cuidado, equilíbrio e bem-estar que favoreçam o engajamento e a
produtividade das equipes de pesquisa e gestão acadêmica;
Integrar ações de QVT aos programas de desenvolvimento de pessoas;
Adequar a organização do trabalho para favorecer a formação;
Fomentar espaços de diálogo e participação dos servidores;
Processos Seletivos e Dimensionamento de Pessoal: Priorizar processos seletivos para
programas de pós-graduação novos, em expansão ou estratégicos, contribuindo para
a qualificação do corpo docente e a melhoria do desempenho dos programas nas
avaliações da CAPES; Utilizar a contratação de professores visitantes como estratégia
de fortalecimento acadêmico dos programas de pós-graduação, com vistas à elevação
da nota CAPES dos programas de pós- graduação.
Incentivar práticas de gestão humanizada e colaborativa;
Valorizar iniciativas inovadoras que melhorem QVT;
Aprimorar os processos seletivos para a docência, com definição
de perfis e critérios de avaliação que contemplem atuação em
inovação, incluindo produção tecnológica, propriedade intelectual,
empreendedorismo e interação com o setor produtivo, orientando
o provimento e a alocação de pessoal em áreas estratégicas.
Ensino
Objetivo 1: Ampliar a capacidade de formação visando à
responsabilidade social
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com vistas à excelência
Promover programas de formação continuada voltados a metodologias
inovadoras e inclusivas de ensino;
Capacitar docentes em metodologias ativas, uso de tecnologias
educacionais e práticas pedagógicas que reduzam a evasão e ampliem a
aprendizagem;
Aprimorar as competências dos servidores técnico-administrativos que
atuam no apoio à gestão acadêmica da graduação;
Oferecer cursos sobre gestão de cursos, atendimento estudantil, sistemas
acadêmicos e fluxo de processos.
Fortalecer programas de capacitação e qualificação dos servidores técnicoadministrativos e docentes, com foco em pesquisa, inovação e gestão da pósgraduação;
Oferecer cursos, oficinas e treinamentos voltados à gestão de projetos de pesquisa,
captação de recursos, internacionalização e uso de plataformas da CAPES e CNPq;
Processos Seletivos e Dimensionamento de Pessoal: Subsidiar a solicitação de
ampliação do quadro de pessoal junto ao MEC, com foco na ampliação do número de
docentes permanentes nos programas de pós-graduação; Apoiar a tomada de decisão
na distribuição de vagas, priorizando programas de pós-graduação novos e
estratégicos, de modo a fortalecer e ampliar o quadro docente permanente;
Considerar, nos processos seletivos, perfis com experiência em cooperação
acadêmica nacional e internacional, contribuindo para a ampliação da participação em
redes acadêmicas.
Objetivo 2: Aprimorar a qualidade da formação com
vistas à excelência
Objetivo 3: Elevar a qualidade da pesquisa visando a responsabilidade social
Incentivar e apoiar a qualificação do corpo docente;
Ampliar as políticas de afastamento para capacitação, incentivo à
qualificação e acompanhamento do percentual de doutores em atividade;
Saúde e Bem-Estar no Trabalho: Fortalecer políticas de promoção à saúde
e equilíbrio emocional dos docentes e técnicos;
Processos Seletivos e Dimensionamento de Pessoal: Priorizar, nos
processos seletivos, a contratação de docentes com titulação em nível de
doutorado;
Apoiar a alocação de vagas em cursos com menor desempenho nos
indicadores de qualidade;
Manter a política de distribuição de vagas para contratação de
professores substitutos, visando viabilizar o afastamento de docentes
para qualificação em nível de doutorado, observados os limites de gasto
com pessoal.
Considerar, nos editais de seleção docente, perfis com produtividade em pesquisa;
Subsidiar junto ao MEC a ampliação do quadro de pessoal vinculada ao
desenvolvimento da pesquisa.
Objetivo 4: Aumentar a capacidade de inovação
Incentivar práticas de gestão humanizada e colaborativa;
Valorizar iniciativas inovadoras que melhorem QVT;
Aprimorar os processos seletivos para a docência, com definição de perfis e critérios
de avaliação que contemplem atuação em inovação, incluindo produção tecnológica,
propriedade intelectual, empreendedorismo e interação com o setor produtivo,
orientando o provimento e a alocação de pessoal em áreas estratégicas.
55
5. DIMENSÕES FINALÍSTICAS
INSTITUCIONAIS
Tabela 1: Índices Institucionais de Avaliação Educacional
4. 5. DIMENSÕES FINALÍSTICAS
INSTITUCIONAL
Os indicadores oficiais de qualidade das Instituições de Ensino Superior
(IES) brasileiras, públicas ou privadas, são definidos pelo Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
A avaliação institucional, conduzida pelo Ministério da Educação (MEC)
e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (INEP), é realizada nos processos de credenciamento e
recredenciamento das instituições de ensino superior. Essa avaliação
utiliza dois principais indicadores: o Índice Geral de Cursos (IGC) e o
Conceito Institucional (CI). Já na avaliação dos cursos, são considerados
o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Conceito de Curso (CC).
Indicador de
Avaliação
Sigla
Valor/Pontuação
Categoria
Índice Geral de
Cursos
IGC
4
Institucional
Conceito
Institucional
CI
4
Institucional
Conceito médio do
doutorado
CMD
4,41
Doutorado
Conceito médio do
mestrado
CMM
4,19
Mestrado
Fonte: Censo da Educação Superior de 2025
Consulte a íntegra do último Relatório de Recredenciamento
da Ufal.
5.1 ENSINO
Em relação aos indicadores nacionais de avaliações do INEP/MEC,
definidos pelo SINAES, a Ufal apresentou o seguinte cenários entre os
A Universidade Federal de Alagoas atua na área de ensino, de acordo
anos 2023 e 2024:
com seu Estatuto e Regimento Geral, e oferece curso nas modalidades
presencial ou a distância, nos seguintes níveis:
57
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Infográfico 12: Oferta de cursos na Ufal
Gráfico 1: Evolução de vagas, ingressantes e matrículas (2021-2025)
Bacharelado
Universidade
Federal de Alagoas
Graduação
Licenciaturas
Tecnológicos
Aperfeiçoamento
Ensino
Especialização
Pós-Graduação
Mestrado
Doutorado
Pós-Doutorado
Fonte: ufal.numeros/COPEVE
Ensino Técnico
A Ufal ofertou 103 cursos de graduação em 2025, sendo 93 presenciais e
7 na modalidade a distância, com cerca de 21.302 (vinte e um mil, trezentos
e dois) discentes com matrícula ativa, conforme dados do Censo do Ensino
Superior do respectivo ano acadêmico. A tabela a seguir, detalha esse
conjunto, apresentando local de oferta (campus/Unidade Educacional),
turno, modalidade (presencial ou a distância), grau (bacharelado,
licenciatura ou tecnologia), vagas ofertadas (considerando 2 semestres
letivos).
Educação Infantil
Cursos de Extensão
Fonte: Elaboração própria, 2026
Atuando em 4 Campi (Campus A. C. Simões, Campus de Engenharias
e Ciências Agrárias, Campus de Arapiraca (Sede - Arapiraca, Unidade
Educacional de Palmeira dos Índios e Unidade Educacional de Penedo),
Campus do Sertão (Sede - Delmiro Gouveia e Unidade Educacional de
Santana do Ipanema), os números gerais da Ufal compreendidos entre
os anos de 2021 e 2025, resultado das matrículas, ingressantes e vagas,
pode ser observados no gráfico 1 a seguir:
58
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tabela 2: Cursos de graduação Ufal (Grau, modalidade, curso, campus/Unidade de ensino, vagas anuais)
Grau
Modalidade
Curso
Nome do Campus
Vagas Anuais
Bacharelado
Presencial
Administração
Campus A. C. Simões
160
Bacharelado
Presencial
Administração
Campus Arapiraca - Sede
50
Bacharelado
Presencial
Administração Pública
Campus Arapiraca - Sede
40
Bacharelado
Presencial
Agroecologia
Campus A. C. Simões
50
Bacharelado
Presencial
Agroecologia
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
Ciências
50
Tecnológico
Presencial
Agroecologia
Campus Ceca - Unidade Educacional
Viçosa
60
Bacharelado
Presencial
Agronomia
Campus Arapiraca - Sede
50
Bacharelado
Presencial
Agronomia
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
Bacharelado
Presencial
Arquitetura e Urbanismo
Campus A. C. Simões
72
Bacharelado
Presencial
Arquitetura e Urbanismo
Campus Arapiraca - Sede
40
Bacharelado
Presencial
Biblioteconomia
Campus A. C. Simões
50
Bacharelado
Presencial
Ciência da Computação
Campus A. C. Simões
80
Bacharelado
Presencial
Ciência da Computação
Campus Arapiraca - Sede
50
Licenciatura
Presencial
Ciências Biológicas
Campus A. C. Simões
75
Licenciatura
Presencial
Ciências Biológicas
Campus Arapiraca - Sede
50
Licenciatura
Presencial
Ciências Biológicas
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Penedo
50
59
e
e
Ciências
80
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Nome do Campus
Vagas Anuais
Bacharelado
Presencial
Ciências Biológicas
Campus A. C. Simões
60
Bacharelado
Presencial
Ciências Contábeis
Campus A. C. Simões
160
Bacharelado
Presencial
Ciências Contábeis
Campus do Sertão - Unidade Educacional de
Santana do Ipanema (Nova)
80
Bacharelado
Presencial
Ciências Econômicas
Campus A. C. Simões
120
Bacharelado
Presencial
Ciências Econômicas
Campus do Sertão - Unidade Educacional de
Santana do Ipanema (Nova)
80
Bacharelado
Presencial
Ciências Sociais
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Presencial
Ciências Sociais
Campus A. C. Simões
60
Licenciatura
Semipresencial
Ciências Sociais
Campus A. C. Simões
125
Licenciatura
Presencial
Ciências: Biologia,
Física e Química
Campus do Sertão - Sede
60
Licenciatura
Presencial
Dança
Campus A. C. Simões
35
Bacharelado
Presencial
Design
Campus A. C. Simões
60
Bacharelado
Presencial
Direito
Campus A. C. Simões
156
60
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Vagas Anuais
Nome do Campus
Bacharelado
Presencial
Educação Física
Campus A. C. Simões
70
Licenciatura
Presencial
Educação Física
Campus A. C. Simões
70
Licenciatura
Presencial
Educação Física
Campus Arapiraca - Sede
50
Bacharelado
Presencial
Enfermagem
Campus A. C. Simões
60
Bacharelado
Presencial
Enfermagem
Campus Arapiraca - Sede
40
Bacharelado
Presencial
Engenharia Ambiental e
Sanitária
Campus A. C. Simões
40
Bacharelado
Presencial
Engenharia Cartográfica
e de Agrimensura
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
Bacharelado
Presencial
Engenharia Civil
Campus A. C. Simões
80
Bacharelado
Presencial
Engenharia Civil
Campus do Sertão - Sede
80
Bacharelado
Presencial
Engenharia de
Computação
Campus A. C. Simões
60
Bacharelado
Presencial
Engenharia de Energia
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
Ciências
55
Bacharelado
Presencial
Engenharia de Pesca
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Penedo
50
61
e
e
Ciências
30
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Vagas Anuais
Nome do Campus
Bacharelado
Presencial
Engenharia de Petróleo
Campus A. C. Simões
40
Bacharelado
Presencial
Engenharia de Produção
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Penedo
50
Bacharelado
Presencial
Engenharia de Produção
Campus do Sertão - Sede
80
Bacharelado
Presencial
Engenharia Elétrica
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
e
Ciências
40
Bacharelado
Presencial
Engenharia Florestal
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
e
Ciências
55
Bacharelado
Presencial
Engenharia Química
Campus A. C. Simões
80
Bacharelado
Presencial
Farmácia
Campus A. C. Simões
60
Licenciatura
Presencial
Filosofia
Campus A. C. Simões
60
Bacharelado
Presencial
Física
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Presencial
Física
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Presencial
Física
Campus Arapiraca - Sede
50
Bacharelado
Presencial
Geografia
Campus A. C. Simões
80
62
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Nome do Campus
Vagas Anuais
Licenciatura
Presencial
Geografia
Campus A. C. Simões
80
Licenciatura
Presencial
Geografia
Campus do Sertão - Sede
80
Bacharelado
Presencial
História
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Presencial
História
Campus A. C. Simões
60
Licenciatura
Presencial
História
Campus do Sertão - Sede
80
Bacharelado
Presencial
Jornalismo
Campus A. C. Simões
80
Licenciatura
Presencial
Letras - Espanhol
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Semipresencial
Letras - Espanhol
Campus A. C. Simões
150
Licenciatura
Presencial
Letras - Francês
Campus A. C. Simões
20
Licenciatura
Presencial
Letras - Inglês
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Semipresencial
Letras - Inglês
Campus A. C. Simões
150
Licenciatura
Presencial
Letras - Libras
Campus A. C. Simões
30
63
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Nome do Campus
Vagas Anuais
Licenciatura
Presencial
Letras - Língua
Portuguesa
Campus Arapiraca - Sede
40
Licenciatura
Presencial
Letras - Língua
Portuguesa
Campus do Sertão - Sede
80
Licenciatura
Presencial
Letras - Português
Campus A. C. Simões
60
Licenciatura
Presencial
Letras - Português
Campus do Sertão - Sede
60
Licenciatura
Semipresencial
Letras - Português
Campus A. C. Simões
250
Bacharelado
Presencial
Matemática
Campus A. C. Simões
20
Licenciatura
Presencial
Matemática
Campus A. C. Simões
120
Licenciatura
Presencial
Matemática
Campus Arapiraca - Sede
50
Licenciatura
Semipresencial
Matemática
Campus A. C. Simões
220
Bacharelado
Presencial
Medicina
Campus A. C. Simões
100
Bacharelado
Presencial
Medicina
Campus Arapiraca - Sede
60
Bacharelado
Presencial
Medicina Veterinária
Campus Ceca - Unidade Educacional
Viçosa
60
64
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Nome do Campus
Vagas Anuais
Bacharelado
Presencial
Meteorologia
Campus A. C. Simões
60
Licenciatura
Presencial
Música
Espaço Cultural Universitário
30
Bacharelado
Presencial
Nutrição
Campus A. C. Simões
60
Bacharelado
Presencial
Odontologia
Campus A. C. Simões
60
Licenciatura
Presencial
Pedagogia
Campus A. C. Simões
240
Licenciatura
Presencial
Pedagogia
Campus Arapiraca - Sede
40
Licenciatura
Presencial
Pedagogia
Campus do Sertão - Sede
140
Licenciatura
Semipresencial
Pedagogia
Campus A. C. Simões
170
Bacharelado
Presencial
Psicologia
Campus A. C. Simões
80
Bacharelado
Presencial
Psicologia
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Palmeira dos Índios
50
Bacharelado
Presencial
Química
Campus A. C. Simões
40
Licenciatura
Presencial
Química
Campus A. C. Simões
110
65
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Grau
Modalidade
Curso
Vagas Anuais
Nome do Campus
Licenciatura
Presencial
Química
Campus Arapiraca - Sede
50
Licenciatura
Semipresencial
Química
Campus A. C. Simões
75
Bacharelado
Presencial
Química Tecnológica e
Industrial
Campus A. C. Simões
40
Bacharelado
Presencial
Relações Públicas
Campus A. C. Simões
80
Bacharelado
Presencial
Serviço Social
Campus A. C. Simões
140
Bacharelado
Presencial
Serviço Social
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Palmeira dos Índios
50
Bacharelado
A Distância
Sistemas de Informação
Campus A. C. Simões
200
Bacharelado
Presencial
Sistemas de Informação
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Penedo
50
Licenciatura
Presencial
Teatro
Campus A. C. Simões
40
Bacharelado
Presencial
Turismo
Campus Arapiraca - Unidade Educacional
Penedo
50
Bacharelado
Presencial
Zootecnia
Campus de Engenharias
Agrárias (CECA)
70
e
Ciências
Fonte: PROGRAD/PEI
66
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
5.1.1 Ensino EAD
No ano letivo de 2024, a Ufal diplomou 2.677 discentes, sendo este o
ano base para os dados do PDI, considerando ser o último ano letivo que
A Educação a Distância atua de forma estratégica, tendo como missão
contemplou os dois semestres letivos regulares. O número de discentes
ampliar o acesso ao ensino superior público e de qualidade em todo o
formados, ou seja, que cumpriram toda a carga horária curricular e
estado de Alagoas, promovendo a interiorização da universidade por meio
colaram grau, é um dado relevante em relação à atividade finalista do
do uso de tecnologias digitais e de metodologias inovadoras de ensino-
ensino e converge diretamente com o objetivo permanente de se elevar
aprendizagem. Entre suas principais atribuições, destacam-se: a oferta de
a taxa de sucesso dos cursos de graduação.
cursos de graduação, especialização e extensão, em articulação com o
Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB); a gestão e manutenção do
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e de demais ferramentas
Gráfico 2: Discentes diplomados entre 2021 e 2025
tecnológicas institucionais, como o Moodle Ufal; além da capacitação e do
suporte técnico e pedagógico a docentes, tutores e gestores envolvidos nas
ações de EaD.
