Plano de Auto Avaliação Institucional - CPA

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                    Universidade Federal de Alagoas
Comissão Própria de Avaliação
Avaliação e Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional

PLANO DE AVALIAÇÃO E
ACOMPANHAMENTO DO
DESENVOLVIMENTO
INSTITUCIONAL - CPA

Maceió/Al
Junho/2019

Universidade Federal de Alagoas
Comissão Própria de Avaliação
Avaliação e Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional

CORPO DIRIGENTE

Maria Valéria Costa Correia
REITORA
José Vieira da Cruz
VICE REITOR
Flávio José Domingos
PRÓ-REITOR DE GESTÃO INSTITUCIONAL
Sandra Regina Paz da Silva
PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO
Alejandro Cesar Frery Orgambide
PRÓ-REITOR DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
Carolina Gonçalves de Abreu
PRÓ-REITORA DE GESTÃO DE PESSOAS E DO TRABALHO
Silvana Márcia de Andrade Medeiros
PRÓ-REITORA ESTUDANTIL
Joelma de Oliveira Albuquerque
PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO
Diogo Carlos Henrique
SUPERINTENDENTE DE INFRAESTRUTURA
Fabrício de Medeiros Cabral Lima
PROCURADOR GERAL
Aruã Silva de Lima
Chefe de Gabinete

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Corpo da CPA
REPRESENTANTES DOCENTES DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL:
Tiago Leandro da Cruz Neto (Titular)
Jusciney Carvalho Santana (Suplente)
REPRESENTANTES DOCENTES CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS:
Maria Dolores Fortes Alves (Titular)
Maria Aparecida Viana (Suplente)
REPRESENTANTES DOCENTES CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS:
César Peixoto da Rocha (Titular)
Luís Tarcísio Gomes Martins (Suplente)
REPRESENTANTES DOCENTES CIÊNCIAS DA SAÚDE:
Luiz Carlos Oliveira dos Santos (Titular)
Maria José Lorena de Menezes (Suplente)
REPRESENTANTES DOCENTES CAMPUS ARAPIRACA:
Alexandre Ricardo de Oliveira (Titular)
Diogenes Meneses dos Santos (Suplente)
REPRESENTANTES DOCENTES CAMPUS SERTÃO:
Lucas Gama Lima (Titular)
Carlos Eduardo Muller (Suplente)
REPRESENTANTES TÉCNICOS CAMPUS AC SIMÕES:
Márcia Valéria Oliveira Gonçalves (Titular)
Jean Luiz Davino dos Santos (Suplente)
REPRESENTANTES TÉCNICOS CAMPUS ARAPIRACA:
Cledja Santos de Almeida (Titular)
2

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Marcius Antônio de Oliveira (Suplente)
REPRESENTANTES TÉCNICOS CAMPUS SERTÃO:
Adeilton Jorge Sobrinho (Titular)
Vinnicyus Philyppe Gracindo (Suplente)
REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL:
Fórum Permanente de Educação de Alagoas – FEPEAL
Juliano Matias de Brito (Titular)
Marly do Socorro Peixoto Vidinha (Suplente)
Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas -SINTEAL
Girlene Lázaro da Silva (Titular)
Josefa da Conceição (Suplente)
REPRESENTANTES ESTUDANTIS:
Wedja Marques da Silva (Ciências Sociais-Bacharelado) –Titular
Erisvaldo Félix de farias Júnior (Psicologia-A.C. Simões) – Suplente
Clayton Nilo Cavalcanti (Geografia-Licenciatura – A.C. Simões) - Titular
Clayton dos Santos Silva (Agronomia-CECA) – Suplente
Gabriel Nascimento Santos (História –Licenciatura- A.C. Simões) – Titular
Amanda Balbino da Silva (Ciências Sociais- Bacharelado) – Suplente
Felipe Costa Oliveira (Administração -A. C. Simões) – Titular
Rosetânia Lopes Pereira (Serviço Social – A. C. Simões) - Suplente