O crescimento expressivo dessa modalidade, que atualmente ultrapassa a
marca de quatro mil discentes matriculados, reflete o impacto positivo das
iniciativas empreendidas, reafirmando o papel da universidade como
promotora da inclusão educacional e do desenvolvimento social em
Alagoas.
5.1.2 Ensino Técnico
O ensino técnico na universidade valoriza as expressões culturais locais,
amplia o acesso à educação profissional e se compromete com a
permanência e o êxito estudantil, contribuindo para o desenvolvimento
sustentável da região por meio da economia criativa, da inclusão social e do
fortalecimento da identidade cultural alagoana.
Fonte: https://numeros.ufal.br/
Pautada em princípios como inclusão, equidade, inovação, sustentabilidade
e participação democrática, a instituição promove
67
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tabela 3: Quantitativo de matrícula por curso técnico em 2025
uma gestão colaborativa e ética, estimulando a criatividade, o
compromisso social e o reconhecimento das manifestações culturais de
Nome do Curso
Alagoas.
Assim, busca não apenas qualificar seus egressos para o mundo do
trabalho e a economia criativa, mas também fortalecer a cidadania e as
tradições da região. A Escola Técnica de Artes da Ufal proporcionou, no
ano de 2025, o acesso de 198 (cento e noventa e oito) discentes aos
seus cursos técnicos regulares, conforme tabela a seguir. Além da oferta
de cursos de Formação Inicial e Continuada -FIC, oferecidos para alunos
do EJA do estado, do Ensino Médio, da rede estadual, formando 373
alunos em 2025.
Mais informações podem ser acessadas por meio do link:
https://eta.ufal.br/
Figura 11: logotipo ETA
Total de Discentes com Matrícula
Ativa
Curso Técnico Em Dança
50
Curso Técnico Em Arte Dramática
57
Curso Técnico Em Produção De
Moda
58
Curso Técnico Em Canto - Canto
Erudito
8
Curso Técnico Em Instrumento
Musical - Piano
9
Curso Técnico Em Instrumento
Musical - Percussão
3
Curso Técnico Em Instrumento
Musical - Violino
4
Curso Técnico Em Instrumento
Musical - Clarineta
3
Curso Técnico Em Instrumento
Musical - Saxofone
5
Curso Técnico Em Instrumento
Musical - Violoncelo
1
TOTAL
198
Fonte: SIGAA – Módulo Técnico – Relatório – Quantitativo - Quantitativo de Alunos
Matriculados Por Ano, Período, Faixa Etária e Habilitação. Consulta em:
24/08/2026;
Fonte: Ufal/ETA:
68
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
5.2 PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
5.1.3 Educação Infantil
A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPEP) constitui uma
A educação infantil vivenciou uma transformação significativa a partir
unidade
de uma parceria estabelecida com o Governo de Alagoas, por meio do
estratégica
fundamental
para
o
cumprimento
da
missão
institucional da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), conforme delineado
Programa Cria. O novo prédio do Colégio de Aplicação Telma Vitória
neste Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
(CAPTV) passou a abrigar a educação infantil e o 1º ano do Ensino
Fundamental, atendendo mais de 100 crianças e integrando-se de forma
A Propep desempenha um papel estratégico no fortalecimento das
plena aos pilares de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além
atividades de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica, atuando
de servir como campo de estágio para estudantes de diversos cursos.
como um núcleo de articulação e regulamentação desses pilares
Com uma estrutura moderna, projetada para o cuidado e a formação
fundamentais. Sua missão é promover a excelência acadêmica e científica,
integral das crianças, a iniciativa reforça o compromisso da Ufal com a
assegurando a formação de profissionais altamente qualificados e
oferta de uma educação infantil pública de qualidade, baseada em
incentivando o desenvolvimento de soluções inovadoras que impactem
práticas pedagógicas inovadoras e voltada ao desenvolvimento desde
positivamente a sociedade. Além disso, a Propep é responsável por
os primeiros anos de vida.
fomentar a integração entre a comunidade acadêmica e os setores
produtivos, garantindo a transferência de conhecimento e tecnologia. Por
meio de uma gestão eficiente e comprometida, busca consolidar uma
cultura de inovação e contribuir para o avanço científico e tecnológico do
Tabela 4: Quantitativo de matrículas na educação infantil em 2025
Nível de Ensino/Turma
país.
Número de Matrículas
Maternal 1
16
Maternal 2
16
1º Período
20
2º Período - Turma A
20
2º Período - Turma B
20
Ao integrar estas dimensões com o desenvolvimento socioeconômico
regional, a Propep alinha-se diretamente aos Objetivos Estratégicos da Ufal,
buscando a contínua expansão do conhecimento e a consolidação da
Universidade
como
polo
gerador
de
soluções
para
os
desafios
contemporâneos da sociedade.
A estrutura organizacional da PROPEP, detalhada a seguir, está pautada
para garantir a eficiência na execução de políticas, a conformidade legal e o
suporte integral à comunidade acadêmica em todas as suas atividades de
Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
Fonte: Prograd
69
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Pós-Graduação
Inovação e Empreendedorismo
Gestão e acompanhamento das atividades relacionadas à pós-
Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT)
graduação, abrangendo tanto os Programas Stricto Sensu (Mestrado
Propriedade Intelectual e Patentes
e Doutorado) quanto os Programas Lato Sensu (Especialização).
Transferência de Tecnologia
Gerenciamento
Vitrine Tecnológica
do
Programa
de
Apoio
à
Pós-Graduação
(PROAP/CAPES);
Gerenciamento de Incubadoras
Gestão do processo de Reconhecimento de Diplomas Estrangeiros e
o acompanhamento de programas de Residência em Saúde.
A pós-graduação/Pesquisa/Inovação
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vem consolidando avanços
significativos no ensino de pós-graduação, reafirmando seu papel
Pesquisa
estratégico na formação avançada de recursos humanos, na produção
de conhecimento científico e tecnológico e na geração de inovações.
Programas Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e
Nesse contexto, a Ufal oferece cursos de pós-graduação nos níveis lato
Tecnológica (PIBIC, PIBITI, PIBIC Ações afirmativas, PIBIC Ensino
sensu e stricto sensu, contribuindo para o fortalecimento da pesquisa e
Médio))
o desenvolvimento científico da região e do país.
Fomento à Pesquisa (Editais Internos e Externos)
Grupos de pesquisa (DGP-CNPQ)
A pós-graduação lato sensu (especializações) compreende cursos
Plataforma de equipamentos Multiusuários (PNIPE/PMulti)
oferecidos pela Ufal com o objetivo de aprofundar conhecimentos
Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado- SisGen
específicos e teórico-práticos adquiridos após a graduação, elevar o
-
desempenho profissional e ampliar a qualificação em áreas de atuação
Comitês de Ética (CEP / CEUA)
específicas, abrangendo diferentes campos profissionais e científicos.
CNPEM/Ufal
Essa modalidade pode ter caráter contínuo ou temporário e ser
Instalação Animal
presencial ou a distância (EAD).
70
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Gráfico 3: Evolução dos cursos/matrículas lato sensu (2021 a 2025)
Os cursos de pós-graduação stricto sensu oferecidos pela Universidade
Federal de Alagoas (Ufal) têm como propósito principal o aprofundamento
da formação acadêmica adquirida na graduação, visando à capacitação de
profissionais
altamente
qualificados
nas
modalidades
acadêmica
e
profissional. Esses programas contemplam dois níveis de titulação: o
mestrado, que busca ampliar competências e pode servir como etapa
preparatória para o doutorado ou ser considerado como formação terminal;
e o doutorado, que proporciona uma formação científica avançada,
incentivando a pesquisa, a criatividade e a geração de conhecimento
original.
Assim, a Ufal contribui para o desenvolvimento de recursos humanos
especializados em pesquisa, inovação tecnológica e ensino superior,
atendendo às demandas do mercado e promovendo o avanço científico e
acadêmico.
Atualmente, a Ufal conta com 56 Programas de Pós-graduação (PPGs),
concentrando 90% dos cursos de mestrado, 65% dos mestrados
profissionais e 91% dos cursos de doutorado existentes em todo o estado
de Alagoas. Esses programas estão distribuídos entre diversas áreas do
conhecimento, estruturados conforme as demandas regionais de formação
e desenvolvimento, como demonstrado na tabela a abaixo.
Fonte: Relatório de Gestão/2021 a 2024 e *Dados fornecidos pela CPG/Propep,
até Nov/25.
71
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tabela 5: Programas, nome dos cursos, modalidades e conceitos e unidades vinculadas em 2025
Tipo/Nome do
Programa
Mestrado
Doutorado
Mestrado Profissional
Unidade
Acadêmico
Antropologia Social
3
ICS
Agricultura e Ambiente
3
Campus Arapiraca
Agronomia (Produção
Vegetal)
4
4
CECA
Ciência Animal
4
4
CECA
Ciência da Informação
4
ICHCA
Ciência Política
A
ICS
Ciências Ambientais
A
Campus Arapiraca
Ciências da Saúde
5
5
ICBS
Ciências Farmacêuticas
4
4
ICF
Ciências Médicas
4
FAMED
72
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tipo/Nome do
Programa
Mestrado
Comunicação
A
Dinâmica do Espaço
Habitado
4
Direito
4
Diversidade Biológica e
Conservação nos
7
Economia
4
FEAC
Educação
4
CEDU
Energias Renováveis
3
CECA
Enfermagem
4
ESENFAR
Engenharia Civil
4
Doutorado
Mestrado Profissional
Unidade
ICHCA
4
FAU
FDA
7
ICBS
4
CTEC
73
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tipo/Nome do
Programa
Mestrado
Doutorado
Engenharia Química
4
4
Ensino e Formação de
Professores
4
Campus Arapiraca
Filosofia
4
ICF
Física
6
6
IF
Geografia
4
4
IGDEMA
História
4
4
ICHCA
Informática
4
Linguística e Literatura
5
5
FALE
Matemática
5
5
IM
Materiais
4
4
CTEC
Mestrado Profissional
Unidade
CTEC
IC
74
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tipo/Nome do
Programa
Mestrado
Meteorologia
4
Nutrição
5
Odontologia
A
Proteção de Plantas
4
4
IP
Psicologia
5
5
IGDEMA
Química e Biotecnologia
5
5
IQB
Recursos Hídricos e
Saneamento
4
4
CTEC
Serviço Social
4
4
FSSO
Sociologia
4
Doutorado
Mestrado Profissional
Unidade
ICAT
5
FANUT
FOUFAL
ICS
75
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tipo/Nome do
Programa
Mestrado
Doutorado
Mestrado Profissional
Unidade
Acadêmico (rede)
Matemática - Ufba-Ufal
Multicêntrico em
Bioquímica e Biologia
Molecular
5
PAPGCM - Ciência do
Movimento
3
4
IM
5
IQB
IEFE
RENOEM – Rede
Nordeste de Ensino
4
CEDU
Renorbio - Rede
Nordeste de
Biotencologia
6
IQB
76
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Tipo/Nome do
Programa
Mestrado
Doutorado
Mestrado Profissional
Doutorado
Profissional
Unidade
Profissionais (sede)
Ensino de Ciências e
Matemática
3
IM
Profissionais (Sede e Rede)
PROFNIT Propriedade
Intelectual e
Transferência de
Tecnologia para
Inovação
4
IQB
Profissionais (Rede)
MNPEF – Ensino de
Física
5
PROEF – Educação
Física
4
IEFE
PROFBIO – Ensino de
Biologia
5
ICBS
77
5
IF
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
PROFLETRAS
4
FALE
PROFMAT -Matemática
em Rede Nacional
5
5
IM
PROFMAT Matemática
em Rede Nacional
5
5
Campus Arapiraca
PROFIAP Administração Pública
em Rede Nacional
3
FEAC
PROPGEES - Educação
Especial
3
IEFE
PROFQUI - Química em
Rede Nacional
4
IQB
PRÓ-SAÚDE - Saúde da
Família
4
FAMED
Fonte: PROPEP
78
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) tem demonstrado avanços
significativos na qualidade de seus Programas de Pós-Graduação (PPGs),
Gráfico 4: Discente matriculados na pós-graduação Stricto Sensu (até agosto de
2025)
consolidando-se como uma referência no desenvolvimento acadêmico e
científico. Esse progresso reflete o compromisso da instituição em promover
a excelência na formação de pesquisadores e profissionais altamente
qualificados, alinhados às demandas do mercado e da sociedade.
A ampliação da produção científica e o fortalecimento das linhas de
pesquisa são resultados diretos de esforços contínuos na capacitação
docente, investimentos em infraestrutura e parcerias estratégicas com
instituições nacionais e internacionais.
Fonte: Propep
Dessa forma, a Ufal reafirma seu papel como um importante polo de
conhecimento, contribuindo para o avanço tecnológico, social e cultural do
país
Gráfico 5: Alunos em Programas Stricto Sensu exclusivo ou associação (até agosto
de 2025)
Clique aqui para mais informações sobre a oferta de cursos e programas
de pós-graduação lato e stricto sensu.
Fonte: Propep
79
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
A universidade reforça a integração entre ensino, pesquisa e extensão por
meio do PROEXT, regulamentado pela Chamada Interna nº 1/2024 –
Atualmente, a Ufal conta com 420 grupos de pesquisa certificados no
PROEXT-PG, que apoia ações de extensão nos níveis de mestrado e
CNPq, distribuídos em diversas áreas do conhecimento e articulados
doutorado. No campo da inovação, incentiva a Transferência de Tecnologia
com os cursos de graduação e pós-graduação.
(T&I) e divulga projetos e soluções por meio da Vitrine Tecnológica
(vitrine.ufal.br),
Gráfico 6: Quantitativo de grupos de pesquisa da Ufal (2020-2025)
ampliando
a
visibilidade
institucional
e
fortalecendo
parcerias.
5.2.1 Produção Científica da Ufal
Os dados apresentados abaixo refletem a robustez e o engajamento do
ecossistema de pesquisa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal),
demonstrando sua capacidade de gerar conhecimento e formar recursos
humanos.
Tabela 6: Números produção científica em 2025
Categoria
Fonte: dgp.cnpq.br
A Ufal tem ampliado o incentivo à pesquisa de alto impacto e à
melhoria da infraestrutura laboratorial. Essas ações fortalecem a
pesquisa de excelência e, alinhada à sua política institucional, a
universidade integrará duas redes do Capes Global, reafirmando seu
compromisso com a colaboração científica internacional.
Mais informações podem ser acessadas na página destinada às
chamadas internas.
Valor Numérico
Alunos Não-Bolsistas IC/IT
2.119
Doutores Pesquisadores
858
Alunos Bolsistas IC/IT
650
Grupos de Pesquisa (DGP/CNPq)
420
Bolsistas de Produtividade (PQ e DT)
152
Mestres e Demais Pesquisadores
142
Fonte: PROPEP
80
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
A Universidade atingiu um marco histórico na excelência científica ao
Consolidação Estratégica: Evidencia o sucesso das políticas
registrar um aumento expressivo de 25% no número de Bolsistas de
institucionais (como as ações da PROPEP) de fomento à publicação
Produtividade em Pesquisa (PQ) e em Desenvolvimento Tecnológico e
em periódicos de alto impacto e a investimentos na infraestrutura de
Extensão Inovadora (DT).
pesquisa (CIMULTI);
A instituição celebra um avanço notável em sua produção científica,
Maior Visibilidade: O salto no H5 consolida a Ufal nos rankings
com uma elevação significativa de seu Índice H5, um indicador crucial
nacionais e internacionais, reforçando seu papel como polo de
de produtividade e impacto. Anteriormente, o desempenho da pesquisa,
pesquisa no Nordeste e atrativo para parcerias e talentos.
conforme dados do Scival, apontava um Índice H de 41. Isso significava
Este crescimento demonstra a trajetória ascendente e a maturidade da
que a Ufal possuía 41 publicações que haviam sido citadas 41 vezes ou
pesquisa da Ufal, comprovando que a Universidade está gerando
mais em uma janela de cinco anos. No entanto, o desempenho mais
ciência cada vez mais relevante e influente. A performance recente da
recente da instituição demonstra um salto expressivo: o Índice H5 da
Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em métricas bibliométricas do
Ufal subiu de 41 para 53.