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LISTA DE QUADROS
Quadro 1

– Ações do plano de autoavaliação da CPA – PDI UFAL 2019-2023

.................................................................................................................................................. 17

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ASCOM
CAA
CAA
CAPES
CECA
CONAES
CONSUNI
CPA
CPAI
CPC
EAD
ENADE
GR
HUPAA
IES
IFES
IGC
INEP
MEC
NDE
PPG
PPG
PROEX
PROGINST
PROPEP
RU
RUA
SINAES
SISU
SNPG
UA
UFAL

Assessoria de Comunicação
Coordenação de Ações Acadêmicas
Comissão de Autoavaliação
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior
Centro de Ciências Agrárias
Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior
Conselho Universitário
Comissão Própria de Avaliação
Coordenação de Planejamento, Avaliação e Informação
Conceito Preliminar de Curso
Educação a Distância
Exame Nacional de Desempenho de Estudantes
Gabinete do Reitor
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Instituições de Ensino Superior
Instituições Federais de Ensino Superior
Índice Geral de Cursos
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
Ministério da Educação
Núcleo Docente Estruturante
Programa de Pós-Graduação
Projeto Pedagógico Global
Pró-Reitoria de Extensão
Pró-Reitoria de Gestão Institucional
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Restaurante Universitário
Residência Universitária Alagoana
Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior
Sistema de Seleção Unificada
Sistema Nacional de Pós-Graduação
Unidade Acadêmica
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Sumário
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 7
1 AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL ..................... 8
1.1. O plano de autoavaliação da Ufal ................................................................................. 12
1.2 Desafios para consecução das ações da CPA/Ufal ......................................................... 18

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INTRODUÇÃO
Este documento refere-se ao Plano de Avaliação e Acompanhamento do
Desenvolvimento Institucional da Comissão Própria de Avaliação (CPA). Consta na seção 15
do PDI UFAL (2019 – 2023)1, aprovado pelo CONSUNI em junho de 2019 através da
Resolução Nº 34/2019 de 25/06/2019.

1

Ver em https://pdi.ufal.br/
7

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1 AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO
INSTITUCIONAL
Os processos de avaliação e acompanhamento do desenvolvimento institucional são
encaminhados pela CPA, em articulação com outros setores da Universidade, dentre eles a
CPAI, ligada à Proginst, e as CAA das UAs e dos campi, por sua vez vinculadas à CPA2.
Avalia-se uma instituição educacional para compreender seu grau de inclusão, de
democratização, de transparência das suas ações, de cumprimento de seus propósitos. No caso
do ensino superior, é preciso considerar, ainda, o marco regulatório definido para o
funcionamento das IES, em geral, e das IFES, em particular.
Assim, o processo de autoavaliação institucional deve ser realizado em consonância
com o Plano de Desenvolvimento Institucional, envolvendo todos os atores que atuam na
instituição, fazendo uso dos resultados das avaliações externas e de dados e informações
coletadas e organizadas a partir dos documentos oficiais. Tal processo, que deve ser
periodicamente consolidado em relatórios de autoavaliação institucional, tem como máxima
fomentar a cultura da avaliação e subsidiar ações de melhoria frente às fragilidades identificadas
por docentes, estudantes, técnicos administrativos, representantes da sociedade civil e os
egressos. São fundamentais para o processo de avaliação as estratégias de monitoramento,
controle e revisão do CPI, tratadas na próxima seção deste PDI 2019-2023.
De acordo com essas premissas, a presente seção apresenta o plano de avaliação e
acompanhamento do desenvolvimento institucional da Ufal, tendo em vista: 1) o pleno
atendimento aos pressupostos amparados pela Lei n° 10.861/2004 , que institui o Sinaes, e a
atenção a diferentes orientações do Inep para elaboração de roteiros de autoavaliação
institucional; 2) o planejamento anterior da Comissão Própria de Avaliação da Ufal (CPA/Ufal),
disposto no Plano de Desenvolvimento Institucional (2013-2017), com prorrogação validada
pela Resolução do Consuni n° 1/2019, e 3) o planejamento da CPA/Ufal, concebido nesse novo
quinquênio (2019-2023).
No caso da Lei do Sinaes, cabe o destaque inicial de que o referido sistema está
configurado em três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do
desempenho dos estudantes. Desse modo, o Sinaes avalia aspectos que giram em torno desses

2

Informações sobre a CPA estão disponíveis em < https://ufal.br/cpa >.