Scopus/Scival demonstra uma aceleração notável tanto na produção
quanto no impacto de sua pesquisa. Do ponto de vista da Ciência e
O Índice H5 utiliza uma janela de publicação e citação de cinco anos,
sendo
uma
forma
justa
e
dinâmica
de
rastrear
métricas
Tecnologia, a comparação entre os períodos de 2023 e 2025 revela,
de
assim, um aumento do Fator de Impacto e das Citações por Publicação.
produtividade. O fato de o Índice H5 ter alcançado 53 atesta que,
atualmente, a Ufal possui 53 publicações que receberam 53 citações ou
O salto da média de citações por publicação de 7,2 (2023) para 12,4
mais, cada uma, no período de cinco anos. Este aumento de 12 pontos
(2025) é um indicador de excelência qualitativa. Nas métricas do
no Índice H5 (passando de 41 para 53) é um reflexo direto de:
Scopus/Scival, um aumento tão significativo aponta que a pesquisa da
Ufal
está
mais
influente:
Os
artigos
publicados
estão
sendo
Aumento da Qualidade: Indica que um maior número de artigos da
referenciados em uma taxa muito maior pela comunidade científica
Ufal está sendo reconhecido e utilizado como referência pela
global. Isso sugere que os trabalhos abordam temas de alta relevância e
comunidade científica global;
estão sendo publicados em periódicos de maior prestígio e alcance
81
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
. A instituição está direcionando seus pesquisadores para a publicação
Por meio do Programa de Apoio às Ações de Inovação Tecnológica da
em journals mais bem ranqueados, o que naturalmente impulsiona a
Universidade Federal de Alagoas (PRO-INOVA), a Ufal desenvolve diversas
contagem de citações. Este índice é crucial para rankings globais,
linhas de ação voltadas à promoção da cultura de inovação. Entre elas
reforçando a reputação da Ufal como uma instituição que não apenas
destacam-se: a criação e manutenção da Vitrine Tecnológica; a promoção,
produz, mas que produz ciência de alto impacto.
realização e participação em capacitações e eventos dedicados ao
empreendedorismo, à inovação tecnológica, à propriedade intelectual e às
O aumento de 4.320 para 7.024 artigos publicados em um período de
boas práticas de gestão da inovação; o apoio a projetos de pesquisa,
três anos demonstra uma expansão robusta e acelerada da capacidade
desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora; o incentivo às
produtiva da Ufal. Este crescimento quantitativo representa ainda que a
iniciativas empreendedoras da universidade e o apoio à interação
Universidade está consolidando seus programas de Pós-Graduação,
Universidade-Empresa.
Grupos de Pesquisa e programas de Iniciação Científica (IC/IT),
permitindo que mais teses, dissertações e projetos resultem em
Durante o ano de 2025, o Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade
publicações indexadas. O aumento no volume total de documentos é um
depositou 16 pedidos de patentes de invenção, 7 registros de marcas e 30
reflexo direto do maior engajamento dos seus Doutores Pesquisadores e
pedidos de registro de programas de computador, dado o papel da
da crescente participação dos 152 Bolsistas de Produtividade (PQ/DT).
Universidade como agente de inovação.
Uma produção acadêmica alta e crescente é fundamental para garantir a
sustentabilidade e a competitividade da Ufal em editais de fomento e na
A Incubadora de Empresas de Alagoas (Incubal) retomou suas atividades
manutenção dos padrões de avaliação da CAPES.
com o lançamento de edital de incubação de empresas e aprovação de 8
empreendimentos pré-incubados e 5 empreendimentos incubados, após
Em suma, as métricas Scopus/Scival atestam que a Ufal não apenas
um hiato de 5 anos. O edital traz como parceiros para catalisar o
produziu mais nos últimos três anos, mas também aumentou
desenvolvimento dos projetos a Secretaria de Ciência, Tecnologia e
drasticamente a qualidade e a influência de sua ciência, caracterizando
Inovação do estado de Alagoas (SECTI), o Serviço Brasileiro de Apoio às
um período de grande êxito em sua estratégia de pesquisa e
Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (SEBRAE) e o Instituto Evaldo Lodi
desenvolvimento.
(IEL). As parcerias irão permitir desde o diagnóstico dos projetos até o seu
desenvolvimento para o nascimento de empreendimentos sustentáveis.
82
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Gráfico 7: Evolução das Ações de Extensão e Cultura (2020 - 2024)
5.3 EXTENSÃO E CULTURA
A Extensão e Cultura tem como finalidade fortalecer uma política
universitária que integre ensino, pesquisa e extensão, promovendo
trocas educativas, culturais e científicas com a sociedade. Essa
integração aproxima a universidade das comunidades e territórios,
permitindo o compartilhamento de saberes e experiências que
enriquecem a formação profissional e humana dos estudantes.
Na perspectiva universitária, fazer extensão é caminhar em meio a
possibilidades de constatação, identificação, compreensão e atuação
com uma infinidade de conhecimentos científicos e saberes, os quais
contribuem de forma significativa com uma formação humana,
autônoma, dialógica e comprometida com a promoção humana e com o
desenvolvimento social.
Na Ufal, a prática extensionista baseia-se nos princípios da Política
Nacional de Extensão Universitária, que preconiza a interação dialógica,
Fonte: Proexc
a interdisciplinaridade, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão, e o compromisso com a formação cidadã, o impacto social e a
transformação da realidade.
A área dedicada à Extensão e Cultura apresenta, em sua página
institucional, um conjunto organizado de informações que refletem a
estrutura de gestão e governança dessas ações no âmbito da universidade.
Por meio do menu disponibilizado, é possível acessar conteúdos referentes
à apresentação institucional, cursos e eventos, programas, equipamentos
culturais, documentos orientadores, além das ações desenvolvidas em
diálogo
permanente
com
a
sociedade.
Esse
arranjo
evidencia
o
compromisso institucional com a transparência, a organização das políticas
de extensão e a articulação entre ensino, pesquisa e práticas extensionistas.
83
DIMENSÕES FINALÍSTICAS INSTITUCIONAIS
Gráficos 8: Participação docente em ações de extensão e cultura
Fonte:Proexc
A página também reúne recursos estratégicos para a comunidade
acadêmica e para o público externo, como informações de contato,
emissão de certificados e orientações sobre as possibilidades de
financiamento de iniciativas de extensão e cultura da comunidade
universitária. Ao consolidar esses elementos em um único ambiente, a
instituição reforça sua política de democratização do conhecimento,
ampliando a participação social e fortalecendo a cultura como dimensão
essencial da formação cidadã e do desenvolvimento regional.
84
6. VETORES ESTRUTURANTES
Observando os objetivos propostos, elas são responsáveis por elaborar suas
6. VETORES ESTRUTURANTES
prioridades estratégicas de forma consistente e integrada, assegurando que
o desenvolvimento institucional se dê de maneira equilibrada e sustentável.
Dessa forma, o PDI passa a ser não apenas um documento de gestão, mas
Inspirado no Programa Renascença, desenvolvido pela Federação das
um instrumento de cooperação e alinhamento entre diferentes setores,
Indústrias de Alagoas em parceria com o Sebrae e a Universidade
fortalecendo a identidade da Ufal como instituição pública comprometida
Federal de Alagoas (Ufal), surge a proposta de entrelaçamento entre as
com a excelência e a responsabilidade social.
áreas finalísticas (ensino; pesquisa, inovação; extensão e cultura) e os
vetores estruturantes (governança, assistência Estudantil, gestão de
pessoas
e
infraestrutura
física
e
tecnológica)
no
Plano
de
Desenvolvimento Institucional (PDI). Essa abordagem busca fortalecer a
6.1 VETOR ESTRUTURANTE DA ASSISTÊNCIA
integração entre diferentes dimensões da universidade, criando um
ESTUDANTIL
ambiente mais colaborativo e estratégico para a consolidação das metas
institucionais. Assim, o modelo propõe que a construção do PDI não seja
A Constituição Federal do Brasil, em seu art. 206, inciso I, assegura a
fragmentada, mas sim articulada, promovendo uma visão mais ampla do
igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, princípio
papel da instituição no desenvolvimento educacional, científico e social.
que orienta as políticas públicas voltadas à democratização do ensino.
Nesse contexto, o sistema educacional brasileiro tem buscado reduzir as
Nesse sentido, a proposta amplia as possibilidades de participação das
desigualdades sociais e regionais, especialmente por meio da ampliação do
áreas estruturantes no alcance dos objetivos e metas definidos pelas
acesso ao ensino superior. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação
áreas finalísticas da Ufal. Ao considerar os desafios já estabelecidos nos
Nacional (Lei nº 9.394/1996) estabelece como finalidade da educação o
campos de ensino, pesquisa e extensão, os vetores estruturantes
pleno desenvolvimento do estudante, sua preparação para o exercício da
passam a atuar de maneira suplementar, alinhando suas estratégias ao
cidadania e sua qualificação para o trabalho, além de reafirmar a
que já foi delineado como essencial para o fortalecimento institucional.
importância da diversidade étnico-racial. Complementarmente, a Lei
Essa articulação reforça a importância do planejamento estratégico
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)
coletivo, garantindo maior coerência entre as metas acadêmicas e os
garante o direito à educação inclusiva em todos os níveis, promovendo o
recursos administrativos e de suporte.
desenvolvimento integral das pessoas com deficiência.
As áreas estruturantes — Governança, Assistência Estudantil, Gestão de
Nesse esforço de ampliação do acesso e da permanência, a Lei de Cotas
Pessoas e Infraestrutura Física e Tecnológica — assumem, portanto, um
(Lei nº 12.711/2012) consolidou-se como marco essencial ao reservar vagas
papel complementar na efetivação do PDI.
nas universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas,
considerando também critérios étnico-raciais, socioeconômicos e de
deficiência. Já o Programa Nacional de Assistên-
86
VETORES ESTRUTURANTES
Gráfico 9: Discentes por Campus ou Unidade de ensino em 2023)
cia Estudantil - PNAES (Decreto nº 7.234/2010) constitui-se como um
dos principais instrumentos para garantir a permanência e o êxito
acadêmico dos estudantes, reduzindo a evasão e promovendo equidade
no ensino superior. A partir do PNAES, a universidade desenvolve ações
voltadas ao apoio estudantil, fundamentais diante do perfil de seu corpo
discente, majoritariamente formado por estudantes de baixa renda e
egressos de escolas públicas.
Rio Largo (sede)
5,4%
UE Santana do
Ipanema
1,8%
Delmiro
Golveia (sede)
6,4%
6.1.1 Distribuição e Perfil do corpo discente
Arapiraca (sede)
13,1%
De acordo com o Censo da Educação Superior (exercício 2023), a Ufal
está categorizada como uma instituição de ensino superior de grande
porte, com aproximadamente 2,43% do total de alunos matriculados em
cursos de graduação presencial nas 69 Instituições Federais de Ensino
Maceió
(Campus A.C.
Simões)
67,7%
Superior (Ifes) pesquisadas. Com aproximadamente 24.600 estudantes
matriculados nessa modalidade de curso, a Ufal ocupava a 17ª
colocação entre todas as Ifes.
Fonte: Proest
No censo de 2023, a identificação de discentes por campi e unidade de
ensino trouxe a distribuição a seguir:
Dados da última Pesquisa Nacional de Perfil Socioeconômico e Cultural
dos(as) Graduandos(as) das IFES, realizada em 2018 pelo Fórum Nacional
de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), fornecem informações
que possibilitam a caracterização do perfil dos estudantes da Ufal.
Mais informações podem ser acessadas na Pesquisa de Perfil
Socioeconômico.
87
VETORES ESTRUTURANTES
No âmbito da qualidade de vida acadêmica, a Ufal desenvolve ações
voltadas à saúde e ao acompanhamento pedagógico, por meio de
6.1.2 Perfil da assistência estudantil
programas como o Programa Integrado de Atenção à Saúde do Estudante
6.1.2.1 Estímulos à permanência
(PIASE), o Programa de Apoio e Acompanhamento Pedagógico ao
Estudante (PAAPE) e o Programa de Apoio à Produção Artístico-Cultural
Com o objetivo de promover o bem-estar, o desempenho acadêmico e
Discente.
o engajamento estudantil, a Ufal tem direcionado esforços a ações de
caráter socioeconômico, pedagógico, acadêmico, psicológico, esportivo
A Ufal também conta com o Núcleo de Acessibilidade (NAC), responsável
e cultural. Essas iniciativas integram o Programa de Assistência
por assegurar o acesso, a permanência e a aprendizagem de estudantes da
Estudantil e visam assegurar a permanência e o sucesso dos(as)
Educação
estudantes nos cursos de graduação, contribuindo para uma formação
Especial
(pessoas
habilidades/superdotação,
mais inclusiva e integral.
TDAH,
com
dislexia
e
deficiência,
outros
transtornos
altas
de
aprendizagem). O NAC atua na eliminação de barreiras físicas, pedagógicas
e atitudinais, oferece formação para a comunidade acadêmica e dispõe do
A política de permanência da Ufal estrutura-se em duas vertentes
Laboratório de Acessibilidade (LAC), que disponibiliza tecnologias assistivas
principais:
à comunidade universitária.
No campo da inclusão digital, destaca-se o Centro de Inclusão Digital
(CID), que promove o acesso às tecnologias da informação por meio de
1. Apoio à permanência material, por meio de auxílios financeiros
destinados
a
estudantes
em
situação
de
cursos e oficinas.
vulnerabilidade
socioeconômica, como o Auxílio Alimentação, Moradia, Creche,
Por fim, no âmbito da promoção da cultura, do esporte e do lazer, a Ufal
Emergencial, para Aquisição de Óculos e a Bolsa Pró-Graduando,
além de benefícios indiretos como a Residência Universitária (RUA)
desenvolve
programas
voltados
ao
bem-estar
e
à
integração
da
e o Restaurante Universitário (RU).
comunidade acadêmica, com destaque para o Programa de Atividade Física,
Esporte e Lazer (PAEL).
2. Apoio à permanência simbólica, com incentivos como o Auxílio à
Desse modo, a Ufal reafirma seu compromisso com a política de
Participação em Eventos e a Ajuda de Custo para aquisição de
assistência estudantil, compreendida como um instrumento essencial para a
materiais acadêmicos.
democratização do acesso, a equidade de oportunidades e a formação
integral dos(as) estudantes.
O acesso a esses programas ocorre mediante cadastramento
socioeconômico,
que
considera
o
Índice
de
Vulnerabilidade
Na página institucional voltada aos estudantes é possível acessar as normas e
Socioeconômica (IVS) como parâmetro de elegibilidade.
detalhamentos dos programas, ações de assistência estudantil.
88
VETORES ESTRUTURANTES
tipos diferentes de itens, evidenciando a complexidade da manutenção do
6.1.3 Organização estudantil
parque imobiliário da instituição.
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) incentiva a organização e
A Ufal enfrenta o envelhecimento de suas edificações, com prédios
participação estudantil por meio de ações de apoio às representações
possuindo mais de 30 anos e apresentando falhas em redes elétricas,
discentes, como o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e os Centros e
hidrossanitárias e coberturas. A expansão sem aumento proporcional de
Diretórios Acadêmicos (CAs e DAs).
recursos
agrava
o
cenário,
priorizando
manutenções
corretivas
e
dificultando ações preventivas e preditivas.
Entre as iniciativas de fortalecimento da representação estudantil,
destacam-se: a articulação com as associações atléticas; a realização
do
Fórum
de
Assistência
Estudantil,
voltado
à
discussão
Em 2024 foi investindo mais de R$ 370 mil em materiais de manutenção
e
(gráfico 02), e R$ 4 milhões em serviços de manutenção.
aprimoramento das políticas estudantis; e a criação de um canal
permanente de diálogo com os coletivos de estudantes com deficiência,
Figura 12: Centro de Interesse Comunitário
a partir da Comissão Permanente de Acessibilidade. Essas ações
reforçam o compromisso institucional da Ufal com a democracia, a
inclusão e o protagonismo estudantil.
6.2 VETOR ESTRUTURANTE DA INFRAESTRUTURA
FÍSICA E TECNOLÓGICA
A Ufal possui um patrimônio físico distribuído em 4 campi e está
presente em 9 cidades Alagoanas, ultrapassando a casa dos 250 mil m²
de área construída, mais 150 mil m² de área urbanizada, com edificações
e infraestrutura de diferentes tipos, épocas e estados de conservação.
A infraestrutura da Universidade Federal de Alagoas é ampla e
diversificada, abrangendo desde salas de aula e laboratórios até
ginásios, estádios e pistas de atletismo. Essa heterogeneidade impõe
desafios à gestão de manutenção, especialmente quanto à reposição e
ao controle de materiais. Em 2024, foram utilizados 411
Fonte: Ascom/Ufal
89
VETORES ESTRUTURANTES
sempre
Gráfico 10: Investimento em materiais de manutenção em 2025
seguem
as
especificações
técnicas,
e
a
distribuição
de
equipamentos de informação/comunicação acessíveis é irregular entre os
campi.
A mobilidade interna nos campi da Ufal é crítica, com problemas como
calçadas em más condições, topografia acidentada e presença de árvores
nos trajetos, o que dificulta o deslocamento. Soma-se a isso a insuficiência
do sistema de transporte interno para atender usuários com dificuldades de
locomoção.
A
complexidade
do
desafio
exige
abordagem
multidisciplinar,
considerando tanto os aspectos técnicos das adaptações necessárias
quanto os recursos financeiros disponíveis para implementá-las de forma
sistemática e permanente.
Fonte: Proinfra
6.2.2 Sustentabilidade
Diante da complexa infraestrutura da Ufal e dos cortes orçamentários da
A sustentabilidade é um eixo estratégico da Ufal, com o duplo
última década, torna-se essencial aprimorar os procedimentos internos
compromisso de reduzir impactos ambientais e servir de modelo para a
por meio de ferramentas de gestão, como sistemas de gestão de ativos
sociedade, conciliando o crescimento dos campi com a preservação de
integrados a sensores e modelagem BIM, gestão de estoque e Business
recursos.
Intelligence, para otimizar o uso dos recursos públicos.
O conceito se baseia em três pilares:
6.2.1 Acessibilidade e mobilidade
A Ufal enfrenta graves desafios de acessibilidade para pessoas com
deficiência ou mobilidade reduzida devido a barreiras arquitetônicas em
espaços antigos, construídos antes das normas atuais. Os problemas
incluem: rotas e rampas inadequadas, desníveis, falta de sinalização tátil,
e ausência de elevadores/plataformas. Além disso, os banheiros
adaptados nem
90
VETORES ESTRUTURANTES
Infográfico 13: Pilares do eixo Sustentabilidade
01
Gestão Responsável de
Recursos e Resíduos:
Otimização do uso de água e
energia, considerando o bioma
local e mudanças climáticas,
além da gestão de resíduos.
02
Inovação em Infraestrutura:
Modernização de sistemas
para reduzir desperdícios e
promover a economia circular.
91
03
Alinhamento com Agenda
Global:
Contribuição para os Objetivos de
Desenvolvimento
Sustentável
(ODS) da ONU, como ODS 6
(Água), ODS 7 (Energia Limpa) e
ODS 11 (Cidades Sustentáveis).
VETORES ESTRUTURANTES
do mercado livre, contratação de sistema de gestão energética e ativação
Embora a Ufal tenha avanços, o texto aponta lacunas críticas que
da subestação de 69kV. Essa mudança de paradigma visa reduzir impactos,
demandam intervenção, focando a análise nos sistemas de água e
despesas e focar recursos nas atividades essenciais da universidade.
esgoto, eficiência energética e no Plano de Logística Sustentável.
6.2.3 Sistemas de Água e Esgoto
6.2.5 Infraestrutura Tecnológica
O Campus A.C. Simões dispõe de sistema próprio de abastecimento de
A infraestrutura tecnológica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal ) é
água, composto por poços artesianos, bombeamento e reservatórios,
caracterizada por um modelo de operação de larga escala, que envolve o
além de estrutura própria para tratamento de esgoto.
gerenciamento de mais de 7 mil computadores, cerca de 500 ativos de
rede, 190 máquinas virtuais e uma sala cofre que comporta os principais
A retomada do sistema de abastecimento teve início em 2021, após
ativos de computação da Ufal. Estes ativos viabilizam a operação de 200
mudanças na operação do fornecimento de água, sendo realizados
sites/portais e de dezenas de soluções de software ofertadas à
estudos de viabilidade e intervenções para sua reativação e ampliação.
comunidade, totalizando mais de 7,4 milhões de linhas de código mantidas
A iniciativa proporciona maior autonomia e segurança no abastecimento
pela equipe do NTI e que atendem cerca de 30 mil usuários. Toda esta
do campus, reduzindo a dependência de concessionárias e gerando
infraestrutura física é conectada por mais de 500 km de cabos de rede e
significativa economia de recursos públicos, estimada em mais de R$ 20
aproximadamente 100 km de fibras ópticas que possibilitam o uso de 350
milhões anuais.
pontos de acesso Wi-fi 6 e o videomonitoramento.
Apesar das vantagens, a infraestrutura demanda manutenção e
A infraestrutura computacional é marcada por um parque tecnológico
modernização. O envelhecimento de tubulações e equipamentos, a
heterogêneo, com demanda permanente de manutenção. Uma das
necessidade de ampliação do tratamento de esgoto e a baixa automação
principais fragilidades é a limitada resiliência energética da Universidade,
indicam a necessidade de investimentos para garantir a continuidade e a
cujas
eficiência do sistema.
consequências
vão
muito
além
de
danos
à
infraestrutura
computacional e interrupção de serviços de conectividade.
6.2.4 Eficiência Energética
Diante desse cenário, com vistas a sustentar o desenvolvimento
institucional e o alcance dos objetivos estratégicos, é imprescindível a
A Ufal consome 9,8 GWh/ano de energia elétrica, com custos anuais
implementação
superiores a R$10 milhões (mais de 80% no Campus A.C. Simões).
de
uma
política
permanente
de
manutenção
modernização do ambiente tecnológico, essenciais para manter a resi-
Devido à dependência de fontes não renováveis e à falta de
automatizado de gestão elétrica, é urgente a implementação de um
Programa de Eficiência Energética baseado em quatro pilares: geração
de energia limpa (solar e biodigestores), compra no merca92
e
VETORES ESTRUTURANTES
6.3 VETOR ESTRUTURANTE DE GESTÃO DE PESSOAS
liência operacional, e garantir os investimentos para elevar a qualidade
dos serviços de TIC em apoio às atividades finalísticas e de gestão da
O quadro de pessoal da Ufal é formado por servidores técnico-
Ufal.
administrativos em educação e docentes, cujo comprometimento é
essencial para o alcance da missão institucional de produzir e socializar
Infográfico 14: Números NTI
conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais por meio do ensino, da
pesquisa e da extensão. A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) é
USUÁRIOS
responsável pelos processos de gestão, desenvolvimento e atenção à
Mais de 30 mil usuários, incluindo
estudantes, professores e técnicos.
saúde dos servidores, com o propósito de desenvolver e manter talentos
alinhados aos valores e estratégias institucionais.
EQUIPAMENTOS
Mais de 7 mil computadores gerenciados
em toda a instituição
coordenações. A Coordenadoria de Qualidade de Vida no Trabalho (CQVT)
INFRAESTRUTURA FÍSICA
realiza ações voltadas à valorização do servidor e à promoção da saúde, por
Mais de 600km de rede (composta por
500km de cabos de rede e 100km de fibras
ópiticas).
Seletivos (CPS) é responsável pelos concursos, seleções e movimentações
As atividades da PROGEP são desenvolvidas por meio de três
meio do SIASS e do Gabinete Odontológico. A Coordenadoria de Processos
de servidores. Já a Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CDP)
atua na capacitação, avaliação de desempenho e formação continuada, em
CONECTIVIDADE
conformidade com a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas
Mais de 350 pontos de acesso de Wi-fi
distribuídos pela universidade.
(PNDP). As atividades correspondentes ao cadastro e pagamento de
servidores, aposentadorias e pensões, são exercidas pelo Departamento de
EQUIPE DE TI
Administração de Pessoal (DAP).
Equipe composta por 30 analistas, 15
técnicos e 3 assistentes de TI
RESULTADOS
6.3.1 Perfil do corpo docente
30.810 serviçoes executados e 247
projetos entregues
O corpo docente da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é composto
Fonte: Núcleo de tecnologia da informação
por servidores efetivos das carreiras de Magistério Superior e de Magistério
do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, além de Professores Substitutos,
Visitantes e Visitantes Estrangeiros, conforme a Lei nº 12.772/2012. Essa
mesma lei regulamenta, no âmbito das institui93
VETORES ESTRUTURANTES
Cargos
de
Magistério
Federal,
estabelecendo
diretrizes
para
20h
40h
DE
Total de
Docente
Professor do Magistério
Superior - Visitante
0
0
13
13
Professor Titular-Livre Magistério Superior
0
0
3
3
Mestres e Demais
Pesquisadores
142
0
0
142
Categoria do Professor
ções Federais de Ensino (IFEs), a estruturação do Plano de Carreiras e
o
desenvolvimento profissional e a valorização da carreira docente.
A Lei nº 12.772/2012 estabelece também os cargos isolados de
Professor Titular-Livre do Magistério Superior e de Professor Titular-Livre
do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, cujo provimento ocorre por
concurso público, exigindo título de doutor e, no mínimo, dez anos de
experiência ou de obtenção do doutorado na área de conhecimento do
certame, conforme normas do Conselho Superior da instituição. O
Fonte: Progep
exercício desses cargos, em regra, requer regime de Dedicação
Exclusiva, em razão da complexidade das atividades atribuídas, e os
Em situações de afastamento ou vacância de docentes efetivos, a Lei nº
concursos devem seguir as disposições do Decreto nº 9.739/2019.
8.745/1993 autoriza a contratação temporária de Professores Substitutos,
Professores Visitantes e Visitantes Estrangeiros. A criação e ampliação de
A nomeação para os cargos integrantes do Plano de Carreiras e
cargos docentes nas IFES são definidas pelo MEC em conjunto com o MGI.
Cargos de Magistério Federal segue a Lei nº 8.112/1990 e os limites
definidos pelo Decreto nº 7.485/2011, que institui o Banco de ProfessorEquivalente (BPEq).
6.3.2 Perfil do corpo técnico-administrativo
O corpo técnico-administrativo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é
Tabela 7: Quantitativo de Docentes por Cargo (2025)
Categoria do Professor
20h
40h
composto por servidores públicos efetivos integrantes do Plano de Carreira
DE
dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), instituído pela
Total de
Docente
Professor do Magistério
Superior
92
145
1.358
1.595
Professor do Magistério
Superior - Substituto
10
154
0
164
Professor do Ensino Básico,
Técnico e Tecnológico
0
0
35
35
Lei nº 11.091/2005. O regime de trabalho desses servidores é o estatutário,
conforme a Lei nº 8.112/1990, com jornada de oito horas diárias e carga
horária semanal de 40 horas, ressalvadas as exceções previstas em lei
específica, conforme o Decreto nº 1.590/1995.
94
VETORES ESTRUTURANTES
6.4 VETOR ESTRUTURANTE GOVERNANÇA
Com o advento da Lei nº 15.141/2025, passam a integrar o PCCTAE os
cargos de Técnico em Educação, responsável por atividades de apoio
6.4.1 Governança
técnico, administrativo e logístico, e de Analista em Educação, voltado às
atividades
técnicas,
administrativas
e
logísticas
relacionadas
às
Conforme o Referencial Básico de Governança Organizacional para
competências constitucionais e legais das Instituições Federais de
Organizações Públicas e Outros Entes Jurisdicionados ao TCU (2020), a
Ensino.
governança
pública
organizacional
compreende
essencialmente
os
mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para
Esses profissionais atuam em todas as unidades acadêmicas e
avaliar, direcionar e monitorar a atuação da gestão, com vistas à condução
administrativas da Ufal, desempenhando funções essenciais ao suporte
de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade.
técnico, operacional e gerencial das atividades de ensino, pesquisa,
extensão, inovação e gestão institucional.
Tabela 8: Quantitativo de ativos - Técnicos Administrativos em Educação
Classe
Figura 13 : Práticas relacionadas aos mecanismos de governança
Quantidade
A
3
B
21
C
241
D
701
E
692
Fonte: Progep
Fonte: TCU, 2020, p.52
95
VETORES ESTRUTURANTES
dever de prestar contas, assegurar transparência e demonstrar os
Quanto a esse conceito, adotado pelo decreto nº 9.203/2017, pode-se
resultados alcançados à sociedade e às partes interessadas, concretiza-se
afirmar que governar consiste na realização de três atividades
por meio do Relatório de Gestão Integrado (RGI). Esse documento apresenta
fundamentais:
e
os principais resultados institucionais, a aplicação dos recursos públicos e o
estabelecer os problemas e serviços prioritários; direcionar a capacidade
desempenho da organização, permitindo o acompanhamento e a avaliação
de atuação da organização para a efetiva resolução dos problemas e a
do cumprimento dos objetivos estratégicos definidos no PDI.
avaliar
as
demandas
das
partes
interessadas
oferta dos serviços priorizados; e monitorar a gestão organizacional, de
modo a garantir o cumprimento das diretrizes estabelecidas e a
Buscando assegurar o alinhamento de suas ações às demandas da
realização tempestiva dos ajustes necessários, evitando que riscos
sociedade, a instituição desenvolve iniciativas voltadas ao planejamento
comprometam ou prejudiquem o alcance dos objetivos institucionais.
estratégico por meio da elaboração de planos, políticas e instrumentos de
gestão que dialogam com diferentes temáticas contemporâneas e orientam
Por sua vez, a gestão se preocupa essencialmente em planejar, executar
a atuação institucional. O conjunto desses instrumentos, que contribuem
e controlar, conforme apresentado na figura 14.
para a concretização dos objetivos estratégicos e o fortalecimento da
gestão, encontra-se detalhado no Capítulo 10 deste documento.
Figura 14: Relação entre governança e gestão.
6.4.1.2 Liderança
A OCDE (2018) destaca que a liderança é elemento crucial para promover a
boa governança pública. O comprometimento dos agentes dos mais altos
níveis políticos e gerenciais do setor público é essencial para o sucesso no
desenvolvimento e implementação dos valores, estratégias, políticas e
processos necessários à boa governança e à melhoria dos resultados que
são entregues à sociedade.
Fonte: TCU, 2020, p. 17
Nesse sentido, a Ufal busca fortalecer a governança institucional por meio
da promoção de espaços permanentes de diálogo, integração e capacitação
No contexto da gestão universitária, a estratégia é materializada por
de gestores e servidores. Destacam-se iniciativas como o Encontro Anual
meio do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), instrumento que
de Gestores, que favorece o alinhamento estratégico entre as unidades
estabelece a missão, a visão, os objetivos e as metas que orientarão a
acadêmicas e administrativas. Além disso, a Universidade participa e apoia
atuação da universidade no período compreendido entre 2026 e 2032.
eventos de abrangência regional e naci-
Por sua vez, a accountability, entendida como o
96
VETORES ESTRUTURANTES
6.4.1.3 Estratégia
onal, a exemplo do FORPLAD Regional, ampliando a troca de
experiências e o compartilhamento de soluções inovadoras para os
As organizações públicas existem para produzir políticas, bens e serviços
desafios da administração pública.
públicos, visando ao aumento, de forma sistêmica e integrada, do bem-estar
social e das oportunidades aos cidadãos. Para isso é importante traçar
claramente seus objetivos, definir sua estratégia de atuação, desdobrá-la
Figura 15 : Forplad regional realizado na Ufal em 2025
em planos de ação e acompanhar sua implementação.
A estratégia institucional da Ufal orienta a definição de prioridades,
objetivos e ações voltadas ao cumprimento de sua missão e ao alcance dos
resultados esperados. Nesse contexto, a Universidade desenvolve diversas
iniciativas que contribuem para o fortalecimento da gestão, o aprimoramento
dos serviços prestados e o atendimento das demandas da sociedade,
conforme apresentado a seguir:
Administração
No âmbito da administração geral da Universidade, os contratos pactuados,
totalizam
aproximadamente
R$
76
milhões.
Apesar
das
equipes
responsáveis pela gestão de contratos, patrimônio e licitações serem
reduzidas, têm alcançado resultados expressivos na busca pela melhor
eficiência
Fonte: Ascom/Ufal
dos
contratos.
Desde
2020,
iniciativas
estratégicas
têm
proporcionado não apenas a otimização de recursos, mas também
melhorias significativas nos processos de contratação e gestão contratual.
Destaca-se, ainda, a criação do Comitê de Governança, Gestão de
Destacam-se:
Riscos e Controle Interno da Ufal (CGGRCI/UFAL), instituído pela
Resolução nº 1/2021, de 15 de março de 2021. Entre suas atribuições,
está a implementação da Política de Gestão de Riscos da Universidade,
com o objetivo de orientar os processos de identificação, avaliação,
tratamento, monitoramento e comunicação dos riscos relacionados às
atividades institucionais.
97
VETORES ESTRUTURANTES
Fórum de Gestores e Fiscais de Contratos
Comissões Permanentes de Materiais e Equipamentos
Espaço de integração e capacitação dos gestores e fiscais de contratos,
Criadas para atuar em 14 grupos de materiais e equipamentos,
com 10 oficinas práticas anuais e um encontro anual para premiação das
promovendo a padronização e precificação de itens, além de oferecer
melhores práticas de gestão e fiscalização contratual.
suporte técnico aos agentes de contratação e ao setor de patrimônio.
Essa ação tem elevado a qualidade e ampliado a variedade dos bens
Observatório de Contratos
adquiridos, atendendo às diferentes áreas do conhecimento da
Universidade.
Iniciativa da Pró-reitoria de Gestão Institucional destinada a analisar,
monitorar e propor melhorias nos contratos. Entre 2021 e 2025, suas ações
Fórum de Compras e Licitações
geraram economia superior a R$ 9 milhões para a Ufal, por meio de revisão
de planilhas de custos, otimização de processos e colaboração com fiscais
de contratos.
Espaço permanente de integração, valorização e capacitação contínua
dos principais atores envolvidos nos processos de contratação
(requisitantes, comissões e setores de compras). São realizadas 10
Repara Ufal
oficinas práticas anuais e um encontro anual para reconhecimento das
melhores práticas em licitações.
Projeto que facilita a contratação de Microempreendedores Individuais
(MEIs) para pequenos reparos nas unidades da Universidade, promovendo
Figura 16 : III Fórum de compras e licitações
agilidade, redução de custos e estímulo ao desenvolvimento local nos
municípios com campi da instituição.
Commutatio
Sistema que promove o uso otimizado de bens móveis permanentes e de
consumo, por meio de trocas e doações entre unidades acadêmicas e
administrativas.