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componentes, considerando o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o
desempenho dos estudantes, a gestão da instituição, o corpo docente e as instalações.
Os resultados dessas avaliações subsidiam os processos de regulação, seja nos atos
autorizativos, responsáveis pelo credenciamento das instituições, ou nos atos regulatórios, que
são voltados para o recredenciamento e a renovação de reconhecimento de cursos.
Os processos avaliativos constitutivos do Sinaes são coordenados e supervisionados
pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) e a operacionalização
dos mesmos é responsabilidade do Inep.
Como órgão colegiado de coordenação e supervisão do Sinaes, a Conaes possui
atribuições definidas nos incisos do art. 6° da Lei n° 10.861/2004, conforme descritas a seguir:

I- propor e avaliar as dinâmicas, procedimentos e mecanismos da
avaliação institucional, de cursos e de desempenho dos estudantes;
II- estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões
de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e encaminhar
recomendações às instâncias competentes;
III- formular propostas para o desenvolvimento das instituições de
educação superior, com base nas análises e recomendações produzidas
nos processos de avaliação;
IV- articular-se com os sistemas estaduais de ensino, visando a
estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da
educação superior;
V- submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da
Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes ENADE;
VI- elaborar o seu regimento, a ser aprovado em ato do Ministro de
Estado da Educação;
VII- realizar reuniões ordinárias mensais e extraordinárias, sempre que
convocadas pelo Ministro de Estado da Educação3.

3

Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.861.htm >.

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A atuação da Conaes, dada a sua articulação com as diversas instâncias que compõem
o Sinaes, ao longo dos anos, vem garantindo tornar as avaliações internas e externas mais
estruturadas, colaborando para a construção da autonomia das instituições de ensino superior.
Nesse sentido, as dimensões avaliadas pelo Sinaes vêm permitindo traçar um panorama
nacional da qualidade dos cursos e instituições de educação superior no país.
Assim, com as contribuições da Conaes, o Sinaes e as instituições, a partir das suas
experiências avaliativas, aprimoram os seus processos de avaliação interna, e a autoavaliação
institucional passar a ser compreendida não como um mecanismo de controle, mas como
estratégia para um real acompanhamento das atividades globais de toda instituição educacional,
em consonância aos seus objetivos e funções sociais relacionadas aos aspectos formativos,
econômicos, políticos, culturais e éticos. O PDI UFAL 2019-2023 afirma esse entendimento
para o encaminhamento de processos de avaliação e de acompanhamento do desenvolvimento
institucional.
Para dar o suporte administrativo necessário e promover a continuidade de ações
relacionadas à avaliação, a estrutura organizacional da Ufal conta com a Coordenadoria de
Avaliação, Planejamento e Informação, vinculada à Pró-Reitoria de Gestão Institucional, e com
a CPA. Embora tenham atribuições distintas, ambas buscam promover ações avaliativas que
possam garantir o acompanhamento, o processo de formação e a coleta e tratamento de
informações que possam orientar a gestão em todas as unidades.
Por meio da CPAI é realizado o acompanhamento dos indicadores de qualidade, tanto
no âmbito do desempenho dos estudantes (permanência, evasão, retenção), como no das
políticas de desempenho institucional (políticas acadêmicas para o desenvolvimento das
atividades-fim – ensino, pesquisa e extensão).
De acordo com esses princípios, desde a sua criação, em 2004, a história da CPA/Ufal
vem sendo construída, tendo o seu regimento interno sido aprovado pela Resolução do Consuni
nº 27-A/2005 e reformulado pela Resolução do Consuni nº 53/2012.
No portal da Ufal, na aba da CPA/Ufal, estão disponíveis os relatórios de autoavaliação
desde o início de vigência do PDI (2013/2017), anterior ao PDI UFAL 2019-20234. Nesse
espaço virtual, é possível acompanhar as ações institucionais e as melhorias implementadas
pela instituição, a partir dos resultados que estão divulgados virtualmente.