Fonte: Ascom/Ufal
98
VETORES ESTRUTURANTES
Entre essas ações, destaca-se a realização do I Encontro Nacional de
Governança de Dados Públicos destaca o pioneirismo da Ufal na promoção
Renovação da Matriz Energética
do debate sobre o uso estratégico de dados no setor público. A iniciativa
fortalece
as
práticas
de
governança
institucional
ao
incentivar
a
transparência, a inovação e a tomada de decisões baseada em evidências,
Como ação estruturante, está prevista a desativação da dependência do
contribuindo para uma gestão pública mais eficiente e alinhada às
fornecimento convencional de energia para o Hospital Universitário
demandas da sociedade.
Professor Alberto Antunes (HU/UFAL) e a implantação de uma fazenda
de energia solar destinada a atender parte significativa da demanda
Figura 17 : Evento nacional sobre governança de dados públicos
energética da instituição. A iniciativa contribuirá para a redução dos
custos operacionais, para a diminuição das emissões de gases de efeito
estufa e para o fortalecimento da segurança energética da Universidade,
liberando recursos para investimentos em ensino, pesquisa, extensão,
inovação e assistência à saúde.
Além disso, o projeto representa um avanço na incorporação dos
princípios ESG à gestão institucional, ao ampliar o uso de energias
renováveis, gerar benefícios para a comunidade acadêmica e fortalecer
a governança por meio de uma gestão mais eficiente, transparente e
orientada a resultados.
6.4.1.4 Controle
Fonte: Nees dados Ufal
O controle consiste no conjunto de práticas destinadas a monitorar o
Buscando reduzir a distância informacional entre a gestão institucional e os
desempenho organizacional, gerenciar riscos, assegurar a conformidade
cidadãos, a Ufal vem aperfeiçoando seus mecanismos de transparência
dos processos e promover a prestação de contas, contribuindo para o
ativa e prestação de contas. Entre as iniciativas desenvolvidas, destaca-se a
alcance dos objetivos institucionais e para a geração de valor público.
criação de painéis de monitoramento e divulgação de informações
Com o objetivo de fortalecer essa dimensão da governança, a Ufal tem
institucionais, como o portal Ufal em Números que disponibiliza dados
desenvolvido e apoiado diversas iniciativas voltadas ao aprimoramento
acadêmicos, orçamentários e relacionados a projetos de sustentabilidade, o
da gestão da informação.
Painel Proinfra, ferramenta que centraliza e torna transparentes dados
operacionais relacionados a manutenção.
99
VETORES ESTRUTURANTES
6.4.2 Integridade
Outro avanço relevante refere-se à Carta de Serviços ao Usuário,
instrumento que reúne e apresenta de forma clara os serviços oferecidos
A integridade, enquanto princípio fundamental da governança pública,
pela instituição. Em 2025, a Ufal foi destaque em evento nacional
desempenha papel essencial no fortalecimento da gestão institucional,
promovido pela Controladoria Geral da União (CGU).
especialmente por meio do adequado gerenciamento de processos e da
gestão de riscos. A elaboração de estratégias e mecanismos voltados à
identificação, avaliação e tratamento dos riscos que possam comprometer a
Figura 18: Webinar sobre elaboração e atualização de Carta de Serviços
integridade institucional é fundamental para o alcance dos objetivos
estratégicos.
Nesse contexto, o Plano de Integridade da Universidade estabelece uma
estrutura de gestão da integridade composta por instâncias que atuam de
forma complementar na promoção da ética, da transparência, do controle e
da prevenção de irregularidades, destacando-se a Auditoria Interna, a
Comissão de Ética do Serviço Público, a Comissão Própria de Avaliação
(CPA), a Corregedoria e a Ouvidoria. Em conjunto, esses órgãos
desempenham papel estratégico no fortalecimento dos mecanismos de
governança, controle interno, participação social e aprimoramento contínuo
da gestão institucional.
A Corregedoria da Ufal, oficializada a partir da Resolução nº 150 de 26 de
novembro de 2024, é a unidade responsável pela coordenação e
organização das atividades correcionais da instituição, contribuindo para o
fortalecimento da governança e da integridade institucional. Para o próximo
ciclo de planejamento, a unidade definiu prioridades específicas, disponíveis
para consulta em: https://ufal.br/servidor/correicao/projetos.
Fonte: CGU (2025)
Também merece destaque o Relatório de Gestão Integrado, que, desde
2024, passou a adotar uma estrutura mais aderente às normativas e
boas práticas de governança.
100
VETORES ESTRUTURANTES
Figura 19: Sistema de governança da Ufal
Fonte: Estatuto da Ufal
101
VETORES ESTRUTURANTES
Figura 20: Matriz OCC
Orçamento e Finanças
A execução orçamentária e financeira da Universidade é orientada
pelos principais instrumentos normativos de consolidação do orçamento
público: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Esses instrumentos normativos
possibilitam o acompanhamento das receitas e despesas, definem meios
de arrecadação, vinculam ou não gastos a atividades específicas,
programam a execução orçamentária, estabelecem metas de governo e
traçam parâmetros de gestão, assegurando o uso adequado dos
Fonte: Andifes, 2025, pag. 7
recursos públicos.
Análise técnica da evolução orçamentária (2017–2032)
Os valores-base do orçamento da Ufal são definidos previamente pelo
Ministério da Educação (MEC). A autonomia da Universidade restringese a ajustes na Matriz de Alocação de Recursos de Outros Custeios e
A comparação entre a dotação efetivamente aprovada (2017-2026) e a
Capital (Matriz OCC) ou entre despesas correntes e de investimento. A
trajetória corrigida integralmente pelo IPCA evidencia uma perda gradual de
margem de flexibilidade é limitada pelas diretrizes do MEC.
capacidade orçamentária em termos reais no período 2017 a 2032.
solicitar
Em 2017, a dotação era de R$ 116,6 milhões. Caso tivesse sido reajustada
remanejamento ou alteração na natureza de despesas, em conformidade
anualmente pela inflação oficial (IPCA), alcançaria aproximadamente R$
com as normas estabelecidas em portarias específicas.
184,6 milhões em 2026 e R$ 224,5 milhões em 2032. Entretanto, a dotação
Durante
o
exercício
orçamentário,
as
IFES
podem
efetiva de 2026 é de R$ 129,2 milhões, valor 30,0% inferior ao necessário
para preservar o mesmo poder de compra de 2017.
Observa-se que entre 2018 e 2021 ocorreu redução significativa dos
valores nominais, culminando em 2021 com uma dotação de apenas R$
80,5 milhões, justamente em um período de forte aceleração inflacionária
(IPCA de 10,06%). Esse movimento ampliou substancialmente a defasagem
acumulada.
102
VETORES ESTRUTURANTES
da para o período, indicando uma perda real acumulada de cerca de R$ 18,8
milhões (12%) até 2032 em relação ao montante necessário para manter o
Embora a partir de 2022 haja recuperação nominal do orçamen-to, os
incrementos
observados
não
foram
suficientes
para
mesmo nível de capacidade financeira de 2026.
recompor
integralmente as perdas anteriores. Em 2026, a dotação representa
apenas cerca de 70% do valor que seria necessário para manter o poder
Gráfico 11: Evolução Orçamentária 2017-2032
aquisitivo de 2017.
As projeções para 2027–2032, calculadas com base nos IPCA
projetados para o período, indicam crescimento da dotação de R$ 129,2
milhões para R$ 157,2 milhões, um aumento nominal acumulado de
aproximadamente 21,6%. Contudo, mesmo com essa evolução, o
montante permaneceria significativamente abaixo do patamar de R$
224,5 milhões que corresponderia à atualização integral da dotação
inicial de 2017 pela inflação acumulada.
Análise técnica da evolução orçamentária (2026–2032)
Gráfico 12: Evolução Orçamentária 2026-2032
Analisando exclusivamente o cenário de inflação projetado para 2032,
considerando a dotação atualizada de 2026, temos aproximadamente
21,6%, de inflação acumulada projetada para o período, portanto, para
preservar integralmente o poder de compra da dotação de 2026, o
orçamento de 2032 deveria atingir aproximadamente R$ 157,2 milhões.
Entretanto, se a dotação continuar crescendo apenas no mesmo ritmo
médio observado entre 2017 e 2026 (1,15% ao ano), o orçamento de
2032 alcançaria cerca de R$ 138,4 milhões. Assim, o crescimento
histórico da dotação é significativamente inferior à inflação projetada
para o período, indicando uma perda real acumulada de cerca de R$ 18,8
milhões. Assim, o crescimento histórico da dotação é significativamente
inferior à inflação projeta-
103
VETORES ESTRUTURANTES
nos últimos anos, está relacionada ao desafio de manter ou ampliar
resultados com menos recursos, reduzindo custos de manutenção e
Ao longo dos últimos anos, a Universidade vem destacando em notas
funcionamento.
públicas a insuficiência do orçamento disponibilizado.
A plataforma Ufal em Números disponibiliza dados acadêmicos,
Diante do compromisso social da Ufal, fundamento de sua missão e visão
administrativos e orçamentários, permitindo o acompanhamento de
institucional, tal desafio requer capacidade organizativa para que sejam
indicadores
à
feitas escolhas planejadas e conscientes, assegurando o fortalecimento do
comunidade acadêmica e à sociedade. Entre as informações disponíveis
ensino, da pesquisa e da extensão de forma satisfatória. Para que a
estão dados sobre graduação, pós-graduação, assistência estudantil,
Universidade cumpra plenamente seu papel social, é fundamental
patrimônio, convênios e execução orçamentária.
compreender o ciclo orçamentário como indissociável: planejamento,
institucionais
de
forma
transparente
e
acessível
execução orçamentária e prestação de contas e os reflexos dessa tríade no
desenvolvimento institucional.
Se atualizado o valor das despesas discricionárias tomando como
referência o orçamento aprovado em 2016, a Lei Orçamentária Anual
(LOA) da Ufal corresponderia, apenas em despesas discricionárias, ao
O cenário atual é desafiador. Sem a efetiva garantia de recursos, e de sua
montante de R$ 213.818.762,51, considerando o IPCA acumulado (2016–
ampliação, por parte do governo federal, corre-se o risco de sucateamento
2025) de 58%.
e estagnação do ensino, da pesquisa, da extensão e do papel social que a
Universidade desempenha. Tal movimento pode representar o maior
retrocesso desde a criação da instituição.
Gráfico 13: Série histórica orçamentária
É inegável a necessidade de que a administração universitária se paute
também pela sustentabilidade financeira de suas ações, especialmente em
um contexto de restrição e cortes de recursos públicos. A noção de
sustentabilidade financeira, em crescimento nos últimos anos, está
relacionada ao desafio de manter ou ampliar resultados com menos
recursos, reduzindo custos de manutenção e funcionamento.
Diante do compromisso social da Ufal, fundamento de sua missão e visão
institucional, tal desafio requer capacidade organizativa para que sejam
feitas escolhas planejadas e conscientes, assegurando o fortalecimento do
É inegável a necessidade de que a administração universitária se paute
ensino, da pesquisa e da extensão de forma satisfatória. Para que a
também pela sustentabilidade financeira de suas ações, especialmente
Universidade cumpra plenamente seu papel social, é fundamental
em um contexto de restrição e cortes de recursos públicos. A noção de
compreender o ciclo orçamentário como indisso-
sustentabilidade financeira, em crescimento
104
VETORES ESTRUTURANTES
ciável: planejamento, execução orçamentária e prestação de contas e os
reflexos dessa tríade no desenvolvimento institucional.
O cenário atual é desafiador. Sem a efetiva garantia de recursos, e de
sua ampliação, por parte do governo federal, corre-se o risco de
sucateamento e estagnação do ensino, da pesquisa, da extensão e do
papel social que a Universidade desempenha. Tal movimento pode
representar o maior retrocesso desde a criação da instituição.
Tabela 9: Série histórica despesas e investimentos (2016 - 2024)
GND/ANO
2016
2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
3 - Outras
Despesas
Correntes
100,88
100,52 95,91
98,28
98,25 74,16 86,29 103,12 110,46
4Investime
ntos
34,21
16,11
2,74
6,52
6,8
6,33
6,7
6,94
5,31
Neste contexto, a gestão da Ufal tem atuado diariamente para
assegurar o pleno funcionamento da Universidade. Contudo, nos
próximos anos, a manutenção e o avanço da instituição dependerão
diretamente da priorização política, inclusive dos parlamentares, para
assegurar o pleno funcionamento da Universidade. Essa situação
fragiliza a autonomia universitária e evidencia a necessidade de uma
política nacional consistente de financiamento da educação superior
pública.
105
7. PROJETO PEDAGÓGICO
INSTITUCIONAL
Segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, elaborado
7. PROJETO PEDAGÓGICO
INSTITUCIONAL
pela organização Todos Pela Educação, o estado de Alagoas registrou, em
2024, 127.231 matrículas no ensino médio. Desse total, 81,4% das matrículas
estavam concentradas na rede estadual de ensino, evidenciando o
protagonismo do Estado na oferta dessa etapa da educação básica. O
7.1. BREVE APRESENTAÇÃO DO PPI
anuário também aponta que o ensino médio alagoano contava com 414
escolas e 7.495 professores atuando nessa etapa de ensino.
O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) é parte integrante do PDI (Plano
de Desenvolvimento Institucional) e deve manter com ele sintonia, no
Considerando a distribuição territorial das matrículas, observa-se que
sentido de prover elementos que orientem a gestão da Universidade
aproximadamente 80% dos estudantes do ensino médio da rede estadual
para a consecução de seus objetivos. Para tanto, o PPI apresenta
estão matriculados em escolas localizadas no interior do estado,
aspectos da realidade institucional, afirma princípios, diretrizes e
demonstrando a relevância da interiorização das políticas educacionais e da
compromissos a serem observados, além de apontar mecanismos que
presença da rede estadual para a garantia do acesso à educação básica em
concorram para o avanço do trabalho desenvolvido na Ufal em sua
municípios fora da capital. Além disso, a rede estadual concentra a maior
totalidade, sendo organizado em três grandes eixos: inserção regional;
parte das escolas que ofertam o ensino médio em Alagoas, correspondendo
princípios filosóficos metodológicos e, por fim, políticas acadêmicas de
à principal estrutura de atendimento dessa etapa educacional no estado.
ensino, pesquisa e extensão.
Ou seja, o movimento de expansão e de interiorização da Ufal é expressão
7.2 INSERÇÃO REGIONAL
do compromisso da universidade pública com as necessidades e demandas
de escolarização da população de seu entorno, em especial dos concluintes
do ensino médio público.
A Universidade Federal de Alagoas vivencia, desde 2006, um vultoso
processo de expansão e de interiorização que culminou com sua
Esse cenário de interiorização da Ufal se materializa na dispersão espacial
disseminação em localidades até então não alcançadas pelo ensino
dos
superior público e suas estruturas acadêmicas, de modo que,
matriculados
nos
cursos
de
graduação
da
Universidade.
Geograficamente, a Ufal está presente do litoral ao sertão do estado de
atualmente, um contingente maior da população se vê diante da
Alagoas. Objetivamente, a instituição oferta atividades acadêmicas de
ampliação de oportunidades de acesso a atividades de ensino, pesquisa
ensino, pesquisa e extensão nas seguintes cidades:
e extensão no meio universitário.
A interiorização da Universidade atende a uma demanda potencial
extremamente relevante.
107
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
7.3 PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E TÉCNICO-
Maceió, capital, Campus A.C. Simões e Espaço Cultural
METODOLÓGICOS GERAIS
Rio Largo, Centro de Ciência Agrárias
Arapiraca, Campus de Arapiraca
Penedo, Unidade Educacional vinculada ao Campus de Arapiraca
Neste tópico são apresentados os princípios que norteiam as práticas
Palmeira dos Índios, Unidade Educacional vinculada ao Campus de
acadêmicas da IES, visando ao desenvolvimento de diferentes níveis de
Arapiraca
formação dos indivíduos: princípios básicos de formação na graduação,
Viçosa, Unidade Educacional vinculada ao Centro de Ciência Agrárias
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC); elementos estruturais dos projetos
Delmiro Gouveia, Campus do Sertão
pedagógicos dos cursos de graduação; avaliação e estágios curriculares.