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Disponíveis em < https://ufal.br/transparencia/relatorios/autoavaliacao >.

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O espaço físico da CPA foi garantido no ano de 2016, com a finalidade de empoderar a
CPA e dar visibilidade as suas ações, além de facilitar a comunicação e o acesso aos materiais
de avaliação e resultados produzidos. A avaliação e o acompanhamento do desenvolvimento
institucional possibilitaram a análise de instrumentos de autoavaliação para expandir o alcance
da avaliação institucional a outros segmentos da comunidade universitária, com essa ação de
transparência, de suma importância para a Ufal.
Como é possível verificar no site, os processos de autoavaliação institucional
concebidos na Ufal vêm buscando contribuir para a tomada de decisão das esferas da gestão,
visando à melhoria da qualidade e ao fortalecimento institucional, em todo o estado de Alagoas.
Não obstante a existência de desafios diversos, os relatórios de autoavaliação destacam o caráter
exitoso do processo de expansão e de interiorização da Ufal, expresso, entre outros, pela oferta
de seus 99 cursos – 88 presenciais e 11 na modalidade a distância. Estudantes de todos os
municípios de Alagoas, assim como de outros estados, podem se beneficiar dessa pluralidade
de cursos. Inclusive, com o advento do advento do Sisu, a partir de 2010, os estudantes de outras
unidades da federação passaram a contar com a Ufal como possibilidade concreta de estudos.
De qualquer modo, são todos indícios da ampliação do acesso de estudantes ao ensino superior,
por meio da democratização de IES públicas.
Considerada como atividade obrigatória, a avaliação interna se configura como de suma
importância para a Ufal, pois seu caráter formativo permite o aperfeiçoamento tanto pessoal
(dos docentes, discentes e corpo técnico-administrativo) quanto da instituição como um todo,
na expectativa de promover as mudanças necessárias, tendo em vista a garantia da qualidade da
educação, sem perder de vista o uso eficiente e eficaz dos recursos disponíveis.
Esta modalidade de avaliação, instituída como componente diretamente ligado à lógica
da administração central, faz parte de um processo permanente de levantamento de informações
sobre as necessidades elencadas pela comunidade acadêmica e da situação das metas
estabelecidas para a concretização dos objetivos educacionais, científicos, sociais e
tecnológicos, que colaboram para a consolidação do planejamento estratégico institucional
traçado no PDI UFAL 2019-2023.
Nesse sentido, a CPA/Ufal vem planejando as suas ações em conformidade aos cinco
eixos avaliativos estabelecidos pelo Inep, em 2017, para o credenciamento e recredenciamento
institucional das instituições presenciais e a distância, que são: 1) planejamento e avaliação

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educacional; 2) desenvolvimento institucional; 3) políticas acadêmicas; 4) políticas de gestão;
5) infraestrutura física.
Além de contemplar esses eixos na avaliação interna, a CPA/Ufal é responsável pela
sistematização das informações/dados obtidos e seu repasse tanto para a comunidade
universitária como para a sociedade, de modo geral, por compreender que esse olhar externo
contribui para refazer caminhos e propor melhorias para a instituição. Desse modo, a
autoavaliação passa a ser utilizada como valioso instrumento para identificar as
potencialidades, fragilidades e limitações da Universidade em suas políticas e práticas. A
socialização desse processo e de seus resultados tem o efeito pedagógico de estimular um
processo cíclico de autoconsciência, permitindo novas leituras das dimensões que definem a
Universidade e instando a atuação criativa e a apreensão da complexidade do universo
institucional.

1.1. O plano de autoavaliação da Ufal

A compreensão de avaliação/autoavaliação apresentada nos parágrafos anteriores
orienta o plano de autoavaliação da Ufal, cujos objetivos, dimensões avaliadas e metodologia
são os seguintes:
a) Objetivos:
- Gerais:
Contribuir para o fortalecimento das atividades de gestão, ensino, pesquisa
e extensão, garantindo espaço à crítica e ao contraditório;
Oferecer subsídios para a tomada de decisão, o redirecionamento das ações,
a otimização e a excelência dos processos e resultados da Ufal;
Fomentar a formação de uma cultura de avaliação para ampliar
continuamente o nível de participação da comunidade universitária e da
sociedade alagoana, para que possam conhecer mais a Universidade e
intervir, quando possível, com proposições construtivas que visem o pleno
desenvolvimento institucional.

- Específicos:

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Tornar-se um instrumento de planejamento e gestão, articulado ao Plano de
Desenvolvimento Institucional - PDI.
Resultar em melhoria dos processos institucionais, apontando as
potencialidades e as fragilidades das diversas unidades e serviços, de forma
que possa indicar procedimentos que conduzirão a melhores resultados
futuros.
Estimular a participação de todos os integrantes das comunidades interna e
externa.
Utilizar elementos quantitativos, que permitem uma interpretação direta
sobre a efetividade e eficácia dos processos institucionais e elementos
qualitativos que permitem uma interpretação analítica das razões dos
sucessos e fracassos das atividades realizadas.
Possuir uma visão interna que mostre como os processos podem ser
conduzidos para atingir melhores resultados.
Envolver a comunidade acadêmica em todas as etapas do processo da
autoavaliação institucional;
Definir as diretrizes do processo avaliativo;
Sistematizar e analisar coletivamente as informações;
Destacar potencialidades com vistas ao estabelecimento de prioridades;
Propor estratégias para a superação das fragilidades evidenciadas;
Ressignificar o sentido da práxis administrativa e acadêmica das diversas
instâncias institucionais;
Promover a articulação dos diversos níveis da instituição, no sentido de
garantir uma visão de totalidade da UFAL e das partes que a constituem.

b) Dimensões avaliadas:
O artigo 3º da Lei n° 10.861/2004 estabelece que a “avaliação das instituições de
educação superior terá por objetivo identificar o seu perfil e o significado de sua atuação, por

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meio de suas atividades, cursos, programas, projetos e setores”5, considerando as diferentes
dimensões institucionais, dentre elas obrigatoriamente as seguintes:
A missão institucional da Ufal, de acordo com o PDI.
As políticas para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão e as
respectivas formas de operacionalização, incluídos os seus procedimentos para
estímulo à produção acadêmica e a permanência discente, com incremento de
bolsas de pesquisa, pró-graduando, de extensão, de monitoria e demais
modalidades.
Responsabilidade social da Ufal, no que se refere à sua contribuição em relação
à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio
ambiente, da memória cultural da produção artística e do patrimônio cultural de
Alagoas.
A interface com a sociedade, em seus projetos extensionistas e de pesquisas.
As políticas de pessoal, as carreiras do corpo docente e do corpo técnicoadministrativo, seu aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e suas
condições de trabalho.
Organização e gestão da Ufal, quanto ao funcionamento e à representatividade
dos colegiados, sua independência e autonomia na relação com a administração
central e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos
processos decisórios.
Infraestrutura física, especialmente no investimento em reformas prediais e
novas edificações que possam contribuir para elevar a qualidade da educação,
em suas diferentes áreas de atuação.
Planejamento e avaliação, especialmente os processos e resultados, além da
eficácia da autoavaliação institucional.
Políticas de assistência estudantil.
Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade
dos compromissos na oferta da educação superior de qualidade.