Santana do Ipanema, Unidade Educacional vinculada ao Campus do
Sertão
Maragogi, Polo EAD
a) Princípios básicos de formação na graduação
Olho D’Água das Flores, Polo EAD • São José da Lage, Polo EAD
Matriz de Camaragibe, Polo EAD
Os cursos de graduação da Ufal podem ser oferecidos na modalidade
presencial, semipresencial e a distância. As orientações das Diretrizes
Curriculares Nacionais possibilitam uma organização curricular com
relativa flexibilidade em relação às transformações científicas e sociais e à
No caso da extensão, a presença da Ufal extrapola suas instalações
formação sintonizada com a realidade social, mas tal flexibilidade implica,
físicas. Mesmo com os cortes no orçamento de capital, e no orçamento
necessariamente, considerar em todos os documentos e ações os quatro
de custeio e sem atualização das perdas inflacionárias, a instituição vem
princípios norteadores da política de ensino da Ufal. São eles: Articulação
mantendo a quantidade e a qualidade das ações desenvolvidas. Isso tem
entre ensino, pesquisa e extensão; Articulação entre teoria e prática;
sido possível em função do empenho e dedicação dos recursos
Interdisciplinaridade; Flexibilização curricular e Ética. Cada um desses
humanos altamente qualificados da IES, expressos não só no trabalho
princípios possui um maior aprofundamento na íntegra deste PPI.
desenvolvido no ensino, na pesquisa e na extensão, mas também no
papel social que desempenham como importantes atores em conselhos,
comissões e comitês municipais e estaduais por todo o estado de
Alagoas.
b) Trabalho de Conclusão de Curso – TCC
Soma-se a isso a participação desses profissionais em acordos de
cooperação com entes públicos e privados, demonstrando a grande
Superando a concepção simplista e, por vezes equivocada, de que a
permeabilidade que a Ufal possui na sociedade alagoana.
pesquisa só ocorre na pós graduação, o TCC, mais do que uma
exigência legal, um componente curricular obrigatório que deva exigir
do discente a demonstração de sua capacidade criativa e
108
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
habilidade
na
aplicação
dos
aspectos
técnicos,
práticos
Incentivo à pesquisa e à extensão, como necessário
e
prolongamento da atividade de ensino e como instrumento para a
pedagógicos do curso é um grande motivador para a produção do
iniciação científica;
conhecimento. Por meio do TCC o estudante é estimulado a
Concepção e composição das atividades de estágio curricular
sistematizar, registrar, refletir e apresentar conhecimentos técnicos,
supervisionado, suas diferentes formas e condições de realização;
científicos e culturais produzidos como frutos de um trabalho de
Concepção e composição das atividades complementares; e,
pesquisa, investigação científica ou extensão.
inclusão obrigatória do Trabalho de Conclusão de Curso;
Concepção e composição das atividades curriculares de
c) Estruturas dos projetos pedagógicos para graduação
extensão.
O ordenamento curricular de cada curso de graduação poderá
expressar-se
por
eixos,
disciplinas,
componentes
curriculares,
competências e objetivos, desde que atuem em consonância com os
princípios das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Graduação e com as diretrizes institucionais para a elaboração de PPCs.
Assim, o projeto pedagógico de cada curso de graduação, além da clara
concepção do curso em questão, com suas peculiaridades, seu
currículo pleno e sua operacionalização, deverá abranger, sem prejuízo
de outros, os seguintes elementos estruturais:
d) Avaliação
A avaliação é uma dimensão da gestão no sentido de possibilitar
correções, reorientar práticas pedagógicas, refletir sobre os projetos
pedagógicos e delimitar os obstáculos administrativos. Deste modo, ela
precisa estar definida, de forma clara e objetiva no PPC que deverá
prever, também, um tempo para o processo de autoavaliação do fazer
pedagógico. Ela é um mecanismo que contribui para as respostas dadas
às demandas da sociedade e da comunidade científica e deve ser
Concepção e objetivos gerais do curso, contextualizados em
entendida como um processo amplo e colaborativo, respeitando os
relação às suas inserções institucional, política, geográfica e
critérios estabelecidos no regulamento geral dos cursos de graduação. O
social;
acompanhamento e a avaliação do processo de ensino e aprendizagem
Condições objetivas de oferta e a vocação do curso;
deverão estar em consonância com a própria dinâmica curricular. A
Cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do
avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da instituição, dos
curso;
docentes e dos estudantes acerca do processo formativo. A avaliação
Formas de realização da interdisciplinaridade;
que aqui se propõe não é uma atividade puramente técnica, burocrática e
Modos da integração entre teoria e prática;
punitiva; ela deve ser diagnóstica, processual e formativa, com o objetivo
Formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;
de manter a coerência com todos os aspectos de planejamento e
Modos da integração entre graduação e pós-graduação, quando
execução do PCC. Ela transcende a concepção de
houver;
109
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
Estágios Não Obrigatórios, que possibilita a contratação de estudantes para
avaliação da aprendizagem e deve ser integrada ao PPC como dado que
o desenvolvimento práticas de estágios no âmbito da administração,
interfere consistentemente na ação pedagógica do curso.
formando assim uma via de mão dupla, na qual a Universidade pode contar
com a atuação de estudantes em processo de formação qualificada para
atuar no suporte de sua estrutura administrativa, ao tempo que
e) Estágios Curriculares
complementa e orienta a formação profissional do estudante, garantindo um
ambiente
Na Universidade Federal de Alagoas, com base no que preconiza o §
de
socialização
de
conhecimentos
e
de
ampliação
da
aprendizagem em diversos espaços formativos.
2° do art. 1º da Lei n° 11.788/2008, “o estágio visa ao aprendizado de
competências próprias da atividade profissional e à contextualização
curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida
7.4. POLÍTICAS ACADÊMICAS
cidadã e para o trabalho”4 . A partir dessa orientação, a política de
estágios está organizada em função de duas dimensões, a
administrativa e a acadêmica.
7.4.1 Ensino
Administrativamente, os estágios fundamentam-se, primeiramente, na
Refletindo a concepção de que os saberes devem ser construídos através
formalização de acordos e convênios com diversas instituições de
do questionamento sistemático e crítico da realidade, associado à
direito público e privado, assim como profissionais liberais que
intervenção inovadora dessa mesma realidade, a Universidade Federal de
comporão o cadastro de estágios. Esse cadastro estará disponível no
Alagoas busca, em consonância com a LDB nº 9.394/1996, com o Plano
ambiente de estágio do Sigaa, assim como em outros meios digitais de
Nacional de Educação, instituído pela Lei nº 15.388, de 14 de abril de 2026,
divulgação, como, por exemplo, a página de estágio no sítio digital da
e com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação
Universidade.
(Parecer nº 67/2003-CNE/CES), pontuar, em linhas gerais, os elementos
fundamentais que nortearão sua política de ensino no período 2026-2032.
Em conjunto com a regulamentação geral, determinada por meio de
uma resolução geral dos estágios, formaliza-se o processo de acesso
Uma visão ampliada de educação é perceptível no trabalho integrado,
dos discentes aos campos de prática, com a garantia da contratação
interdisciplinar e multiprofissional que ocorre entre os componentes
de seguros de acidentes pessoal e coletivo e da formalização de
curriculares dos cursos de graduação e os vários núcleos, escolas e órgãos
termos de compromisso de estágio que promovem a segurança tanto
de apoio pertencentes à Ufal, tais como: Colégio de Aplicação Telma Vitória
institucional quanto do estudante.
(CAPTV); Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB); Núcleo de Educação
Ambiental (NEA); Núcleo de Acessibilidade (NAC); Escola Técnica de Artes
Complementando a dimensão administrativa da política de estágios da
(ETA); Assessoria de Educação em Direitos Humanos e Segurança Pública
Ufal, tem-se o estabelecimento do Programa de
(AEDHESP), e Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (CIED).
110
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
7.4.2 Políticas de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação
a) Projeto Pedagógico de Curso (PPC)
a) Ensino de pós-graduação
A Universidade Federal de Alagoas compreende que cada projeto
pedagógico é único, pois os saberes a serem construídos e as
A política de pós-graduação da Ufal visa garantir sua expansão e
circunstâncias de seu desenvolvimento possuem cada qual suas
consolidação,
especificidades. Entendemos o projeto pedagógico não como um
tendo
no
horizonte
a
internacionalização
e
o
aprofundamento das relações com a graduação e o ensino básico. Todas
instrumento puramente técnico, e sim como elemento básico da
as iniciativas na área da internacionalização da pós-graduação, no âmbito
gestão de ensino na graduação, como instrumento propulsor dos
da Ufal, estão alinhadas com os preceitos e orientações da política
objetivos fundamentais do perfil profissional e intelectual que se
nacional para difundir a produção científica, tecnológica e cultural de
pretende construir. Nesse sentido, as orientações das Diretrizes
maneira a tornar transparente o conhecimento que permite o crescimento
Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação conferem aos
profissional e desenvolvimento da ciência e da tecnologia em Alagoas e
seus respectivos colegiados ampla autonomia na elaboração de seus
no Brasil. Desempenham importante papel os cursos e programas de
projetos e evidencia a intenção de garantir a flexibilidade, a
pós-graduação
criatividade e a responsabilidade das IES ao elaborarem suas
stricto
sensu,
incluindo
mestrados
e
doutorados
institucionais, e de pós-graduação lato sensu.
propostas curriculares.
b) Programas especiais de formação pedagógica
Pós-graduação stricto sensu:
A consolidação da pós-graduação stricto sensu da Ufal se dará pelo
Programa de Formação Continuada em Docência Universitária
(Proford)
fortalecimento da interação entre os programas e o incentivo à iniciação
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência
científica, por meio do estímulo ao envolvimento de pesquisadores no
(Pibid/Capes/Ufal)
processo de orientação a estudantes da graduação. É também primordial
Programa de Educação Tutorial (PET)
e fundamental para a excelência da pós-graduação o apoio à realização
Programa Mobilidade Acadêmica Nacional
de colaborações técnico-científicas que possam resultar em convênios
Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G)
de cooperação, além da introdução de novas metodologias científicas no
Programa de Monitoria
âmbito das linhas de pesquisas. Para isso, será ampliada a divulgação da
oferta de editais que permitam a captação de recursos em diferentes
órgãos de fomento. O sucesso dos programas de pós-graduação stricto
sensu decorrerá do planejamento e gerenciamento orientado, sobretudo,
pelos interesses da sociedade alagoana e do
111
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
Ufal permitirá iniciativas abertas e fechadas de proposta de cursos,
povo brasileiro. Evidencia-se que a política da pós-graduação da Ufal
conforme resolução interna, em especial aquelas que potencializam o
toma por parâmetro as orientações da Capes, almejando o nível de
desenvolvimento do estado de Alagoas, que qualificam docentes da rede
excelência. Para alcançar a qualidade pretendida, serão considerados os
pública de ensino, que formam gestores públicos e profissionais da saúde e
indicadores de avaliação de desempenho da pós-graduação, tendo
que promovam a diversidade e os direitos humanos.
como referência os documentos de área da Capes. Os dados dos PPGs
estão sistematicamente alojados no Sigaa, facilitando a consulta e o
b) Políticas de pesquisa, inovação e empreendedorismo
fornecimento de informações no processo de avaliação, e interagindo
com o sistema da Capes por meio da Plataforma Sucupira.
A Ufal têm dado contribuições científicas, culturais e tecnológicas
relevantes. A sua produção é expressiva em periódicos nacionais e
internacionais, sendo uma parcela substancial desta produção realizada
Cursos Dinter e Minter:
em conjunto com pesquisadores de instituições estrangeiras.
A Ufal apoia propostas de Mestrado Interinstitucional (Minter) e
Os esforços atuais visam ao desenvolvimento de programas e políticas
Doutorado Interinstitucional (Dinter), com o objetivo de contribuir com a
que insiram a instituição nas redes globais de ensino superior.
formação de recursos humanos em instituições conveniadas em diversas
Especificamente, a questão de mobilidade acadêmica ganha relevo, seja
regiões
mestrado
com a ida de docentes e estudantes para o exterior, seja com a recepção
interinstitucionais são estimulados quando do interesse público ou da
a pesquisadores estrangeiros. A ampliação da mobilidade acadêmica
necessidade de potencializar grupos de pesquisas e programas de pós-
permitirá um melhor posicionamento da Ufal no cenário acadêmico
graduação promissores.
mundial, ao mesmo tempo em que aumentará as possibilidades de
do
país.
Os
programas
de
doutorado
e
desenvolvimento local.
A pós-graduação lato sensu:
A política de inovação e empreendedorismo busca o fortalecimento de
uma cultura empreendedora no ambiente interno da instituição. Nesse
O desenvolvimento de uma política institucional de pós-graduação lato
aspecto, pode ser vista como uma estratégia para o desenvolvimento de
sensu, contemplando cursos de especialização e residências de
natureza
multiprofissional,
visa
informatizar
e
aperfeiçoar
pesquisas com caráter inovador, com geração de patentes, com o intuito
os
de aumentar a inserção da Ufal na solução de problemas postos pela
procedimentos de submissão de propostas e respectivos formulários,
sociedade, contribuindo para o desenvolvimento regional.
bem como assessorar as coordenações dos cursos, de forma a reduzir
os prazos para emissão dos diplomas e regularizar o envio dos relatórios
parciais e finais dos cursos.
112
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
dores e elitistas tradicionais, que reiteram a endogenia, abrem espaço
No que diz respeito à formação empreendedora, a cultura do
para a mera mercantilização das atividades acadêmicas e, assim,
empreendedorismo deve ser fomentada por meio do apoio à promoção
impedem o cumprimento da missão da universidade pública e gratuita.
de eventos, palestras e cursos de curta duração, visando tanto o público
interno, estudantes e servidores da Ufal, bem como o público externo. É
As Atividades Curriculares de Extensão (ACE) incluem atividades
possível também articular o tema a disciplinas específicas, por exemplo,
configuradas como componentes curriculares que podem ser creditadas
na pós-graduação e na graduação, quando cabível.
no histórico do/a discente de graduação na forma de projetos, cursos,
eventos e produtos relacionados ao Programa de Extensão da Ufal, com
ementa e objetivos formativos definidos nos PPCs. Desta forma, na Ufal,
cada curso deve propor, no mínimo, um programa de extensão, e, ligados
7.4.3 Política de Extensão e Cultura
a este, dois projetos, com duração de no mínimo dois semestres.
a) Atividades Curriculares de Extensão (ACE)
O Plano Nacional de Educação (Lei n° 13.005, de 25 de junho de
2014) tem como uma de suas metas “elevar a taxa bruta de matrícula
b) Princípios e diretrizes gerais da extensão
na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida
para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24
Foram considerados como ponto de partida para a observação dos
(vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão
princípios e diretrizes da extensão na Ufal o acúmulo do Forproex das
para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas no
Instituições Públicas de Ensino (IPES), registrado na Política Nacional de
segmento público”.
Extensão Universitária (PNEU); a Resolução n° 65/2014 da Ufal; as
diretrizes e metas do PNE 2026-2036 e a Resolução nº 7/2018-CNE/CES.
Nesse sentido, a estratégia de número 12.7 deseja “assegurar no
A seguir, explicaremos um pouco sobre cada uma dessas diretrizes. A
mínimo 10% (dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos
Política Nacional de Extensão Universitária (PNEU) considera a extensão
para a graduação em programas e projetos de extensão universitária,
orientando
sua
ação
prioritariamente,
para
áreas
de
universitária sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre
grande
ensino,
pertinência social”.
pesquisa
e
extensão
e
a
define
como
um
“processo
interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a
interação transformadora entre universidade e outros setores da
A inclusão da extensão como componente curricular obrigatório é
sociedade”6 . Orientada por essa concepção, a PNEU expõe diretrizes
uma política conquistada pelo Forproex das Instituições Públicas de
para ações de extensão universitária, a saber: interação dialógica;
Ensino (Ipes), que ressalta sua importância para a renovação da
interdisciplinaridade e interprofissionalidade; indissociabilidade ensino-
prática e métodos acadêmicos. Sem as ações extensionistas, corre-
pesquisa-extensão; impacto na formação do estudante; impacto e
se o risco de repetição dos padrões conserva-
transformação social.
113
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
7.5 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA-PEDAGÓGICA
c) A extensão na formação profissional
a) Ensino
No âmbito profissional, a extensão deve ser compreendida como
uma possibilidade especial de apropriação complexa e socialmente
Na Ufal, a oferta acadêmica é realizada tanto em modalidade presencial
situada do conhecimento científico que caracteriza cada uma das
formações.
Destaca-se
aqui
a
inserção
da
extensão
quanto em modalidades semipresencial a distância, seja por meio de uma
como
ou mais disciplinas ou parte destas, e, ainda, pela oferta total de um
componente curricular obrigatório, ressaltando a agregação de
curso. A primeira modalidade se sustenta na oferta de cursos presenciais,
conhecimentos e valores humanísticos. É crucial diversificar a forma
permitindo o uso de novas ferramentas de interação, visando à
de participação dos estudantes nas ações de extensão (programas,
potencialização da relação entre ensino e aprendizagem que envolve
projetos, cursos, eventos, elaboração de produtos e prestação de
diferentes sujeitos que interagem diretamente.
serviços). O estudante se constitui como agente ativo que analisa a
realidade, identifica problemas, dialoga sobre/com eles, investiga
A segunda e terceira modalidades oportunizam condições de acesso, de
possibilidades de atuação, estuda, planeja ações de forma coletiva e
permanência e de qualificação para um quantitativo de estudantes que
avalia seus resultados com uma reflexão científica e crítica, situada
não se enquadram nas condições tradicionais de oferta. Entretanto, a
social e historicamente. As ações de extensão, como componentes
oferta prioritária dos cursos de graduação é na modalidade presencial,
curriculares obrigatórios, expressam uma mudança de paradigma no
conforme reafirmado neste PDI e no registro institucional no Cadastro
âmbito da formação profissional e na concepção de universidade, que
Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior (e-MEC) do Inep.
passa a ser, mais do que nunca, socialmente referenciada.