5

Disponível

em

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-

2006/2004/lei/l10.861.htm>.
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Seus órgãos de apoio e administrativos e suplementares que são fundamentais
para o alcance dos objetivos estratégicos da instituição, entre os quais: Hospital
Universitário Docente Alberto Antunes (Hupaa), Museu Théo Brandão, Fazenda
São Luís/Viçosa (Ceca), Casas de Cultura, Estação Meteorológica, Usina
Ciências,

Residência

Universitária

Alagoana

(RUA),

Restaurantes

Universitários (RUs), o Complexo Esportivo e a Editora da Ufal (Edufal).

c) Metodologia:
A metodologia adotada pela Ufal para a implantação e desenvolvimento de sua
autoavaliação pressupõe o envolvimento de diferentes instâncias para sua consecução:
Na instância da formulação da política educacional, a Conaes, como órgão
máximo promotor da avaliação institucional, e o MEC, como mantenedor da
Ufal.
Na instância institucional a gestão superior, as unidades acadêmicas e os órgãos
suplementares;
Na instância da sociedade, os egressos e os diversos grupos da sociedade civil
organizada.
Ou seja, a metodologia é norteada pelos princípios da democracia, da transparência e da
participação de todos os segmentos, e é ação compartilhada com a comunidade acadêmica,
prevendo a preparação, o desenvolvimento e a implantação do processo de autoavaliação da
Ufal, garantindo o compromisso de todos/as, a partir da composição de equipes responsáveis
por dois diferentes níveis de atuação e com funções e responsabilidades específicas, conforme
descrição a seguir:

Nível 1: atuação da CPA, formada por representantes da comunidade acadêmica e dos
segmentos da sociedade, eleitos ou indicados em consulta pública por seus segmentos, cabendolhe:
Propor ao Conselho Universitário a política de autoavaliação institucional, bem
como alterações que se façam necessárias, para adequação do seu regimento às
normativas vigentes e condições da Ufal;
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Sensibilizar a comunidade interna e externa para a importância dos processos
periódicos de autoavaliação;
Manter interlocução permanente com a Conaes;
Coordenar e articular o processo interno de avaliação e disponibilizar
informações no âmbito interno e externo;
Coordenar o processo de construção coletiva do modelo de autoavaliação
compatível com as características sócio-político-culturais da instituição, bem
como de seus respectivos instrumentos;
Implementar e avaliar o modelo e os instrumentos de autoavaliação;
Coordenar os fóruns de debate sobre autoavaliação;
Analisar os relatórios de autoavaliação e elaborar relatório final da
autoavaliação realizada, anualmente, de acordo com as diretrizes da Conaes;
Contribuir junto à gestão central da Ufal subsídios para o processo de tomada
de decisão em todos os níveis da organização.

Nível 2: atuação das CAA, a partir da criação ou reconfiguração daquelas já existentes
nas UAs do Campus A.C.Simões e nos campi fora de sede (Arapiraca e Sertão), que
contemplam a representação de todos os segmentos internos da Universidade. A essas
comissões estão atribuídos os seguintes objetivos:
Participar dos fóruns de debate sobre avaliação institucional;
Conhecer e aprimorar os instrumentos de autoavaliação institucional, propostos
no âmbito da CPA/Ufal;
Divulgar e analisar os dados coletados e elaborar relatórios e propor planos de
intervenção, de acordo com as especificidades e demandas dos cursos;
Encaminhar às subcomissões os relatórios respectivos as suas dimensões;
Estimular, dentro da UA, a construção de uma cultura de autoavaliação;
Discutir, no âmbito da sua UA, os resultados da autoavaliação;
Propor, tanto no âmbito da UA, quanto ao nível dos fóruns gerais medidas para
aperfeiçoar o sistema de autoavaliação institucional.
A metodologia para o período de vigência do PDI 2019-2023 tem como objetivos
estratégicos:
a) compatibilizar o conteúdo dos eixos do PDI e do relatório de autoavaliação;
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b) definir os procedimentos de coleta de dados e informações;
c) estabelecer as questões que devem nortear a construção e análise do relatório de
autoavaliação;
d) estabelecer as questões que devem nortear o estabelecimento das ações de melhorias
propostas no relatório de autoavaliação;
e) propor reflexões e análises sobre os resultados das avaliações interna e externa junto
às CAA, Núcleos Docentes Estruturantes e coordenadores de cursos de graduação,
potencializando o uso dos resultados para ações contínuas de melhoria da formação dos
estudantes.
No Quadro 1, a seguir, estão apresentadas as ações planejadas para o acompanhamento
do alcance das metas do PDI UFAL 2019-2023:
Quadro 1 – Ações do plano de autoavaliação da CPA – PDI UFAL 2019-2023
AÇÃO