Todas as modalidades encontram suporte em sistemas de tecnologia
Também é importante ressaltar a necessidade da continuidade nas
que favorecem a organização didática e as rotinas administrativo-
ações de extensão. Uma questão recorrente das comunidades,
movimentos
sociais
e
instituições
onde
as
atividades
pedagógicas dos cursos. No caso da graduação presencial, o SIGAA -
são
Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas, também
desenvolvidas é a descontinuidade das ações extensionistas, além do
chamado de Módulo Acadêmico, agrega os diários de classe das
caráter utilitário que por vezes assumem, limitando-se à coleta de
disciplinas atribuídas aos docentes a cada semestre. Os docentes
dados, sem consequências práticas ou algum tipo de retorno acerca
interagem com o SIGAA, por exemplo, inserindo dados sobre planos de
das investigações. Neste sentido, a curricularização e a creditação da
ensino, frequência, pagelas, atas e notas.
extensão têm a potencialidade de deixar um legado social mais
sistemático, organizado e profundo, sendo as ACE mantidas ao longo
No caso da graduação a distância, os sistemas de informação são a
do percurso curricular, desenvolvidas prioritariamente em forma de
base de todo o trabalho desenvolvido. Desse modo, os AVAs constituem
projetos ao longo dos semestres.
a principal ferramenta para o gerenciamento do proce-
114
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
No exercício de sua autonomia, a Universidade poderá adotar outros
cesso ensino-aprendizagem na EAD. Na Ufal, esses ambientes
processos de seleção, simplificados ou não, para o preenchimento de
interagem com a plataforma Modular Object Oriented Distance
vagas ociosas ou em casos de convênios firmados no interesse público.
Learning (Moodle), que funciona como uma sala de aula virtual onde
Dentre outros, aqueles que dizem respeito à formação de docentes que
estão alojadas as disciplinas dos cursos – ou mesmo os cursos na
atuam na rede pública de ensino e à formação de gestores públicos. Em
íntegra. Nesse espaço virtual, alunos e docentes se encontram,
todos os casos, a igualdade de oportunidade de acesso é garantida por
planejam, estudam, interagem, trocam mensagens e materiais, em
meio de editais.
conjunto ou autonomamente. Ressalta-se a grande utilização desses
AVAs também em cursos presenciais.
b) Diretrizes Pedagógicas
Quanto à organização dos cursos de graduação, a Ufal adota o regime
Esta seção apresenta o plano para atendimento às diretrizes
pedagógicas da instituição, estabelecendo os critérios gerais para
definição de inovações consideradas significativas, especialmente
quanto à flexibilidade dos componentes curriculares; oportunidades
diferenciadas de integralização curricular; atividades práticas e
semestral, possibilitando a oferta de disciplinas em período de férias,
por exemplo, o que permite uma movimentação mais rápida dos
estudantes do fluxo individual (estudantes que estão fora do período
esperado de acordo com o seu ingresso) para o fluxo padrão
(estudantes pertencentes ao período esperado de acordo com seu
estágio; desenvolvimento de materiais pedagógicos; incorporação
de avanços tecnológicos. Cada um desses aspectos será
brevemente abordado a seguir:
ingresso). Na pós-graduação, além do regime semestral, são
permitidos também outros regimes, desde que estejam definidos nos
regimentos internos dos respectivos PPGs.
O ingresso na Ufal é efetivado por meio de processo seletivo, sendo a
Inovações significativas quanto à flexibilidade dos componentes
curriculares
prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o meio de seleção
e a plataforma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) o meio de
inscrição, respeitados os critérios de cotas em vigor. A partir da
No exercício de sua autonomia, os cursos devem incorporar a flexibilização
entrada no semestre 2019.1, a Universidade adota a sistemática de
curricular nos seus projetos pedagógicos, contemplando, para além da
bancas de validação de autodeclarações para as vagas reservadas
oferta de disciplinas eletivas, aumento ou redução de carga horária de
aos/às candidatos/as negros/as de cor parda ou preta no processo do
disciplinas ou de cursos e inclusão de atividades complementares, de modo
Sisu/Ufal, além de análise dos candidatos que se autodeclaram
a permitir maior fluidez e dinamização na vida acadêmica dos estudantes. Aí
pessoas com deficiência.
se inclui a previsão, entre os componentes curriculares, de tempo livre para
permitir ao estudante incorporar outras formas de aprendizagem e formação
social.
115
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
envolver visitas, experimentos, desenvolvimento de projetos, entre outros,
Integralização Curricular e Mobilidade Estudantil
que podem constar dos PPCs como ações sistemáticas dos cursos ou
podem ocorrer em função da autonomia didática dos docentes.
Por meio da mobilidade, os estudantes podem integralizar disciplinas
de outros cursos que façam parte ou não do elenco do seu currículo. No
caso de não fazerem parte do currículo obrigatório, os estudantes
Desenvolvimento de materiais pedagógicos
aproveitam as disciplinas como atividades complementares, que são
necessárias à integralização. Esse processo, amparado pela Resolução
nº
122/2025-CONSUNI/UFAL,
é
possibilitado
por
matrícula
A Universidade tem experimentado, desde 1998, com a criação dos cursos
em
semipresenciais em Pedagogia que foram ofertados pelo Centro de
disciplinas com vagas remanescentes em outros cursos, o que também
Educação, a produção de materiais de apoio pedagógico para os
contribui com a redução de suas vagas ociosas nos cursos da
estudantes. Em 2006 a Ufal ampliou a sua atuação por meio da adesão ao
instituição. Nesse sentido, a abreviação de curso é outro mecanismo
projeto piloto de Administração, modalidade a distância, precursor do
que gera oportunidades diferenciadas de integralização curricular. Ela é
regulamentada pela Resolução nº
Programa da Universidade Aberta do Brasil. Em 2009, a Ufal consolidou a
122/2025-CONSUNI/UFAL, que
sua atuação na UAB com a oferta de cursos para formação inicial e
estabelece normas para abreviar a duração de cursos de graduação
continuada de docentes da rede pública.
para estudantes que apresentam um aproveitamento extraordinário. A
mobilidade estudantil interinstitucional nacional e internacional ocorre na
Incorporação de avanços tecnológicos
Ufal por intermédio de convênios entre as Ifes ou com o Programa
Andifes, bem como a partir da adesão a programas específicos,
coordenados
pela
Assessoria
Internacional
(ASI),
que
A implantação de plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da
organiza
Ufal para o uso das ferramentas da Tecnologia da Informação e da
programas, redes e convênios com outras universidades internacionais.
Comunicação (TIC) têm sido pontos estruturantes para a transformação das
aulas tradicionais, levando a Universidade para um novo patamar de
Atividades práticas e estágio
interação. Para essa consolidação, a Universidade tem atuado a partir de
ações
básicas
preponderantes:
a)
substituição
dos
seus
sistemas
O estágio é atividade inerente à formação no ensino superior,
informatizados acadêmicos e administrativos; b) reestruturação da rede
constituindo parte integrante dos PPCs, que devem observar o que
lógica, em especial o aumento de velocidade e o alcance da rede,
preconiza a Lei n° 11.788/2008 e o que institui a Resolução nº
permitindo salas de aula com uma perspectiva mais eletrônica; c)
71/2006/CONSUNI/UFAL. As atividades práticas, por sua vez, podem
necessidade
de
atualização
demandados pela sociedade.
116
dos
desenvolvimentos
tecnológicos
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e orientados por regulamentação
da Resolução nº 1/2018-CNE/CES, que “estabelece diretrizes e normas
para a oferta dos cursos de pós-graduação lato sensu denominados
cursos de especialização, no âmbito do Sistema Federal de Educação
Superior, conforme prevê o Art. 39, § 3º, da Lei nº 9.394/1996”7. A Ufal
está reformulando a resolução institucional que trata do tema para
adequação às diretrizes do documento do Conselho Nacional de
Educação (CNE) e posterior apreciação e aprovação pelo Consuni. Os
cursos stricto sensu fazem parte dos PPGs, podendo ser ofertados nos
níveis de mestrado (acadêmico ou profissional) e doutorado, ou apenas de
mestrado ou doutorado.
Atividades de extensão
A organização da extensão, do ponto de vista institucional, se dá a
partir do disposto na Resolução n° 65/2014-CONSUNI/UFAL e nº
4/2018-CONSUNI/UFAL, que dispõem sobre as diretrizes da extensão na
Ufal, assim como na organização proposta pelo Forproex, por meio da
Política Nacional de Extensão Universitária, na qual se baseia a
resolução da Ufal. Desta forma, além das diretrizes já apresentadas na
apresentação deste texto e na parte do PPI que trata da extensão, esta
prática se organiza na Ufal em oito áreas temáticas definidas
Esses cursos são vinculados às unidades acadêmicas e ofertados
mediante prévia aprovação da Capes e normatizados pelo Regulamento
Geral dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da Ufal, aprovado
pela Resolução nº 50/2014-CONSUNI/UFAL. Cada programa de pósgraduação da Ufal possui seu regimento interno aprovado pelo Conselho
Universitário, sendo atualizado, reformulado e adaptado às normas postas
no Regulamento Geral. Conforme o art. 7° do referido documento, os
Programas de Pós-Graduação stricto sensu têm por finalidade: I proporcionar o aprimoramento em diferentes áreas do saber, visando a
oferecer ao discente elevado padrão técnico, científico e profissional; II desenvolver, no âmbito da Ufal, um ambiente de incentivo à produção de
conhecimento, através da pesquisa, do ensino e da extensão; III - formar
recursos humanos que atendam às exigências de qualificação e expansão
do ensino superior, da profissionalização e da pesquisa. O corpo docente
dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu é constituído,
preferencialmente, por docentes da Ufal e professores e pesquisadores de
outras instituições de ensino e pesquisa nacionais ou internacionais,
conforme recomendações do regimento interno de cada programa e dos
documentos de área em vigor na Capes (Art. 19 da Regulamentação Geral
dos PPGs da Ufal).
nacionalmente, a saber: Comunicação; Cultura; Direitos Humanos e
Justiça; Educação; Meio Ambiente; Saúde; Tecnologia e Produção e, por
fim, Trabalho. Todas as ações de extensão devem ser classificadas em
uma das áreas temáticas, considerando seu foco principal, de forma a
favorecer a organização e sistematização de estudos, relatórios e
políticas de extensão.
Outro aspecto importante da organização das ações é o tipo de ação
que pode ser realizada: eventos, cursos de extensão, projetos, produtos
e programas. As definições destes elementos se encontram na
Resolução n° 65/2014-CONSUNI/UFAL e nº 4/2018-CONSUNI/UFAL,.
Quando inseridos nos PPCs, as ações de extensão são denominadas de
Ações Curriculares de Extensão (ACE). Cada curso deve apresentar no
mínimo um programa e dois projetos de extensão para torná-los
componentes curriculares obrigatórios da formação profissional do
curso.
c) Pós-graduação
O ensino da pós-graduação é realizado em dois níveis: lato sensu e
stricto sensu. Os cursos lato sensu ofertados periodicamente à
comunidade pelas UAs têm seus projetos apreciados pela Pró117
PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
O prazo máximo para a permanência dos discentes nos cursos de
pós-graduação stricto sensu é de 36 (trinta e seis) meses para o
mestrado e de 60 (sessenta) meses para o doutorado. As ações dos
PPGs são executadas em consonância com o respectivo PPC, que
responde às exigências das áreas específicas, observando os critérios
de qualidade conforme os pontos destacados no processo de
avaliação da Capes, a saber:
O programa, que deve tratar das áreas de concentração, linhas
de pesquisa, projetos em andamento e estrutura curricular,
infraestrutura
disponível,
em
relação
aos
objetivos
do
programa.
O programa, que deve tratar das áreas de concentração, linhas
de pesquisa, projetos em andamento e estrutura curricular,
infraestrutura
disponível,
em
relação
aos
objetivos
do
programa.
A formação, considerando a qualidade e adequação das teses,
dissertações em relação às áreas de concentração e linhas de
pesquisa do programa. A produção intelectual de discentes e
egressos.
O impacto na sociedade, que demonstre o caráter inovador da
produção intelectual do programa; o impacto econômico, social
e cultural do programa; a Internacionalização e a visibilidade do
programa.
118
8. AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO
INSTITUCIONAL
desempenho dos estudantes. Os resultados desses processos, subsidiam a
8. AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO
INSTITUCIONAL
regulação, o credenciamento e o reconhecimento de cursos. A Comissão
Nacional de Avaliação da Educação Superior (Inep) é responsável por sua
execução. O Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), orientado pela
CAPES, define as diretrizes, estratégias e metas para a pós-graduação no
O aprimoramento contínuo de uma instituição complexa como uma
Brasil.
universidade pública é um exercício de reflexão constante e adesão às
responsabilidades. A Ufal tem buscado fortalecer seus processos
8.1 ESTRUTURA DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
avaliativos ao longo dos anos, consolidando uma articulação institucional
que oferece um panorama consistente da qualidade de seus cursos e da
instituição como um todo. Compreender os resultados alcançados na
A estrutura de funcionamento da Avaliação Institucional na Ufal conta com
avaliação institucional permite orientar nossas ações de curto, médio e
instâncias
longo prazos para o aperfeiçoamento contínuo.
administrativo e garantir a perenidade das ações de avaliação. São elas:
que
atuam
de
forma
complementar
para
dar
suporte
O PDI Ufal 2026-2032 reafirma o entendimento da autoavaliação como
estratégia essencial para o acompanhamento permanente das atividades
Comissão Própria de Avaliação (CPA): Elabora a proposta de
da Universidade, em consonância com seus objetivos e sua função
autoavaliação junto à comunidade acadêmica e coordena o
social. O objetivo central é assegurar a melhoria da qualidade da
processo de aplicação dos instrumentos de auto-avaliação em
educação superior, fortalecendo a eficácia institucional e a efetividade
conformidade com o SINAES.
acadêmica e social.
Comissões de Avaliação e Acompanhamento (CAAs): Presentes
nas Unidades Acadêmicas e campi, atuam de forma articulada
A avaliação institucional na Ufal aprofunda os compromissos e as
com a CPA.
responsabilidades sociais da Universidade, valorizando sua missão
Coordenadoria de Planejamento, Avaliação e Informação (CPAI):
pública, promovendo princípios democráticos, o respeito à diferença e à
Vinculada à Pró-Reitoria de Gestão Institucional (PROGINST),
diversidade, e afirmando a autonomia e a identidade institucional. O
realiza o monitoramento de indicadores definidos no Plano de
grande desafio é consolidar a cultura de avaliação como um processo
Desenvolvimento Institucional (PDI) e auxilia a elaboração dos
eficiente e eficaz, que assegure maior qualidade ao ensino, à pesquisa, à
Plano de Desenvolvimento das Unidades (PDU’s), bem como os
extensão e à gestão universitária.
planos de ações anuais.
Coordenadoria de Desenvolvimento do Pedagógico (CDP):
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) é o
Vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), executa o
marco referencial que estrutura a avaliação dos cursos de graduação em
acompanhamento dos indicadores de qualidade, tanto no âmbito
três eixos principais: avaliação das instituições, dos cursos e do
do desempenho dos estudantes (permanência, evasão, retenção).
120
AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO INSTITUCIONAL
Procuradoria
Institucional
Educacional
vinculada
Pró-Reitoria
de
à
(PEI):
Graduação,
8.2 MÉTODO E INSTRUMENTO DA CPA
Também
realiza
o
A CPA coordena o processo de autoavaliação semestralmente, com o
gerenciamento das avaliações de cursos, recredenciamento
apoio das CAAs. São aplicados instrumentos de avaliação junto a discentes,
institucional e Censo Universitário.
Coordenadoria
Pesquisa
e
de
Pós-Graduação
Pós-Graduação
(CPG):
(PROPEP),
Vinculada
à
desempenha
à
docentes e técnicos-administrativos. Perspectiva Discente: Avalia as
disciplinas, o desempenho dos docentes, a infraestrutura das disciplinas e a
instituição (gestão e infraestrutura geral).
mediação das avaliações dos cursos de Pós-Graduação, junto
a CAPES.
Perspectiva Docente e Técnico-Administrativa: Avalia a instituição quanto à
gestão acadêmica, administrativa e infraestrutura geral.
A autoavaliação na Ufal é orientada pelos eixos avaliativos
estabelecidos pelo Inep e pelo CAPES:
O processo de trabalho da CPA envolve um ciclo contínuo de
planejamento, sensibilização da comunidade, aplicação de instrumentos,
análise de dados e divulgação de resultados. Os relatórios de autoavaliação
Infográfico 15: Eixos da avaliação institucional do INEP
são publicados no site da Ufal para consulta pública, de forma agregada e
desagregada.
Infográfico 16: Funções da CPA e CAA
CPA
+
Fonte: Elaboração própria, 2026
A CPA foca na execução
e gestão do sistema de
autoavaliação.
RELAÇÃO
COLABORATIVA
CAA
=
A CAA atua de forma
analítica e propositiva,
participando dos fóruns
de debate.