PERIODICIDADE

RESPONSÁVEIS

Realização da autoavaliação Anual
institucional

Avaliação
disciplinas)

docente

CPA
CAA
Diretores dos campi e UAs
Coordenação de cursos

(de Semestral

CPA
CAA
Prograd
Coordenação de cursos

Reuniões técnicas com CAA

Mensal

CPA
CAA

Atualização portal da UFAL

Contínua

CPA

Acompanhamento de egressos Semestral (ação conjunta com pró(pesquisa)
reitorias com atividades fins Ensino e Pesquisa)
Elaboração e acompanhamento Anual (ação
de indicadores de gestão CPAI/Proginst)
universitária

conjunta

com

Recomposição dos integrantes A cada dois anos (2019/2021)
da CPA
Sensibilização dos processos de Contínua (pela Assessoria de
autoavaliação
Comunicação)

Prograd
Proex
Propep
CPA
CPAI/Proginst
CPA
CAA
CPA
GR
Ascom
CPA
CAA
Diretores dos campi e UAS
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Coordenação de cursos
Desenvolvimento
dos Anual
processos de autoavaliação

CPA
CAA

Sistematização dos resultados

Anual

CPA
CAA

Autoavaliação Anual

CPA
CAA

Relatório de
Institucional

Divulgação dos resultados para Contínua (pela Assessoria de
a comunidade
Comunicação)

CPA
CAA
Diretores dos campi e UAS
Coordenação de cursos

1.2 Desafios para consecução das ações da CPA/Ufal

No que se refere às avaliações externas dos cursos de graduação, a Ufal participa e
recebe periodicamente comissões de avaliadores externos de cursos de graduação. Os conceitos
dos cursos variam de 3 a 5 e são obtidos por meio da média ponderada de três dimensões:
Organização Didático-Pedagógica (Dimensão 1); Corpo Docente e Tutorial (Dimensão 2); e
Infraestrutura (Dimensão 3).
Considerando as avaliações externas realizadas nos cursos de graduação, os resultados
são objeto de análise e de acompanhamento das metas e propostas de melhoria para os próximos
três anos, até que participem do próximo ciclo avaliativo do Sinaes. Para fins do cálculo, será
considerado o Conceito de Curso para os 15 cursos não enquadrados no Enade; no caso dos os
84 atuais que são enquadrados no referido exame, será observado o Conceito Preliminar de
Curso (CPC).
Os resultados das avaliações são acompanhados em ação conjunta com a Prograd,
considerando os indicadores: percentual de cursos avaliados com conceito 3/total de cursos
avaliados; percentual de cursos avaliados com conceito 4/total de cursos avaliados; percentual
de cursos avaliados com conceito 5/total de cursos avaliados. Os resultados são discutidos com
as CAA, coordenações e NDEs dos cursos.
O Índice Geral de Cursos da instituição é uma métrica de avaliação utilizada pelo
Inep/MEC que sintetiza em um indicador a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado) das instituições de ensino superior brasileiras. A

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metodologia de mensuração do índice é instituída em uma escala de cinco pontos (1-5) e sempre
faz referência ao último triênio.
Entre os critérios de avaliação para a graduação, o indicador utiliza o CPC no ano do
cálculo e nos dois anos anteriores. Também são considerados a qualificação do corpo docente,
as instalações físicas, o projeto pedagógico dos cursos e o resultado dos estudantes no Enade.
Em relação à pós-graduação, abrange os conceitos de avaliação dos programas de pósgraduação stricto sensu, atribuídos pela Capes, e o número de matrículas nos programas.
Dada a sua importância, se torna necessária uma ação efetiva de acompanhamento dos
insumos que compõem esses indicadores em articulação com a gestão central, visando garantir
a melhoria permanente dos resultados. Em 2019, a Ufal tem a nota máxima 3 no IGC e essa
ação é acompanhada pelo indicador: média dos CPC dos cursos avaliados da instituição no
triênio de referência do ciclo avaliativo do Sinaes, ponderada pelo número de matrículas, além
da média dos conceitos da avaliação quadrienal da Capes dos programas de pós-graduação
stricto sensu, ponderada pelo número de matrículas.
No acompanhamento das avaliações externas são realizadas ações de melhoria da
qualidade da coleta das informações, a fim de contribuir para o avanço da posição da Ufal
segundo as metodologias dos rankings. Nos anos de vigência do PDI UFAL 2019-2023, esse
acompanhamento ocorrerá por meio de avaliação das metas de avanço da posição dos cursos e
da Ufal na classificação dos rankings,
Quanto às avaliações externas dos cursos de pós-graduação, a Ufal participa do Sistema
Nacional de Pós-Graduação (SNPG), realizado por meio de consultores ad hoc, com a
participação da comunidade acadêmico-científica. A avaliação é atividade essencial para
assegurar e manter a qualidade dos cursos de mestrado e doutorado no país e tem como
objetivos: certificar a qualidade da pós-graduação (referência para a distribuição de bolsas e
recursos para o fomento à pesquisa) e identificar assimetrias regionais e de áreas estratégicas
do conhecimento no SNPG para orientar ações de indução de criação e expansão de programas
de pós-graduação no território nacional.
Os resultados das avaliações são acompanhados em ação conjunta da Propep com os
PPGs da Ufal, refletindo sobre os conceitos obtidos nos ciclos quadrienais, conforme legislação
da Capes.
Desse modo, para que ocorra a elevação dos conceitos e CPCs de cursos de graduação
e de pós-graduação e para o IGC da Ufal ser elevado para 4, o plano de trabalho da CPA/Ufal,
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Universidade Federal de Alagoas
Comissão Própria de Avaliação
Avaliação e Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional
na vigência deste PDI (2019-2023), deverá ser desenvolvido coletivamente, em parceria com
as pró-reitorias e órgãos de apoio administrativo e acadêmico da administração central. Essa
sinergia é fundamental para o enfrentamento dos principais desafios para o desenvolvimento
do plano de trabalho da CPA/Ufal, no novo quinquênio (2019-2023):
1.

Configuração de um sistema de avaliação interna, com caráter mais democrático

e inovador, adequado ao perfil da comunidade universitária;
2.

Melhoria nos instrumentos de autoavaliação, considerando a modalidade EAD,

com a inclusão dos segmentos que respondam pelas demandas dos cursos a distância;
3.

Estímulo à formação de novos agentes avaliadores;

4.

Adaptação dos modelos de avaliação às condições específicas e atuais da Ufal e

sua integração nacional, regional e internacional;
5.

Criação de condições humanas, organizativas e financeiras para viabilizar um

processo de avaliação credível;
6.

Institucionalização de uma cultura de avaliação na Ufal, em seus três campi;

7.

Contribuição no processo de avaliação do desempenho docente;

8.

Colaboração na criação de políticas institucionais para ampliação de diálogo

com os egressos da instituição.
Como apontado anteriormente, as ações de avaliação e de acompanhamento do PDI
UFAL 2019-2023 deverão ser desenvolvidas em diálogo constante com as estratégias de
monitoramento, controle e revisão, tratadas na seção 14 do PDI (2019-2023).

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