A relação entre as duas
é colaborativa,
trabalhando juntas para
melhorar a avaliação.
Fonte: Elaboração própria, 2026
121
9. PERSPECTIVA DE EXPANSÃO NA
GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
9.
PERSPECTIVA DE EXPANSÃO NA
GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
Tabela 10: Cursos a serem ofertados pelo Campus de Engenharias e de Ciências Agrárias
para a região do Tabuleiro Sul
Curso
Modalidade
Turno
Vagas
Ofertadas
Agroindústria
Bacharelado
Integral
50
Agroindústria
Tecnológico
Integral
50
Agrícola
Bacharelado
Integral
50
Ciências
Biológicas
Licenciatura
Integral
50
Ciências de Dados
Bacharelado
Integral
50
Ciências de Dados
Tecnológico
Integral
50
Energias
Renováveis
Bacharelado
Integral
50
Energias
Renováveis
Tecnológico
Integral
50
Física
Licenciatura
Integral
50
Matemática
Licenciatura
Integral
50
Química
Licenciatura
Integral
50
A criação do novo Campus Tabuleiro do Sul, com sede em Teotônio
Vilela, representa um passo estratégico no processo de interiorização do
ensino superior em Alagoas. A iniciativa responde às necessidades
educacionais da região, ampliando a presença acadêmica em territórios
com grande potencial de desenvolvimento e reforçando o compromisso
com a formação integral da juventude alagoana.
A implantação dessa unidade acadêmica trará impactos significativos
para o Tabuleiro do Sul e municípios vizinhos. Além de expandir
oportunidades de acesso ao ensino superior, a iniciativa estimula a
economia local e fortalece redes de inovação, pesquisa e extensão,
contribuindo diretamente para a dinamização social e produtiva da
região.
No campo educacional, o novo campus permite ampliar a oferta de
cursos superiores alinhados às demandas contemporâneas e às
vocações territoriais. A estrutura acadêmica planejada favorece práticas
formativas integradas incentivando a produção científica, o uso de
tecnologias educacionais e a aproximação com realidades comunitárias.
,
A perspectiva de novos cursos também se estende ao Campus do
Sertão, em Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema, consolidando um
ciclo de crescimento que valoriza a diversidade territorial do estado. Essa
expansão fortalece a rede de formação superior no agreste e sertão,
garantindo acesso mais equitativo ao conhecimento e ampliando as
possibilidades de desenvolvimento humano e regional.
Fonte: Gabinete da reitoria
123
PERSPECTIVA DE EXPANSÃO NA GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
Tabela 11: Projeção de novos cursos para o Campus do Sertão
Cursos
Vagas
Município
Arqueologia
50
Delmiro Gouveia
Ciência da Computação
40
Santana do Ipanema
Educação do Campo
(Licenciatura)
50
Delmiro Gouveia
Educação Física
50
Delmiro Gouveia
Educação Quilombola
(Licenciatura)
50
Delmiro Gouveia
Enfermagem
60
Delmiro Gouveia
Física Licenciatura
50
Delmiro Gouveia
Fonoaudiologia
50
Delmiro Gouveia
Licenciatura Indígena
50
Delmiro Gouveia
Matemática (Licenciatura)
50
Delmiro Gouveia
Medicina
60
Delmiro Gouveia
Nutrição
40
Santana do Ipanema
Odontologia
30
Santana do Ipanema
Sistemas de Informação
40
Santana do Ipanema
Terapia Ocupacional
50
Delmiro Gouveia
Fonte: Gabinete da reitoria
124
10. PLANOS E POLÍTICAS
INSTITUCIONAIS
10. PLANOS E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
O Plano de Desenvolvimento de Pessoas (PDP), instituído pelo Decreto
10.1 PLANO DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS
9.991/2019 e atualizado pelo Decreto 10.506/2020, visa promover o
aprimoramento das competências necessárias para a atuação eficiente dos
O PDP UFAL foi elaborado com base nas diretrizes da Política Nacional
servidores
de Desenvolvimento de Pessoas (PNDP), com a participação dos
desenvolvimento, público-alvo das ações, as ações previstas com carga
servidores e chefias nas etapas de identificação e priorização das
horária estimada e o custo das ações.
públicos.
O
plano
deve
incluir:
as
necessidades
de
necessidades de desenvolvimento. O processo seguiu as seguintes
etapas:
Esse plano visa garantir o desenvolvimento contínuo dos servidores e a
eficiência na utilização de recursos no âmbito público.
Infográfico 17: Processo de elaboração do PDP UFAL
Reunião nas
unidades para
identificação das
necessidades;
Escolha de um
servidor para inserir
as necessidades no
SIPEC;
10.2 PLANO DIRETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
E COMUNICAÇÃO
O PDTIC da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é um instrumento de
gestão que orienta o uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
na instituição, em alinhamento ao Plano de Desenvolvimento Institucional
Análise e validação
pela chefia de cada
unidade.
(PDI). O PDTIC define prioridades, metas e ações estratégicas para
assegurar que a TIC contribua para o alcance dos objetivos acadêmicos,
administrativos e sociais da universidade. Entre seus elementos centrais
estão:
Fonte: Elaboração própria (2026)
O objetivo do plano é promover o desenvolvimento das competências
dos servidores públicos para garantir a excelência na atuação das
entidades da administração pública federal.
126
PLANOS E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
Infográfico 18: Elementos centrais da TIC
Documento construído coletivamente e que vai nortear as ações de
comunicação institucional, independente de quem esteja à frente da gestão
Missão da TIC: prover soluções tecnológicas que
possibilitem o alcance dos objetivos institucionais
Visão: ser eficaz e eficiente no fornecimento de
soluções alinhadas ao PDI
Valores: efetividade, transparência, excelência,
colaboração, ética, inovação e segurança.
da Ufal e da própria Ascom, considerando princípios como, por exemplo,
impessoalidade,
interesse
público,
transparência,
sustentabilidade,
acessibilidade, uniformidade e unidade de discurso organizacional, e
principalmente, o combate à desinformação.
A partir de agora a Ufal vai regulamentar muito do que já está
desenvolvendo, mas agora com diretrizes, estratégias e ações que orientam
Fonte: Elaboração própria (2026)
a instituição sobre sua relação com seus públicos
Em sua conclusão, o PDTIC reforça que a integração entre estratégia
O trabalho contou com contribuições de docentes, servidores técnicos e
institucional e TIC é essencial para a modernização da Ufal. O sucesso
estudantes, que destacaram a importância da política para fortalecer uma
do plano depende de seu monitoramento contínuo, da mitigação de
comunicação mais coesa, acessível, respeitosa e representativa na Ufal.
riscos e do alinhamento permanente às metas do PDI.
O documento descreve vários objetivos principais, incluindo: promover o
diálogo entre a Universidade e seus diversos stakeholders [públicos de
10.3 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO
interesse]; disseminar informações científicas para um público mais amplo e
não especializado; aumentar a visibilidade das atividades da Universidade
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aprovou, por meio da
em ensino, pesquisa, extensão, cultura e gestão; construir legitimidade
resolução 55/2026 do Conselho Universitário (Consuni), sua Política de
institucional na comunidade e profissionalizar as atividades de comunicação
Comunicação
da Ufal.
Institucional.
Gestão,
transparência,
participação
e
compromisso público legitimam o documento aprovado.
A Política de Comunicação é guiada pelos seguintes princípios-chave:
A Política de Comunicação contribuirá para padronizar a divulgação
impessoalidade,
institucional e tornar mais eficientes os fluxos de informação. Sua
responsabilidade ética e social, qualidade e profissionalismo, credibilidade,
finalidade é reduzir ruídos na comunicação, assegurar respostas mais
diversidade e inclusão, proatividade, sustentabilidade, acessibilidade e
ágeis e adequadas à sociedade e à comunidade universitária, e, assim,
comunicação unificada.
minimizar possíveis impactos negativos sobre a imagem da instituição.
127
visão
estratégica,
interesse
público,
transparência,
PLANOS E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
10.5 PLANO DE LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL
A Assessoria de Comunicação é o órgão responsável pela gestão de
comunicação da Ufal, supervisionando o uso dos canais oficiais, como o
site institucional, as plataformas de mídia social, e a Rádio Ufal, além das
listas de e-mail, boletins informativos e painéis externos.
O Plano de Logística Sustentável (PLS) da Ufal é um instrumento de gestão,
visando racionalizar recursos, reduzir impactos ambientais e promover
A Política ainda estabelece um Conselho Curador de Comunicação
para fornecer orientação e supervisão nas atividades. O documento
práticas sustentáveis. Estruturado em sete etapas cíclicas, ele se baseia em
eixos temáticos com metas e ações definidas:
reforça a impessoalidade na comunicação institucional, garantindo
Quadro 5: Síntese do PLS
unidade na imagem da Ufal e o uso correto da marca oficial. A proposta
aprovada também prevê ampla divulgação da resolução e de suas
normas, para que todos conheçam e cumpram suas diretrizes.
Eixo Temático
Objetivo Principal
Metas
Material de
Consumo
Reduzir o consumo de
materiais (papel, copos
descartáveis e toners).
Reduzir em até 6% o
consumo de copos e
em 5% o de papel e
toners.
Energia Elétrica
Promover o uso racional
de energia elétrica.
Reduzir em 10% o
consumo de energia
por área construída.
Água e Esgoto
Retomar a autonomia
hídrica e o sistema de
tratamento no CACS.
Recuperar e colocar
em operação o
sistema próprio de
abastecimento e
tratamento.
Coleta Seletiva
Implementar a gestão de
resíduos sólidos
orgânicos.
Quantificar 100% dos
resíduos orgânicos
gerados nas unidades.
Compras/
Contratações
Inserir critérios de
sustentabilidade na
contratação de serviços.
Revisar 100% dos
instrumentos
contratuais vigentes.
10.4 POLÍTICA DE ACESSIBILIDADE E DE
ATENDIMENTO DIFERENCIADO A PESSOAS COM
NECESSIDADES ESPECÍFICAS
O NAC (Núcleo de Acessibilidade) visa ao desenvolvimento de políticas
de
inclusão
de
pessoas
neurodesenvolvimento
e
altas
com
deficiência,
transtornos
habilidades/superdotação
na
do
vida
acadêmica, na perspectiva de promover a remoção de barreiras físicas,
pedagógicas, atitudinais, comunicacionais e digitais, proporcionando
cuidado e qualidade de vida na trajetória acadêmica dos/as nossos/as
discentes.
128
PLANOS E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
nizacionais, consolidar relatórios gerenciais para o Comitê de Governança,
Eixo Temático
Objetivo Principal
Metas
Transporte e Frota
Reduzir custos
operacionais com
manutenção e
combustível.
Realizar análise
comparativa entre o
uso de frota própria
e o sistema TáxiGov.
Aperfeiçoar a gestão
da arborização.
Inventariar a
vegetação existente
e aumentar a
diversidade de
espécies em 5%.
Promover a
conscientização crítica
sobre o meio
ambiente.
Implementar ações
formativas
direcionadas a
escolas e
comunidades.
Áreas Verdes
Educação
Ambiental
sugerir capacitações, medir o desempenho da gestão e coordenar a
implantação da Política de Gestão de Riscos (PGRiscos).
A comissão também promove a disseminação de boas práticas sobre o
tema. Atualmente, é composta por representantes do NTI, PROGINST,
Gabinete do Reitor e Proinfra.
10.7 PLANO DE INTEGRIDADE
O Plano de Integridade 2023-2025 tem como objetivo promover a
prevenção, a detecção e o tratamento de riscos relacionados à ética, à
transparência, à corrupção e à governança institucional. Alinhado ao PDI
2019-2023 e ao Programa de Integridade da CGU, o documento estabelece
Alinha a Ufal com os ODS. Sua consolidação futura, no entanto, dependerá da criação de
uma Política Ambiental amplamente discutida. O PLS (Plano de Logística Sustentável)
pode ser consultado através das Portarias nº 674/GR/2020 e nº 19/PROINFRA/2020, e
sua aplicação segue a Instrução Normativa nº 10/2012 e o Decreto nº 7.746/2012.
medidas para fortalecer os mecanismos de controle interno, auditoria, ética,
ouvidoria e corregedoria.
O plano é conduzido pelo Comitê de Governança, Gestão de Riscos e
Controles Internos (CGRCI) e pela Unidade de Gestão de Integridade (UGI),
10.6 POLÍTICA PARA GESTÃO DE RISCOS
visando
consolidar
uma
cultura
organizacional
responsabilidade e prestação de contas.
A Comissão de Gestão de Riscos atua como instância permanente de
supervisão e assessoria em governança de riscos e controles internos.
Suas principais responsabilidades incluem propor e revisar o Plano de
Gestão de Riscos, acompanhar a evolução dos níveis de risco e a
eficácia dos controles, apoiar a identificação e análise de riscos orga-
129
pautada
na
ética,
PLANOS E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
Nesse contexto, a Política Ambiental da Ufal estabelece fundamentos que
10.8 PLANO ANUAL DE ATIVIDADES DE AUDITORIA
norteiam a gestão institucional, destacando a necessidade de integrar
práticas sustentáveis ao ensino, à pesquisa, à extensão e à gestão
(PAINT)
administrativa. Ao enfatizar princípios como sustentabilidade, justiça
O PAINT define o planejamento das ações da Auditoria Geral, em
socioambiental e resiliência, a política contribui para a formação cidadã e
conformidade com a Instrução Normativa CGU nº 05/2021. Seu objetivo é
para o fortalecimento do papel da universidade como agente indutor de
fortalecer a gestão, racionalizar controles e agregar valor à instituição por
desenvolvimento sustentável, promovendo ações contínuas de preservação
meio de atividades de auditoria interna e consultoria.
ambiental, uso racional de recursos e conscientização da comunidade
acadêmica.
10.9 POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS
10.11 PLANO INSTITUCIONAL DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFAL
As políticas afirmativas da ufal tem o objetivo de fortalecer o
compromisso da universidade com a inclusão e a igualdade, garantindo
A Resolução nº 124/2025-CONSUNI da Universidade Federal de Alagoas
representatividade de grupos historicamente excluídos, como negros,
institui o Plano Institucional de Internacionalização como instrumento
indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, por meio de cotas,
estratégico voltado à inserção da universidade em redes acadêmicas globais
ações de permanência, formação antidiscriminatória e valorização da
e ao fortalecimento de sua atuação no cenário internacional. A normativa
diversidade em todos os níveis do ensino e da gestão institucional.
está alinhada às diretrizes nacionais, como o Plano Nacional de Educação e
o Plano Nacional de Pós-Graduação, além de dialogar com programas como
o CAPES Global, evidenciando a internacionalização como eixo estruturante
10.10 POLÍTICA AMBIENTAL DA UFAL
do
A Universidade Federal de Alagoas instituiu, por meio da Resolução nº
Nesse contexto, o plano estabelece objetivos, processos e diretrizes que
das
atividades
perspectiva internacional, a política contribui para a formação de estudantes
visam garantir um ambiente ecologicamente equilibrado, articulando
econômicas,
qualificação
linguísticas institucionais. Ao integrar ensino, pesquisa e extensão em uma
com a sociedade. Essa política orienta a implementação de ações que
e
da
mobilidade acadêmica, a cooperação científica e a promoção de políticas
desenvolvimento sustentável no âmbito institucional e em sua relação
sociais
e
orientam a ampliação de parcerias com instituições estrangeiras, a
estruturado de princípios e diretrizes voltados à promoção do
ambientais,
institucional
acadêmicas.
136/2025-CONSUNI, a sua Política Ambiental como um conjunto
dimensões
desenvolvimento
e
reforçando
e pesquisadores em ambientes multiculturais, fortalecendo a produção de
o
conhecimento e consolidando o papel da universidade como agente de
compromisso da universidade com a responsabilidade socioambiental e
inovação e integração global.
a sustentabilidade.
130
PLANOS E POLÍTICAS INSTITUCIONAIS
10.12 POLÍTICA CULTURAL
A Resolução nº 44/2023 do Conselho Superior Universitário da
Universidade Federal de Alagoas institui a Política Cultural institucional
como um instrumento estruturante voltado à organização, valorização e
promoção das ações culturais no âmbito da universidade. A política é
concebida como um conjunto articulado de princípios, diretrizes e
objetivos que orientam, de forma contínua e sistemática, a atuação
institucional na área cultural, reconhecendo a cultura como dimensão
essencial da formação acadêmica e do desenvolvimento social.
Nesse sentido, a Política Cultural estabelece bases para integrar a
cultura às atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão,
promovendo a diversidade cultural, o respeito às identidades e o acesso
democrático às manifestações culturais. Ao alinhar-se às legislações
nacionais e às diretrizes institucionais, a política fortalece o papel da
universidade como agente de produção, difusão e preservação cultural,
contribuindo para a formação cidadã e para o fortalecimento das
relações entre a universidade e a sociedade.
131
FINALIZAÇÃO DE TEXTO: COMISSÃO DE SISTEMATIZAÇÃO
SUPERVISÃO E REVISÃO: COMISSÃO CENTRAL
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: MIRELLY OLIVEIRA
www.ufal.br